quarta-feira, 2 de março de 2011

TAP, poupa um milhão de euros por ano

A TAP acaba com 16 chefias e poupa um milhão de euros por ano, mas pesar destes cortes, ainda houve níveis hierárquicos onde a transportadora até aumentou o número de chefes
Reduziu o número de chefias intermédias 9,36% desde Setembro, passando estes cargos de 171 para 155. Considerando os salários mensais médios das chefias cortadas, a transportadora poderá conseguir uma redução de 1,08 milhões de euros na folha salarial, isto quando a "limpeza" das chefias ainda vai a meio - a ordem do governo são cortes de 20% neste tipo de hierarquias e esse tem sido o valor dos cortes da Carris ou dos CTT, por exemplo.

Assim, e de Setembro de 2010 até Fevereiro deste ano, a companhia aérea foi reduzindo gradualmente os cargos em cada nível organizacional, tendo acabado sobretudo com chefias de nível remuneratório mais baixo - até porque são aquelas onde estavam mais profissionais. Só na categoria "460" - a estrutura da TAP está organizada por números -, onde o ordenado médio mensal ronda os 3579 euros brutos, desapareceram dez chefes, havendo agora um total de 41 cargos ocupados, contra os anteriores 51. Mas os níveis hierárquicos superiores não passaram incólumes: no patamar "700", onde existiam 13 chefes a auferir em média 5248 euros mensais brutos, foram cortados quatro cargos. Na categoria mais elevada - a "1216" -, onde o ordenado mensal ronda 9 mil euros, manteve-se o único cargo existente, ao passo que nos dois patamares seguintes, a TAP acabou com uma chefia - os nove chefes que auferiam 8720 euros por mês passaram a oito, e os dez titulares de cargos de nível "920", com ordenados médios superiores a 6500 euros, passaram a nove.

Níveis com mais chefes Contudo, e se no geral a TAP conseguiu reduzir os cargos de chefia, em alguns níveis hierárquicos mais baixos estes até aumentaram de Setembro a Fevereiro deste ano.

Assim, e nos patamares "400" e "350", onde em Setembro se contavam um total de 33 chefias intermédias, agora contabilizam-se 40. Estes são os penúltimos níveis hierárquicos da TAP em termos de chefias intermédias, sendo que 22 destes 40 cargos ganham em média 3580 euros mensais brutos e os restantes 18 mais de 3300 euros. Sem estes aumentos de chefias, as poupanças salariais da TAP poderiam ascender já a quase 1,5 milhões de euros por ano.

"A efectivação da redução dos cargos de chefia, em resultado da orientação do governo, insere-se no âmbito de uma análise conjunta que está já em curso e que decorrerá com a máxima celeridade, salvaguardando os interesses e as exigências impreteríveis do adequado desenvolvimento da actividade da empresa", refere um documento do Ministério das Obras Públicas de segunda-feira passada, dando conta dos acertos que até ao momento já foram feitos nas chefias da transportadora aérea nacional.

A TAP, que deve ser privatizada este ano, foi uma das empresas do Estado que tiveram direito a um regime de excepção ao nível das medidas de austeridade, sendo-lhe apenas exigido um corte de 15% em parte dos seus custos. A empresa apresenta os resultados de 2010 amanhã.

Fonte : Filipe Paiva Cardoso, no I

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Governo vende TAP até ao final de Maio

A transportadora aérea LATAM, resultante da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, está a negociar a compra de uma participação na TAP, apurou o SOL. A gigante da América do Sul irá ficar com 39% do grupo português, mas esta participação, actualmente em cima da mesa das negociações - que deverão estar concluídas até ao fim de Maio - pode aumentar até 49%.

Este é o tempo necessário para o Grupo TAP se livrar da sua ovelha negra , a Groundforce, que tem apresentado sucessivos resultados negativos. O administrador-delegado da handling, Fernando Melo, já anunciou que há vários interessados. A venda terá de ser concluída até meados de Maio e, quando isso acontecer, a TAP será privatizada.

O dossiê, apesar de ainda estar nas mãos do CEO da TAP, Fernando Pinto, já chegou aos gabinetes do ministro dos Transportes (MOPTC), António Mendonça, e do primeiro-ministro. José Sócrates deu ordens para o negócio avançar rapidamente, pois o dinheiro que o Estado irá encaixar é «precioso», numa altura em que Portugal está a financiar-se a juros recorde. O negócio deverá ficar fechado em Maio, até porque é este o prazo dado pela Autoridade da Concorrência à TAP para a alienação da Groundforce.

