quarta-feira, 22 de junho de 2011

Acidente da Air France. Surgem as teorias de conspiração.

Sobre o acidente com o avião da Air France, ainda há muito a ser esclarecido. As duvidas acumulam-se por falta de explicações convincentes. As opiniões dividem-se, as perguntas são colocadas pelos profissionais e pelos familiares dos passageiros acidentados, e não são cabalmente respondidas.

Há os que acham que os pilotos no cockpit, estavam a dormir, e quando acordaram já estavam dentro da tempestade. Mas como é que podiam estar a dormir, os dois pilotos, se segundo as informações preliminares, o acidente aconteceu apenas 10 minutos depois da “troca da tripulação”, ou seja, depois do comandante se ter ausentado do seu posto, para ir repousar, conforme os regulamento determinam ?

Como que é que um avião, que voava a 35.000 pés de altitude, próximo da altitude máxima para o seu peso, pode subir subitamente para 38.000 pés?

Subiu por acção dos pilotos?

Mas então, como é que os pilotos efectuaram uma manobra, que sabiam não ser possível?

Uma subida destas levaria o avião ao stall, ou seja, as asas perderiam a sustentação.

Subiram numa tentativa desesperada de não entrar numa nuvem de tempestade?

Subiram numa reacção a uma indicação de aumento na velocidade em que o avião voava numa condição de “overspeed”?

Ou será que a subida não foi comandada, mas totalmente realizada pelo piloto automático?

Ou então, será que a subida foi consequência de uma poderosa rajada ascendente de um CB, cumulonimbus ? (Os cumulonimbus são nuvens convectivas de trovoada que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas couve-flores).

Outra questão é o facto dos pilotos não terem executado um desvio significativo das formações pesadas que havia na rota. Porque é que não se desviaram?

O radar meteorológico não estava funcionado adequadamente?

Os pilotos subestimaram o tamanho da tempestade ?

Os aviões comerciais possuem três sistemas de “pitot”: o do comandante, o do copiloto e ainda um auxiliar. Será possível que os três sistemas falharam? (Tubo de Pitot é um instrumento de medida de pressão utilizado para medir a velocidade de fluidos, e mais concretamente a velocidade dos aviões. Deve o seu nome ao físico francês do século XVIII Henri Pitot).

Estes três pitots resistiriam à força destrutiva de um CB, caso o avião voasse dentro dele a 35 mil pés?

Um CB destes possui no seu interior pedras de gelo. Que piloto, é que conscientemente teria coragem de entrar numa nuvem destas com um avião comercial, voando alto sobre o oceano?

Alguém terá aventado a hipótese de que, talvez os pilotos não tivessem conseguido contacto com o controlador de tráfego aéreo em Dakar para obter autorização para o desvio das formações meteorológicas. Talvez, mas nestes casos, há uma série de procedimentos de contingência que os pilotos podem efectuar para o desvio da rota.

Neste acidente há também as “teorias de conspiração”.

Houve até um comandante, que disse em privado, pensar que a caixa preta já tinha sido localizada há muito tempo, mas como a França vivia um momento político-económico delicado, decidiu-se que a descoberta deveria ser adiada. Outro colega acredita que esta caixa preta que foi localizada, na verdade foi “plantada” no fundo do mar, pois a verdadeira já estava na posse do governo francês há muito tempo. Ou ainda que a localização da caixa preta já fosse de conhecimento das autoridades, mas que não foi "encontrada” antes, para que a Airbus corrigisse a falha dos pitots em toda a frota de A-330.

A verdade é que os interesses económicos das partes envolvidas são tão grandes que não seria surpresa se de facto houvesse algo de verdadeiro numa destas teorias.

Os aviões da Airbus são extremamente automatizados e há diversos relatos de pilotos que passaram por certas situações em voo, em que por um curto período de tempo, não entenderam o que estava a acontecer e não conseguiram desligar, o automatismo do avião.

Mas a verdadeira explicação para o que sucedeu naquele voo, ficará para sempre guardado no silêncio dos mortos, ou então, no segredo dos "deuses"....

Fonte: Roberto Carvalho/Wikipédia

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paris, Tóquio em duas horas, mas só em 2050.

O grupo aeronáutico europeu EADS apresentou um projeto para 2050 de aviões-foguetes que farão o trajecto Paris-Tóquio em duas horas e meia sem poluir, já que os voos serão na estratosfera.

O ZEHST (sigla em inglês para Transporte de Alta Velocidade de Zero Emissão) foi anunciado na véspera do Salão Aeronáutico de Le Bourget (França) e seria um avião hipersônico, mais rápido ainda que o supersônico Concorde, mas com zero emissão de CO₂.


Desde o trágico fim do Concorde, a ideia de um avião de alta velocidade parecia abandonada, mas os construtores buscam principalmente projetar aviões mais leves, e assim consumir menos combustíveis, cujo preço disparou. "O avião do futuro é pensado como o ZEHST", afirmou o diretor geral de Tecnologia e Inovação do EADS, Jean Botti.

Uma maquete de 4 m deste avião, cuja forma é muito parecida com a do Concorde, será apresentada na próxima semana na cidade de Le Bourget, no grande salão mundial da aeronáutica que abre as portas na segunda-feira aos profissionais e na quinta-feira ao grande público.