Os principais detalhes já foram acertados: o Governo irá manter a maioria na TAP e vender uma participação de todo o grupo, e não apenas do transporte aéreo. Isto porque existe a expectativa de que a Manutenção & Engenharia Brasil apresente lucros em 2011. O SOL apurou que 80% da capacidade da empresa já está contratualizada até ao fim deste ano.

Contactada pelo SOL, fonte oficial do MOPTC admitiu que «a venda é uma prioridade para o Governo», mas não adiantou detalhes. Fonte oficial da TAP remeteu, por sua vez, o assunto para a tutela.

Uma das maiores companhias aéreas do Mundo, a alemã Lufthansa, também já contactou a TAP para se inteirar dos pormenores do negócio. A TAP é a principal transportadora a ligar o Brasil à Europa e a Lufthansa está de olhos neste país. Por isso, anunciou esta semana o reforço das ligações ao Brasil.

Contudo, a Lufthansa é o plano B: a posição da LATAM é forte e os sul-americanos estão mais perto de entrar no capital da TAP.

Por: Frederico Pinheiro, no Sol

Low Cost. O barato ás vezes... sai caro!!!

Pois é...Querem "barato"? Cuidado que ás vezes, o barato, sai caro!!!
Devo ser um azarado de primeira água.

Sempre achei que era preferível voar na TAP a voar nas low-cost até que, muito por influência de alguns posts do fórum, resolvi marcar um fim-de-semana de férias em família, no Funchal, optando pela Easyjet.

O preço quando comparado com a TAP não sei se era inferior, considerando que optei por "speedboarding" e bagagem extra e paguei com cartão.

No site da Easyjet, em simultâneo, fiz e paguei de pronto reserva de carro na Europcar.

Por lapso não fiz em simultâneo a compra da viagem de volta a Lisboa.

Poucos minutos depois fiz e paguei também esta compra.

Por conseguinte, contratei e paguei à Easyjet viagem de ida, carro de aluguer e viagem de volta.

Dia 5 de Dezembro, domingo, terminal 2 do aeroporto lá estamos nós à espera de embarque.

O voo TAP que parte quase à mesma hora e que até tinha como "ilustre" passageiro o comendador Berardo saíu.

Minutos depois a Portway informa-nos que, devido à meteorologia no destino, o voo Easyjet foi cancelado, pelo que os autocarros nos levariam até ao terminal 1.

No balcão da Portway a única coisa que os funcionários fizeram a todos os passageiros foi informar que deveria-mos pedir a devolução do valor pago para um número de telefone que é em Inglaterra ou, em alternativa, pedir a devolução no próprio site da Easyjet. Voo de substituição só na terça-feira seguinte,quase na altura do meu regresso ao continenete.

Perguntei ao funcionário da Portway o porquê do voo TAP se ter efectuado e este voo ter sido cancelado. A resposta foi do género " ...sabe, a TAP tem muita experiência na Madeira e pode voar com as condições que lá estão. A Easyjet não tem essa experiência... "

Nesse próprio domingo liguei 3 vezes para o tal número inglês, fiquei montes de tempo a ouvir música à espera de ser atendido ( vai sair barato, vai ) e quando expus o caso, por acaso até falo inglês senão estava tramado, mandaram-me fazer reclamação no site. Assim fiz, embora ainda não tenha obtido qualquer feed-back.

Conclusão:

a) o valor da viagem de ida devolveram-me uma semana depois;
b) o valor do rent-a-car não me foi devolvido porque a Easyjet diz que é com a Europcar e a Europcar diz que é com a Easyjet, que até recebeu o dinheiro.Reclamei no site e continuo à espera. Nem boa tarde me dizem e já passaram 3 semanas;
c) o valor da viagem de volta, telefónicamente foi-me informado que não mo devolveriam porque esse voo se tinha realizado. Mas, ora, se a Easyjet cancelou o voo de ida como poderia estar no Funchal para embarcar no voo de volta? Reclamei no site e continuo a aguardar.

Esta é a história do primeiro - possívelmente o último - voo que faria com uma low-cost.Estou convencido que, sem sequer pônho os pés dentro de um avião deata ou de qualquer outra "low coast".

A viagem custou-me quase 300 euros. Paciência, se fosse para a farmácia era pior.

Por isso, é tudo muito giro quando não há problema. Ao menor problema lá vem a diferença à tona. A propósito, o único problema que tinha tido até agora nos mais de 50 voos que fiz nos últimos anos, foi com a TAP num Lisboa/Roma e foi resolvido numa semana, com um único telefonema ou mail e falando em português.

In:Fórum Aviação Portugal

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Air France e Airbus podem ser acusadas de homicídio

A companhia aérea Air France e o fabricante Airbus vão comparecer, a 17 de Março, perante a juíza do inquérito ao acidente do voo Rio-Paris de Junho 2009, em que morreram 228 pessoas, para possível indiciamento por homicídio involuntário.

"A juíza anunciou que convocou para 17 de Março a Air France e a Airbus para possível indiciamento", disse aos jornalistas um dos líderes da Associação de Ajuda Mútua e Solidariedade AF447 vítimas, Jean-Baptiste Audousset, que hoje foi recebido no tribunal em Paris, juntamente com outros familiares e representantes. "Este é um ponto de viragem, porque esta convocação com vista à acusação provável mostra que o juiz tem provas técnicas suficientes para prosseguir", disse por seu turno Olivier Morice, advogado das partes civis.

A 20 de Março, vão ser lançadas novas operações de busca no mar, numa área de 10.000 km quadrados, dos destroços do Airbus que caiu a 01 de Junho de 2009 ao largo do Brasil. Os investigadores esperam encontrar a caixa negra onde estão registadas as configurações de voo e as conversas dos pilotos, que poderiam explicar a origem exacta da catástrofe. Com os elementos da investigação e os dados técnicos recolhidos até agora, o Departamento de Investigação e Análise (BEA) responsável pela investigação técnica disse que a falha de sensores de velocidade é uma das causas do acidente, mas não pode ser a única responsável pelo desastre.

"Essas prováveis acusações contra a Airbus e a Air France não são um fim em si, mas permitirão um contraditório", explicou Audousset. O voo 447 desapareceu no Oceano Atlântico a 01 Junho de 2009, causando a morte de 228 pessoas e sem sobreviventes. Até agora, apenas 50 corpos foram encontrados e também só foi possível recuperar três por cento dos destroços do avião.

Fonte: Lusa

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Conheça o Lufthansa FlyNet

Aqui deixo uma óptima "dica" para quem vai enfrentar um longo voo...na Lufthansa.

Cansou-se da revista? Acabou de ler o seu livro? Saturou-se de fazer palavras-cruzadas? Que tal aceder á internet?

Calma lá, sabemos que os preços do acesso a internet são, por vezes, proibitivos.

Mas, e se puder aceder á internet, banda larga dentro de um avião, num voo de longo curso, daqueles que até provocam dor nas meninges?...Será que o preço vai condicionar essa opção? Ligar o "laptop" ou o smarthphone, enviar SMSs, e-mails com anexos pesados ou simplesmente navegar pela internet enquanto não se chega ao destino?... Era bom não era?

Pois tal "luxo", já está acessível aos passageiros da Lufthansa, que oferece nos seus voos o "Lufthansa FlyNet".

Os passageiros desta companhia, são os primeiros a ter acesso ilimitado á internet, via banda larga, em voo intercontinentais.

Por enquanto o serviço está disponível apenas para as rotas do Atlântico Norte, mas até o fim deste ano estará disponível em quase toda a malha aérea da companhia.

O serviço tem o valor de 10,95 euros por hora ou 3.500 milhas do programa de fidelidade da companhia, o Miles & More.

O "voucher" de 24 horas custa 19,95 euros ou 7.000 milhas do programa de fidelidade Miles & More, sendo possível utilizar o serviço em qualquer voo da companhia equipado com o sistema e nos lounges da Lufthansa, nos aeroportos.

Há a possibilidade de pagar esse valor com cartões de crédito.

Conheçam melhor este serviço acedendo aqui: http://lufthansa-flynet.com/?l=b2b-en.

Fonte:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

14 aviões da Lufthansa cheios de rosas

14 aviões carregados de rosas...todas para elas. O Dia dos Namorados a isso obrigou. Milhões de manifestações de afecto e milhares de milhões de euros facturados no negócio das rosas.

O mercado das rosas vale €30 mil milhões à escala mundial. Vendem-se milhões de flores durante o ano inteiro mas, no dia dos namorados, tudo fica diferente. Não é só o amor que andar no ar. Aviões de carga de todo o hemisfério norte vão abastecer-se de toneladas de rosas a sul.