O ZEHST tem todos os ingredientes de uma grande obra de ficção científica: os motores funcionarão com biocombustíveis à base de algas e, uma vez em altitude, a aeronave terá motores parecidos com os de foguetes, que já não funcionarão com biocombustíveis, mas com hidrogênio e oxigênio, por serem fontes "limpas e emitirem apenas vapor de água", explicou Botti.

Este avião deverá voar até os 32 km de altitude, enquanto uma aeronave tradicional não supera os 10 mil metros. Os assentos dos passageiros vão se movimentar para que não haja a impressão de estar numa montanha-russa.

A vantagem do ZEHST é que "não polui, você estará na estratosfera, a contaminação será nula", reforçou Jean Botti. Para o pouso, o piloto desligará os motores e fará o planejamento antes de começar a descida e por os motores clássicos para funcionar. Para Botti, "a solução (ecológica) está no limite do espaço. Não é um avião, não é um foguete, é um avião-foguete comercial".

O ZESHT deverá ter capacidade para transportar de 50 a 100 pessoas e por enquanto não é mais do que um esboço, mas a EADS já tem um cronograma: uma primeira versão de demonstração deverá estar pronta em 2020 e entrará em serviço em 2050.

Para um porta-voz do EADS, este projeto tem boas garantias de se concretizar, porque as tecnologias necessárias já estão desenvolvidas. Os motores de foguete já existem: Astrium, filial espacial do EADS, já está os projetando para o turismo espacial. Os combustíveis à base de algas também já estão preparados, segundo o porta-voz.

O projeto ZEHST foi criado em colaboração com o Japão e com a Direção Geral da Aviação Civil francesa. Botti reconheceu, no entanto, que esta tecnologia deve avançar passo a passo: primeiro pensar em aviões comerciais com base nas tecnologias ecologicamente viáveis para 20 ou 25 pessoas para depois passar progressivamente para aeronaves que levem 50, 100 e 200 pessoas, capacidade média de um avião tradicional.

Fonte: Terra

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A TAM, Companhia Aérea Brasileira, interessada em adquirir parte da TAP

O governo Brasileiro pode financiar a aquisição de uma parcela da companhia aérea estatal portuguesa TAP pela TAM.

A companhia lusitana e outras empresas estatais Portuguesas deverão ser privatizadas, face ao acordo de recuperação financeira de Portugal, que assinou um acordo de auxilio internacional, de 78 bilhões de euros na quinta-feira passada.

“A TAM abordou o governo para saber se pode obter financiamento para participar na privatização da TAP”, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

Em princípio, o governo Brasileiro, está interessado em apoiar a TAM, mas o suporte financeiro pode depender do resultado da fusão proposta entre a companhia Brasileira e a Chilena LAN.

“O governo Brasileiro, apoia a aquisição de parte da TAP, e pode financiá-la, dependendo da estrutura de accionistas resultante da fusão com a LAN”, afirmou a fonte.

A TAM enfrenta uma competição forte no crescente mercado brasileiro de viagens aéreas e anunciou, em Março, negociações para uma fusão com a companhia regional Trip.

Em Fevereiro, pela primeira vez na história, a Gol desalojou da primeira posição, a TAM no mercado Brasileiro, acumulando 39,77% das rotas, contra 39,59% da concorrente.

Além do interesse comercial da TAM, a compra da TAP é bem-vinda porque o Brasil está disposto a ajudar Portugal a sair da crise.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 10 de maio de 2011

Continua o resgate do voo AF 447

O BEA, (Bureau d’Enquêtes et d’Analyses) divulgou no passado dia 9 de Maio, que resgatou mais peças do Airbus A330 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em Maio de 2009, quando fazia o voo AF 447. Segundo o órgão francês, foram retirados do fundo do mar um dos motores e alguns dos computadores de bordo da aeronave.

O BEA, informou também que o navio patrulha La Capricieuse, da Marinha Francesa, se dirigiu ao porto de Cayenne, na Guiana Francesa, transportando as caixas-pretas da aeronave, resgatadas na semana passada. O material chegou a Cayenne, a 11 de Maio, e foi enviado para a sede do BEA em França.

O Airbus A330 caiu no dia 31 de Maio de 2009 no Oceano Atlântico, quando fazia o voo entre o Rio de Janeiro e Paris, provocando a morte de 228 pessoas.

Na última quinta-feira, as equipes de busca do BEA resgataram o primeiro corpo encontrado junto aos destroços. Segundo uma fonte, o corpo que foi trazido para a superfície, ainda estava no seu assento e em estado de decomposição, depois de ter passado quase dois anos a uma profundidade de 3,9 mil metros. No dia seguinte, o governo francês anunciou o resgate do segundo corpo.

Os restos mortais foram analisados a bordo de um navio e serão transferidos para Paris nesta semana, para uma eventual identificação.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Acidente do AF 447 - Iniciou-se o resgate dos copos dos passageiros

A operação para resgatar os restos mortais dos passageiros do voo da Air France, que se despenhou em Junho de 2009 no Oceano Atlântico, já começou, declarou fonte da investigação.