Para se ter uma pequena ideia da dimensão desta loucura por flores, rosas em particular, basta referir que a companhia de aviação alemã Lufhtansa mobilizou 14 aviões da sua subsidiária Lufthansa Cargo para ir buscar 1200 toneladas de rosas ao Quénia, à Colômbia e ao Equador. Ao todo terão transportado para Frankfurt 34 milhões de rosas. Daí serão distribuídas por vários países europeus onde estarão menos de 24 horas depois de terem sido colhidas.

O negócio das rosas à escala mundial representa qualquer coisa como €30 mil milhões. Mas se lhe juntarmos os subsectores dos óleos, perfumes e outros produtos de beleza feitos com base naquela "matéria-prima", então estaremos a falar de um volume de vendas anual da ordem dos €133 mil milhões. Ainda falta juntar à equação todo o valor gerado pela componente logística do negócio e do transporte em particular.

Mas o mais curioso é que Portugal, segundo algumas fontes ligadas ao ramo da floricultura, poderia ter aqui uma oportunidade de ouro para se impor como grande produtor e fornecedor do mercado europeu. Até porque tem um clima propício e está perto de grandes mercados consumidores de flores. Já há dois ou três bons exemplos (no Alentejo, Ribatejo e zona saloia), "mas não chega. Podia ser muito mais", nota um dos produtores contactados pelo Expresso.

A questão da proximidade dos mercados consumidores está a ter um papel cada vez mais relevante, sobretudo por questões ambientais. De acordo com uma estimativa elaborada pela Flowerpetal.com, o envio de 100 milhões de rosas para os Estados Unidos da América no dia dos namorados gerou emissões de dióxido de carbono para a atmosfera da ordem 9000 toneladas métricas.

Mas a verdade é que o hemisfério sul continua imbatível neste domínio. A Colômbia é o principal exportador de rosas a nível mundial. Tem 11% do mercado global e factura €738 milhões com esta cultura, que dá trabalho a 110 mil pessoas.

Fonte: Expresso

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

TAP voa para o Mali a partir de Junho

A TAP vai passar a voar para Bamako, capital do Mali, a partir do próximo mês de Junho, operando três frequências semanais para o destino, revelou ontem Luiz Gama Mór, administrador executivo da companhia, em conferência de imprensa.

Segundo Luiz Mór, os voos para Bamako vão ter uma importância semelhante a Dakar, no Senegal, uma vez que vão contribuir para um melhor aproveitamento dos aviões, já que para o continente africano os voos nocturnos são permitidos.

Por outro lado, a TAP espera também cativar tráfego europeu para o novo destino em África, uma vez que o Mali é um país francófono, cujas ligações à Europa estão muito concentradas em França.

Além dos novos voos para Bamako, o administrador executivo da TAP anunciou também o reforço de voos para Belo Horizonte, Maputo, Marraquexe, Valência, Copenhaga, Moscovo, Praga, Budapeste e Varsóvia, durante o Verão.

Para Belo Horizonte, Maputo, Copenhaga, Praga, Budapeste e Varsóvia as operações vão ser reforçadas com mais um voo semanal, enquanto Marraquexe vai ter mais dois voos por semana. Já Valência será servida por mais seis voos semanais e Moscovo vai ter um reforço de três voos por semana.

Apesar de já não ser novidade, Luiz Mor confirmou ainda que os novos voos para Bordéus e Dusseldorf começam em Abril, enquanto para Manchester, Viena, Atenas, Miami, Porto Alegre e Dubrovnik as operações têm início em Junho.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Novo Boeing 747-8 voará a partir de Março.

Domingo, 13 de Fevereiro, 2011, fábrica da Boeing em Everetta, USA. A cortina cai, revelando o novo Boeing 747-8 Intercontinental .Dado que já tínhamos visto um Intercontinental pronto a voar no sábado, a grande questão que restava para a estréia de domingo da aeronave era, saber como estaria pintado?

E o esquema da pintura, foi uma agradável surpresa, quando a Boeing, - depois da actuação de uma dupla de comediantes, fogos de artificio, palestras, vídeos, fumos, tendo como fundo musical o som de um violino hiperativo, - deixou cair a cortina para revelar um, avião branco de bojo vermelho, com a cauda, ostentando o logo do 7474, em laranja.