A queda do avião da Air France, por razões ainda por explicar, provocou a morte de todos as 228 pessoas que se encontravam a bordo. A fonte acrescentou que ainda não foi recuperado nenhum corpo. Na terça-feira, a mesma fonte, que anunciou que a operação seria desencadeada "dentro de 24 a 48 horas", foi muito cautelosa sobre o resultado desta investigação, que está a ser realizada por polícias franceses.

A fonte destacou, designadamente, o facto de já terem passado quase dois anos desde a queda do aparelho, um Airbus A330.

A operação de resgate vem na sequência da recuperação das duas "caixas negras" do voo AF447, que poderão ajudar a perceber as razões do acidente.

Os destroços do Airbus A330 foram localizados em Abril passado a 3.900 metros de profundidade, numa zona de 600 metros por 200 metros. Entretanto, no Rio de Janeiro, as famílias brasileiras das vítimas querem que todos os corpos sejam resgatados e também que as "caixas negras" do avião sejam decifradas fora da França.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Kung Fu a bordo de aviões chineses

Pelo menos três vezes por semana, as assistentes de uma companhia aérea chinesa, lidam com passageiros bêbados, que tentam agarrá-las.

Para resolver o problema, a companhia aérea resolveu certificar as assistentes com um curso de kung-fu.


Wing-Chu, foi o método escolhido, porque é adequado a derrubar um agressor em questão de segundos, em ambientes de pouco espaço.

- É para a segurança delas e dos outros passageiros que estão a aprender artes marciais. Este tipo de kung-fu funciona melhor em lutas a pequenas distâncias, por isso é ideal para um avião - disse o instrutor Sifu Lu Heng, segundo o site “Orange News”.

Os passageiros que se cuidem.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Encontrda a FDR (caixa negra) do voo da Air France, AF 447

Uma das caixas negras, com os parâmetros do voo do Airbus da Air France que se despenhou em 2009 ao largo da costa brasileira, foi encontrada e está "em bom estado", anunciou fonte ligada à investigação do acidente.

"A equipa de inquérito localizou e identificou o módulo de memória do gravador de parâmetros - Flight Data Recorder (FDR) - às 10 horas (11 horas em Portugal Continental", disse a fonte, citada pela agência francesa AFP.

A queda do avião, um Airbus A330 da Air France que se despenhou no dia 1 de Junho de 2009 no Oceano Atlântico, quando efectuava a ligação Rio de Janeiro-Paris, provocou 228 mortos.

Os investigadores anunciaram na quarta-feira a recuperação do chassis da caixa negra, mas sem o módulo de memória, com os dados que poderiam ajudar a explicar o desastre.

O módulo de memória terá sido separado do chassis no momento do impacto na água.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Encontrado o chássi da "caixa preta" do voo AF 447

Investigadores franceses conseguiram localizar nesta quarta-feira o chassi de uma das caixas-pretas, - que realmente é de côr alaranjada, - do avião da Air France que caiu no Oceano Atlântico em 2009.

O chassi que foi encontrado é do equipamento que gravou os parâmetros técnicos do voo, mas a caixa-preta foi localizada sem a unidade que armazena dados, informou o Escritório de Investigação e Análises (BEA, na sigla em francês), órgão francês que investiga as causas do acidente.

Na prática, isso significa que apenas a “carcaça” da famigerada caixa-preta foi encontrada, mas sem o componente que contém os dados técnicos do voo, necessários para desvendar as causas do acidente que matou 228 pessoas.

O BEA informou continuam as buscas pela unidade de memória desaparecida e também pela segunda caixa-preta do voo, que pode ter gravados os diálogos entre os pilotos. Essa caixa-preta também é considerada fundamental para entender os motivos da tragédia.

“Durante o primeiro mergulho do robô Remora 6000, que durou mais de 12 horas, o chassi do gravador de voo do avião – Flight Data Recorder, foi encontrado sem o módulo que protege e que contém os dados (o módulo de memória)”, diz o comunicado.

O módulo que guarda os dados do voo, que tem a forma de uma pilha redonda de grande tamanho, é denominado Crash Survivable Memory Unit.

Segundo o BEA, o chassi da caixa-preta estava rodeado por destroços pertencentes a outras partes do avião da Air France.

O robô realizou o seu primeiro mergulho na terça-feira e o segundo na manhã desta quarta-feira, informo ainda o BEA.

A prioridade desta quinta fase de buscas é localizar as duas caixas-pretas do avião.

O voo AF 447 caiu no Atlântico em 31 de Maio, após descolar do Rio de Janeiro com destino a Paris.

Fonte: Daniela Fernandes BBC Br.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

As diversas fardas das assistentes de bordo

Assistentes da Southwest Airliners, a primeira companhia a usar mini saias. Foto tirada em 18 de Junho de 1971.

Esta é a segunda geração de uniformes da United Airliners que foi usado de 1933-36.


Modelo Verão e Inverno da Delta em 1940-41, detalhe do DC 3 como cenário.

Ainda na Delta, modelo Inverno de 1965-68.

Air West.Modelo "futurista" de 1968.


Os voos para o Havaí tinham modelos especiais.

Qantas em 1974.


Delta em 1970.


American Airliners em 1974.

Pacifc Southwest Airliers, em 1973, está companhia era conhecida por pintar sorrisos nos narizes dos aviões.

Super Jumbo 747 no ínicio dos anos 70.