"Vocês estavam a pensar que o avião iria estar pintado de azul, não era?" perguntou,Pat Shanahan, vice presidente e director geral da "Airplane Programs for Boeing Commercial Airplanes".

"Em todo o mundo, a combinação de vermelhos e laranjas tem poderosas e positivas indicações, que significam, associação de fortuna, prosperidade, e a promessa de sucesso", disse Shanahan. "As cores simbolizam um futuro próspero e brilhante para a Boeing e para os nossos clientes."

O 747-8, o mais recente modelo da Boeing, o maior 747, bem precisa de um pouco de sorte.

A Boeing tem 107 pedidos para os 747-8, incluindo 33 do modelo Intercontinental, que é a versão de passageiros.

Lufthansa e a Korean Air, são as únicas companhias aéreas que encomendaram o Intercontinental. A aeronave apresentada neste domingo vai para um cliente particular, que provavelmente irá redesenhar a pintura.

Entretanto, a produção e os problemas de voo-teste, juntamente com o desvio de recursos para o problemático programa 787 Dreamliner, adiaram a entrega do primeiro 747-8 Freighter, para o final do passado 2010, mas efectivamente só será entregue em meados deste ano.

A Boeing tem programado, começar a testar o primeiro Intercontinental no início da primavera e entrega-lo provavelmente no quarto trimestre deste ano.

"Este avião vai levar as pessoas com mais carga, ainda mais economicamente do que qualquer outra aeronave de sua categoria", disse Elizabeth Lund, vice presidente do grupo Boeing747. Não ficou claro se ela estava a usar como termo de comparação o Airbus A380, que é suficientemente maior, para ser considerado de uma classe diferente, mas menos económica, por passageiro, afirmou a Boeing.

O 747-8 Intercontinental terá lugares para 467 passageiros numa configuração de três classes, mais 51 do que o 747-400, que está substituindo, com um custo 13 por cento menor para movimentar um passageiro, por milha, e 30 por cento menos ruído. O A380, transporta mais 58 passageiros, num configuração normal.

Nico Buchholz, vice-presidente executivo, do Lufthansa Group Fleet Management, descreveu o 747-8 como o culminar de um conto de fadas.

A pintura deste avião, vermelho e branco, evoca o primeiro 747, que a Boeing apresentou em 15 de Janeiro de 1970, baptizado com o nome de, Clipper Victor, pela primeira dama na altura, Pat Nixon, que o "entregou" á Pan Am, no Washington Dulles International Airport. Mas este é um avião muito diferente, até mesmo dos 747-400, que está a substituir.

"É um salto em termos de tecnologia", disse Bruce. "Foi difícil chegar-mos aqui, mas temos um produto maravilhoso."

A Boeing impôs, a si própria, um prazo bastante agressivo para dar inicio aos testes de voo, e á entrega do primeiro Intercontinental. Mas este modelo está de certeza mais avançado em termos de acabamento, e entrega do que o Boeing 787, que deverá ser apresentado com mais "estardalhaço " do que a apresentação de 2007.

O primeiro 787, começou a voar em 15 de Dezembro de 2009, mas só será entregue á All Nippon Airways, o primeiro cliente a receber este modelo, entre Julho e Setembro deste ano.

É claro que, para os empregados que trabalham no programa há anos, esta apresentação de domingo foi mais do que simplesmente ver uma pintura nova. Foi a recompensa, pelo seu árduo trabalho.

Em média cada avião custará €235 milhões e a Boeing garante que já tem 33 encomendas firmes. Só a germânica Lufthansa quer ter 20 unidades Boeing 747-8 na sua frota.

O novo avião é propulsionado por motores GEnx-2B67, construídos pela General Electric, que assegura ter conseguido uma redução de 30% nas peças utilizadas na sua concepção, o que vai acabar por reduzir os custos de manutenção.

A velocidade cruzeiro do Boeing 747-8 é de 0,86 Mach, ou seja, 86% da velocidade do som, o que equivale a cerca de 900 quilómetros por hora.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Detido antes de embarcar, com 259 animais escondidos na bagagem

Casos de tráfico de animais são comuns por todo o mundo, mas esta semana no Aeroporto Internacional de Bangcoc, na Tailândia, foi detido um homem, que ao tentar embarcar para a Indonésia, chamou a atenção das autoridades aduaneiras pelo seu comportamento.