Este é certamente o uniforme mais feio, criado até hoje. As Aerobananas da Hughes Airliners em 1970.

Delta em 1976, no estilo saloio.


Qantas 1974-85.

Southwest nos anos 2000.

Delta em 2006, modelo usado até os dias de hoje.


Delta, actualmente.


Fonte: Daniel Tognon, no Aviões e Companhia

terça-feira, 12 de abril de 2011

Caixa prêta do Voo 447 da Air France,terá sido localizada.

Foi localizada a parte do avião em que fica guardada a caixa-preta do voo 447, que matou 228 pessoas em 2009.

A informação foi confirmada pela AFV,( Associação de Famílias das Vítimas), que foram informados pelo BEA ( Departamento de Investigação e Análise), em reunião na passada,segunda-feira, 11 de Abril de 2011.

“O robô localizou a cauda onde ficam localizadas as caixas-pretas”, afirmou o porta voz da AFV, no Brasil. Explicou ainda, que a previsão é de que nas próximas três semanas uma outra empresa participe nos trabalhos de buscas com uma espécie de guindaste para retirar a cauda e, com ela, as caixas-pretas.
A noticia, vai auxiliar as famílias com processos movidos contra a Air France, que operava o voo, e contra a Airbus, fabricante do avião.

“Com isso, a esperança duplica. Houve irresponsabilidade do fabricante da aeronave e houve problemas de manutenção da Air France. Isto vai confirmar o que vem sendo dito”, concluiu, o porta voz da AFV.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Airbus A320 NEO, à procura da ecoeficiência

Winglets para maior eficiência, motores que reduzem a emissão de gases e ruídos são algumas das melhorias apresentadas.

Com a aprovação do conselho de directores da EADS, a mais nova variante da mais vendida família de aviões, o A320, recebeu luz verde no começo de Dezembro.

“NEO significa New Engine Option", explicou John Leahy, o Director de Operações da Airbus, a um grupo de Clientes da Airbus, por ocasião da apresentação desta nova versão.

“Oferecemos esta opção para a actual família de aeronaves. Além disso, existem duas escolhas: o modelo Pratt&Whitney Geared-Turbofan Pure Power PW1100G, um moderníssimo, silencioso e económico motor, e o CFM International com o novo e avançado LEAP-X. Ambos proporcionam uma economia de combustível de 15%.”

Segundo Leahy, graças aos novos motores, o A320 consome cerca de 1,4 milhão de litros a menos de querosene por ano e reduz em 3 600 toneladas os óxidos nitrosos expelidos. Além disso, o alcance da família A320 NEO aumentará em 950 km ou, carga útil de até mais 2 toneladas.

Mesmo com limitação de verbas, a Airbus foi capaz de fazer os investimentos necessários. O fabricante “teria de gastar em torno de um bilião de euros em novas versões”, informou Leahy.

Não havia a necessidade de se desenvolver um novo avião, pois ele ainda é um sucesso no seu formato original. Mais de 4 400 Airbus A320 encontram-se em operação no mundo e cerca de 6 700 modelos foram encomendados até ao momento.

Com as modificações, a família A320 poderá permanecer em produção por tempo ainda maior, pois a Airbus espera vender pelo menos 4 000 unidades NEO.

Para Leahy, tecnologias inovadoras para futuros motores e aeronaves não estarão prontas para o mercado antes de meados de 2020. “Isso só será possível lá para 2025. Hoje não existe a tecnologia para um projecto totalmente novo, mesmo que existam opiniões divergentes. Preferimos investir os nossos recursos em motores novos”.

Ainda não está claro o que representará em custos para os clientes a aquisição dos A320 com os novos motores. Há algum tempo, Leahy aventou que se poderia cobrar uma sobretaxa correspondente à metade do valor líquido proporcionado pela economia de combustível. Cerca de 7 a 8 milhões de dólares por aeronave.

A Airbus pretende iniciar a entrega das primeiras aeronaves modificadas a partir do primeiro trimestre de 2016. O cliente de lançamento do A320neo será a IndiGo e já há encomendas de outras companhias, como a Virgin America.

O A321 NEO para o qual já há encomendas da Finnair e da Thomas Cook, será o maior beneficiado, pois a Airbus pretende promove-lo nos EUA como substituto dos jactos da antiquada frota doméstica de Boeing 757. Para tanto, o A321 com carga total precisa ser capaz de ligar sem escalas as costas Leste e Oeste – um feito marginal na configuração actual.

A partir do final de 2012, a Airbus poderá entre­gar – como opção – os A320 equipados com os novos Sharklets nas pontas das asas, que deverão reduzir o consumo de combustível , no mínimo, 3,5%. A partir de 2013, esta opção se estender-se á, aos demais modelos da família. Com os novos motores e os Sharklets o A321 NEO aumentará em muito, o seu alcance.

A Airbus anunciou que vai oferecer o A319, A320 e A321 também na versão NEO. Entretanto, não se fala do A318. O menor modelo não será modificado para os novos motores. Ainda não se sabe se, nas três salas de montagem final do A320, Toulouse, Hamburgo e Tianjin, os modelos clássicos e os NEO, serão fabricados lado a lado ou se haverá uma diferenciação entre as fábricas envolvidas exclusivamente com este modelo e o clássico.

Com a continuidade da produção em larga escala da família A320, a Airbus poderá reduzir ainda mais os custos de produção dos seus “best-sellers”.

A partir de 2011, a cadência de produção aumentará de 36 para 38 aeronaves por mês. No primeiro trimestre de 2012, serão produzidos até 40 Airbus de fuselagem estreita por mês.

Em comparação, a Boeing, segundo as informações mais recentes do seu director de marketing Randy Tinseh, aumentará a cadência de produção dos modelos 737 para 38 unidades ao mês até 2013. Devemos lembrar que os norte-americanos utilizam em Renton, junto a Seattle, uma só linha de montagem final.

Com o A320 NEO, a Airbus não prevê exigências técnicas maiores do que modificações limitadas nas asas e na suspensão dos motores. No caso da fuselagem, a Airbus afirma que o grau de coincidência dos componentes nos A320 e A320 NEO, é superior a 95%.

“A organização dos recursos necessários para o A320 NEO não foi brincadeira”, afirma Tom Enders, presidente da Airbus. “O empreendimento só se tornou possível com um escalonamento rígido dos diversos recursos técnicos mais importantes nos nossos diferentes programas de desenvolvimento, bem como a optimização do gerenciamento e a organização de todos os nossos programas e projectos de pesquisa e desenvolvimento”.

Os centros técnicos internacionais, fornecedores e parceiros também tiveram um papel preponderante para o êxito da iniciativa. “O A320 NEO oferece o máximo em utilização com modificações mínimas”, explica Enders. “Tornamos um avião de projecto maduro e elevada confiabilidade num avião ainda mais eficiente e amigo do meio ambiente. Temos a certeza de que o A320 NEO será um sucesso em todos os mercados do mundo.”

Fonte: Aviao Revue

sábado, 2 de abril de 2011

O estranho, Edgley EA-7 Optica

O Edgley EA-7 Optica é uma aeronave britânica leve, destinada ao trabalho de observação. Foi concebida como uma alternativa barata aos helicópteros. O seu preço inicial era de aproximadamente, € 140.500.000,00.

O EA-7 Optica foi desenhado por John Edgley e construído pela Brooklands Aerospace. Tem uma configuração incomum, com uma grande cabine de vidro, logo seguida por um motor, Lycoming de 6 cilindros, e trem de aterragem fixo.

Voou pela primeira vez em 14 de Dezembro de 1979, conduzido pelo piloto-chefe da Cranfield College of Aeronautics e entrou em produção em 1983, obtendo a certificação em 1985. Ainda em 1985, um acidente matou 2 policias. A causa da queda da aeronave foi provavelmente um stall de baixa velocidade, mas a verdadeira razão da queda, é uma incógnita até hoje.

O acidente provocou a falência do Edgley e para piorar a situação um incêndio destruiu a fábrica, mas a empresa, sobreviveu. Juntos, a Optica e a Brooklands Aerospace retomaram a produção, mas em 1990, foi novamente encerrada, devido á falência da Brooklands.

Existem 2 exemplares a voar nos USA, 2 na Austrália e 2 no Reino Unido.

O Design da Óptica, foi comprado por John Edgley, mais uma vez, juntamente com o projecto para a Sprint FLS 160).

Edgley pretende retomar a produção destes dois projectos.


Características Gerais:

Tripulação: Um piloto
Capacidade: 2 passageiros
Comprimento: 8,15 m (26 ft 9 in)
Envergadura : 12,0 m (39 pés 4)
Altura: 2,31 m (7 pés 7)
Área da Asa: 15,8 m² (171 km ²)
Aerofólio : GA NASA (W) -1
Peso vazio : 948 kg (2.090 £)
Útil de carga: 367 kg (810 lb)
Peso máximo de decolagem : 1,315 kg (2.900 lb)
Powerplant: Textron Lycoming IO-540-V4A5D, motor de pistón/6 cilindros, 194 kW (200 cv)
Hélices: cinco pás no ventilador

Desempenho

Nunca exceder a velocidade : 259 km/h (140 nós, 161 mph)
Velocidade máxima : 213 km/ha (115 nós, 132 mph)
Velocidade de cruzeiro : 130 km/h, 81 mph)
Velocidade de stall : 108 km/h (58 nós, 67 mph)
Alcance : 1,056 km
Endurance : 8 h
Tecto de serviço : 4.275 m (14.000 pés)
Taxa de subida : 4,12 m/s (810 ft / min)
Carregamento da asa : 83,0 kg/m² (17,0 lb-ft ²)
Energia / massa : 0,148 kW/kg (£ 0,0897 / hp)

Avionics

1 x IR / câmera da Torre na baía do nariz.
1 x Altifalante Skyshout (equipamento da polícia)

quinta-feira, 31 de março de 2011

Monomotor comandado por touch-screen será entregue em 2012

A Cessna Aircraft Company, exibiu nesta terça-feira o Corvalis TTX, o mais novo modelo desse monomotor de alta performance e que deve começar a ser entregue em 2012.

O modelo - apresentado na Florida, durante a Feira Internacional de Aviação Sun 'n Fun - é o único no mundo comandado por écran, touch-screen e o primeiro avião sem qualquer instrumento analógico.

O Corvalis TTX será operado através de dois écrans de LED "wide-screen" de 14 polegadas controladas por toque e sensíveis a uma gama de infra-vermelhos maior do que aos écrans tradicionais para se obter uma resposta melhor. As telas podem ainda dividir-se em duas, exibindo, ao mesmo tempo, mapas e cartas de aproximação.

O modelo mantém o título da mais rápida aeronave monomotor a pistons e com trem de aterragem fixo do mundo, capaz de atingir
a velocidade máxima de cruzeiro de 235 nós (435 km/h).

Na versão com quatro assentos, o Corvalis TTX pode cobrir uma distância de 2,3 mil km.


quarta-feira, 23 de março de 2011

O Bombardier 415, a "máquina", que apaga fogos

O Bombardier 415 (antigo Canadair CL-415 ) é um avião anfíbio canadiano, construído propositadamente para ser um "bombardeiro" de água . É um avião projectado e construído especificamente para combate aéreo a incêndios, e baseia-se no Canadair CL-215.

Em 1987, utilizando, os poderosos e confiáveis motores turbo hélice, a Canadair empreendeu a tarefa de adaptação de uma série de CL-215 com motores PW123AF, da Pratt e Whitney Canadiana, proporcionando um aumento de potência de 15% aos originais motores de pistons .

A aeronave adaptada foi designada CL-215T e contou com muitas melhorias aerodinâmicas, incluindo sistemas de controles de vôo motorizado, cabine com ar condicionado, bem como sistema eléctrico actualizado e aviónicos. Designa-se por aviónica toda a electrónica a bordo dos aviões. O termo provém de AVIation electrONICS (electrónica da aviação). Neste grupo de equipamento incluem-se os sistemas de navegação e comunicação, Piloto automático, e os sistemas de controlo de vôo. Também são incluídos, por vezes, alguns sistemas electrónicos a bordo não directamente relacionados com a pilotagem, como sistemas de vídeo para passageiros. È como se fosse o cérebro das aeronaves

As características mais notáveis ​​externas da CL-215T foram as adições aerodinâmicas às asas e a empenagem.

Baseado no sucesso do CL-215, a empresa introduziu o CL-415, com grandes aperfeiçoamentos da série de produção a partir de 1993. O 415 tem um cockpit actualizado, melhorias aerodinâmicas e mudanças para a versão do sistema da água, bem como, a criação de um sistema moderno de combate a incêndios.

O "415" voou pela primeira vez em 6 de Dezembro 1993 com as primeiras entregas em Novembro de 1994. Derivado do antecessor, foi baptizado com o nome, de "Super Scooper" à luz do seu desempenho melhorado muito como bombardeiro de água aumentando a sua eficácia nos combate aos incêndios.

Como reconhecimento de suas habilidades em tarefas perigosas, mas necessárias de combate a incêndios, a aeronave recebeu o prestigioso troféu, Batefuegos de Oro.

Referencio agora, alguns incidentes, sem que os mesmos, no entanto, atinjam a qualidade de desempenho deste avião.

* 17 Novembro de 1997 - Sécurité Civile CL-415 cai em Marselha, França , com uma fatalidade.
* 16 de Agosto de 2003 - Società Ricerche Esperienze Meteorologiche CL-415 cai em Esine, Itália , sem casos fatais.
* 08 de Março de 2004 - Sécurité Civile CL-415 cai em Lac de Sainte-Croix, França com duas mortes.
* 18 de Março de 2005 - Società Ricerche Esperienze Meteorologiche CL-415 cai em Forte dei Marmi, Itália com duas mortes.
* 1 de Agosto de 2005 - Sécurité Civile CL-415 cai em Calenzana com 2 mortes.
* 23 de Julho de 2007 - Hellenic Air Force CL-415 cai em Dilesos, Grécia , com duas mortes.
* 23 de Julho de 2007 - Società Ricerche Esperienze Meteorologiche CL-415 cai em Sant'Erasmo, Itália , com uma fatalidade.

Características gerais

* Tripulação: 2 pilotos
* Carga Útil : £ 6.400 (2.900 kg)
* Duração: 65 pés (19,82 m)
* Envergadura : 93 pés em 11 (28,6 m)
* Altura: 29 pés 3 (8,9 m)
* Área de asa: 1080 m² (100 m²)
* Peso vazio : £ 28.400 (12,880 kg)
* O peso máximo de combustível: £ 10.250 (4650 kg)
* O peso máximo de descolagem (de terra, carga descartável): £ 43.850 (19,890 kg)
* O peso máximo de descolagem (a partir, não descartável de carga terrestre): £ 41.000 (18,600 kg)
* O peso máximo de descolagem (de água): £ 37.850 (17,170 kg)
* Capacidade máxima (água ao retardador): £ 13.536 (6,140 kg)
* Peso máximo após escavar: £ 47.000 (21,360 kg)
* O peso máximo de pouso: £ 37.000 (16,780 kg)
* Motorização: 2 × Pratt & Whitney Canada PW123AF turbo hélice , potência de descolagem: 2.380 shp (1.775 quilowatts) cada um

Desempenho

* Velocidade máxima : 223 mph (359 km / h (194 kt)
* Velocidade de cruzeiro : 207 mph (333 km / h (180 kt)
* Velocidade de stol : 78 mph (126 km / h (68 kt)
* Faixa : 1.518 milhas (2.443 km)
* Tecto de voo : 14.700 ft (4.500 m)
* Taxa de subida : 1.600 m / min (8.1 m / s)
* Descolagem distância (ISA, terra): 2.750 ft (840 m)
* Descolagem distância (ISA, água): 2,670 ft (815 m)
* Distância de pouso (ISA, terra): 2,210 ft (675 m)
* Distância de pouso (ISA, água): 2,180 ft (665 m)
* Profundidade mínima da água: 6 pés (1,8 m)


terça-feira, 22 de março de 2011

Boeing realizou o 1º voo do B 747-8 Intercontinental

Executivos da Boeing comemoraram no domingo a realização do primeiro voo do 747-8 Intercontinental, o maior avião da história da companhia.

"Este é um grande dia para a equipe do 747-8 e para a Boeing como um todo. É uma honra ver uma aeronave tão bonita voando", escreveu em nota, distribuída á imprensa Elizabeth Lund, vice-presidente e directora geral do programa.

A aeronave realizou o seu primeiro voo de teste de Everett, Washington, a Seattle, no noroeste dos Estados Unidos. A duração foi de quatro horas e 25 minutos. O novo aparelho, uma versão ainda maior do que o 747 de dois andares, visa ao mercado de voos de longa distância, mas permite configurações para 400, 500 ou até mais passageiros.

O avião de passageiros mais comprido do mundo (76,4 m) descolou às 16h58 GMT em céu aberto, do aeroporto Paine Field de Everett, durante uma cerimónia com milhares de funcionários da Boeing e convidados, transmitida "ao vivo" pela Internet. Com quase dois anos de atraso, o Boeing 747-8 promete ser mais económico que o A380, para 555 passageiros.

O primeiro a 747-8 Intercontinental será entregue a um cliente não identificado, no último trimestre de 2011.

A Lufthansa, que encomendou 20 unidades, receberá os seus aparelhos no início de 2012, com dois anos de atraso sobre o prazo previsto.

No total, já foram encomendados 114 aviões 747-8, mas apenas 38 são destinados ao transporte de passageiros (Intercontinental).

sábado, 19 de março de 2011

Evacuação de 873 Pax no A380, em 90 Secs.

A Airbus testou, há já algum tempo, penso que em 2006, com êxito, a evacuação de 387 passageiros no A380 MSN7.

O teste fazia parte do processo de certificação da aeronave.

Durante o teste, todos os 873 passageiros foram capazes de sair do avião em 90 segundo, conforme estava previsto, utilizando apenas metade das saídas de emergência.

Um dos passageiros partiu uma perna e houve alguns ferimentos ligeiros.

Os principais requisitos para este teste de evacuação foram:

* 650 passageiros
* Luzes da cabine, apagadas
* Metade das saídas fechadas
* Passageiros divididos entre: 40% de mulheres, 35% das pessoas acima dos 50 anos
* Os passageiros não foram informados quais as saídas que seriam usadas
* Os passageiros deviam estar com os cintos de segurança, apertados

Este vídeo, mostra esse teste

O Glorioso Maluco, e a Sua Máquina Voadora

sexta-feira, 18 de março de 2011

Airbus acusada de homicídio involuntário no acidente da Air France

O fabricante europeia foi hoje acusado formalmente pela justiça francesa, na sequência da queda de um avião, em 2009, que vitimou 228 pessoas.

A Airbus foi hoje notificada da acusação, numa reunião com a juíza responsável pelo inquérito ao acidente, Sylvie Zimmerman, que também já convocou a Air France, companhia de aviação que operava o voo, para um encontro formal amanhã.

A fabricante europeia foi acusada de homicídio involuntário, noticia a AFP, depois de o departamento responsável pela investigação, o Bureau d’enquêtes et d’analyses (BEA), ter concluído que as sondas da Airbus que eram utilizadas no avião falharam, o que levou, inclusivamente, a Air France a substitui-las após a queda do A330, em Junho de 2009.

Após a notificação, o presidente executivo da empresa, Tom Enders, referiu que a Airbus “desaprova firmemente a decisão”, considerando-a “prematura” e acrescentando que a juíza não “precisou os factos que tem contra a Airbus”.

Amanhã, a companhia de aviação que operava o voo, que caiu quando ligava o Rio de Janeiro a Paris, também estará reunida com Sylvie Zimmerman, especulando-se que a Air France também poderá vir a ser considerada culpada pelo acidente, no qual morreram todos os 228 passageiros.

Por Raquel Almeida Correia, no Público

terça-feira, 15 de março de 2011

Racismo. Aconteceu na Tam.

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro.

Visivelmente perturbada, chamou a assistente de bordo.

'Qual é o problema, minha senhora?', pergunta a assistente..
'Não está a vêr?' - respondeu a senhora - 'sentaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Têm que me dar outro lugar.
'Por favor, acalme-se' - pediu a assistente - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se conseguimos resolver o seu problema'.

A assistente afasta-se e volta alguns minutos depois.
'Minha Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe'.

E antes que a passageira fizesse algum comentário, continuou:
'É politica da nossa companhia não permitir que um passageiro da classe económica possa fazer o upgrading para a primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'.

E, dirigindo-se ao passageiro negro que assistia, divertido á conversa, a assistente prosseguiu:
'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue na sua bagagem de mão, pois temos para o senhor um lugar na primeira classe...'

Os passageiros próximos, que, estupefactos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé, invectivando a passageira que por sua vez, fez menção de desembarcar.

'O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons...'

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, ainda haverá guerra." (Bob Marley)

domingo, 13 de março de 2011

O "poiso" mais polémico da aviação mundial

Na noite de 6 de Junho de 1983, a tripulação de um cargueiro espanhol de pequeno porte, o Alraigo, apanhou um valente susto com um caça da Marinha Real Britânica, a tentar aterrar, mesmo em cima das suas cabeças, no exíguo espaço, atulhado de mercadorias, no convés do seu navio.

O piloto, quando verificou que estava a ficar sem combustível, e não tendo no seu horizonte, mais nenhum espaço para pousar o seu Sea Harrier ZA176, tentou uma manobra, no mínimo desesperada, para não ter que molhar os pés, e ficar sem o caça.

A cena durou apenas 30 segundos e entrou para a história como o primeiro "poiso" de um caça militar num navio civil, no mar. Poucos dias depois, o caça e o seu piloto, Tenente Ian Watson, chegariam a Tenerife aonde ficou retido pela tripulação durante vários dias.

Esta é a história do evento que quase desencadeou um conflito diplomático:

Eram 11 horas da segunda-feira e o cargueiro canário Alraigo navegava a cerca de 120 milhas náuticas a sudoeste do Porto (Portugal).

No céu, o piloto Ian Watson, voava na área com o seu FRS1/FA2-ZA176 Sea Harrier em vôo de reconhecimento.

O sub tenente Watson tinha descolado do porta-aviões HMS Illustrious e após vários minutos no ar, descobriu que o equipamento de navegação/rádio,não funcionava e não tinha maneira de encontrar o caminho de volta ao seu porta aviões. Depois de o tentar localizar visualmente verificou que o seu depósito de combustível estava no fim, muito próximo do vazio.

Watson, começou desesperadamente, a procuar um espaço, em pleno Atlântico, aonde pudesse poisar o seu avião. Foi então que avistou o cargueiro Alraigo, e não hesitou. Fez a manobra para poisar, na vertical, no único espaço acima das vagas oceânicas, em milhas ao redor.

Os marinheiros do Alraigo não podiam acreditar no que estavam a presenciar.
Watson após a manobra, deixando o cockpiet do seu caça, empoleirado entre contentores e carrinhas, inspeccionou a sua nave, e verificando que estava tudo em ordem apresentou-se aos estupfactos e ainda amedrontados marinheiros do Alraigo.

No entanto, o comandante do navio, nada dado aos "salameleques" britânicos, foi logo adiantando que tinha de cumprir os seus horários, e mandou todos os seus tripulantes ocuparem os respectivos lugares, e desempenharem as suas tarefas, que levariam o navio até Tenerife, aonde teria que entregar sua carga, a horas.

A notícia de que um dos seus caças estava "estacionado" num cargueiro civil Espanhol chegou ao HMS Illustrious que de imediato,começou a enviar sinais de radio com a intenção de desviar o 'Alraigo' para Portugal. Mas o capitão não estava disposto a ir em conversas. O seu destino era Tenarife, e era para lá que ia navegar.

Naturalmente, os media mundiais, tomaram conhecimento do incidente, e, sobretudo os tablóides britânicos, mais dados á exploração do sensacionalismo do caso, noticiaram que o caça e o piloto estariam prisioneiros de um qualquer capitão espanhol, a bordo de um cargueiro, o que á partida, geraria no mínimo um grave incidente diplomático, entre a Espanha e Inglaterra.

Três dias depois, ao meio-dia de quinta-feira 09 de Junho, o Alraigo entrou no porto de Tenerife, na presença de centenas de espectadores, com um caça no seu manifesto de carga, que era quase tão grande quanto o navio.

Nos dias seguintes, o governo britânico, desenvolveu esforços, no sentido de recuperar o seu caça, e prometeu recompensar a tripulação do Alraigo pelos riscos enfrentados .

Na verdade, e embora a manobra tenha considerada heróica, foi sobretudo uma séria ameaça á integridade, não só do navio, mas sobretudo para os homens de Alraigo.
O excesso de peso que o avião provocou ao poisar no convés poderia ter alterado os centros de gravidade e fazer o navio afundar, para não mencionar os danos que poderiam ter causado o calor e a turbulência dos motores.

O Governador Civil de Santa Cruz de Tenerife ordenou então, o desembarque do avião sob a ameaça de uso da força, caso houvesse alguém que se opusesse á operação.
Em 15 de Junho, às 15:10 horas, uma grua, elevou o avião, retirando-o do Alriago e colocou sobre o convés do porta aviões britânico, já ancorado, ao lado do cargueiro.

Segundo alguns meios de comunicação, como El Pais a tripulação iria receber cerca de 3,6 milhões de pesetas, como recompensa pelo resgate, uma bela recompensa para uma das experiências mais surreais que já se viveram no mar

Vejam o video da época.



Fonte: Daniel Tognon