Ao passar pelo controle de bagagem, na passad quinta-feira, 10 de Fevereiro, o indonésio de 34 anos foi detido, porque trazia, nada mais nada menos do que três malas, nas quais escondia 259 animais das mais variadas espécies. As bolsas foram adaptadas com divisões internas para guardar todos os bichos.

Entre os exemplares que ele tentava contrabandear havia mais de cem quelónios, entre eles uma Astrochelys yniphora, espécie nativa de Madagascar, considerada uma das tartarugas mais raras do mundo, e 88 tartarugas-estreladas-indianas, que têm o casco com desenhos similares a estrelas.

Quelônios, quelónios ou testudíneos são répteis da ordem Testudinata (Chelonioidea). Este grupo está representado pelas tartarugas, as marinhas e as de água doce, pelos cágados de água doce, e pelos jabutis terrestres. (In Wikipédia).

Havia ainda seis exemplares de "mata-mata", quelónio amazónico com aparência pré-histórica. As malas também continham 34 pítons-reais e 2 jiboias. Além de mais de 20 lagartos, o indonésio pretendia transportar ainda, 22 esquilos e um papagaio.

O suspeito admitiu à polícia que comprou os bichos no mercado Chatuchak, na capital tailandesa. O local é conhecido por serem ali oferecidas para venda algumas das espécies animais mais raras do mundo. Segundo a organização internacional "Traffic", que monitora esse tipo de comércio, a actividade ilegal continua no mercado, apesar da actuação das autoridades.

A policia, que deteve o homem, calcula que este deve ter gasto cerca de 25 mil euros,para comprar todos os bichos, que poderiam render o dobro, na revenda.

O crime pode levar o homem a ficar quatro anos na cadeia, além de ter de pagar multa de 1.500 euros.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Chinesices...afinal o caça chinês, era o do Tom Cruise

A televisão estatal chinesa difundiu imagens apresentando, o que dizia ser o seu novo caça, J - 10, a disparar um míssil durante um exercício e a destruir outro avião.

Mas, houve quem não acreditou no que via, e pôs-se a pesquisar, a analisar as imagens, acabando por descobrir que afinal aquele vídeo, era um excerto do filme "Top Gun", de 1986, e estrelado por Tom Cruise.

Perto do fim do dito filme, Tom Cruise, a bordo do seu "mok up", atinge e destrói um avião russo com um míssil.

Foi esse clip, que a CCTV, a televisão estatal chinesa, usou, para publicitar os seus "avanços tecnológicos", no campo do desenvolvimento dos seus meios aéreos bélicos.

É de prever que tenha dado, internamente, uma punição exemplar ao autor da patranha, porque para fora, nada constou, tendo apenas, sido removido esse video clip, da página da CCTV. Sem mais explicações.

Mas esta, não foi a primeira vez que as agências de midia chinesas, "meteram o pé na poça". Ou seja já ha registos de outras "chinesices".

A mais hilária terá sido a do anuncio de uma "descoberta" chinesa, no campo da esclorose múltipla, em que ilustravam essa noticia, com uma radiografia do cranêo, de Homer Simpson...

Vejam aqui neste vídeo do Youtube, a noticia em que a CCTV, é desmascarada.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

TAP lança Madeira desde 36 euros

A companhia aérea de bandeira nacional lançou uma campanha promocional que oferece voos a partir de 36 euros entre Lisboa e o Funchal, na Madeira, valor que se refere apenas ao trajecto de ida e que já inclui taxas e suplementos.

Para o percurso inverso, entre o Funchal e Lisboa, os preços começam nos 43 euros, incluindo, também neste caso, taxas e suplementos aéreo, segundo informação enviada ontem à imprensa pela TAP.

A campanha é válida em voos específicos, em viagens a decorrer entre 14 de Março e 30 de Junho, com excepção do período da Páscoa, e as reservas podem ser realizadas através do site da companhia, em www.flytap.com.

Na mesma informação, a TAP alerta ainda que a campanha está sujeita a condições especiais e inclui um número de lugares limitado, sendo que para mais informações está disponível a Central de Reservas da TAP, pelo número de telefone 707 205 700, bem como qualquer agência de viagens.

I.M.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

TAP voa para Porto Alegre, Brasil, a partir de Junho

A TAP anunciou que, a partir de Junho, vai passar a voar entre Lisboa e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Brasil, operando quatro frequências semanais directas, naquela que será a primeira ligação sem escalas entre a Europa e a região sul do país, e o décimo destino brasileiro da transportadora nacional.

Em comunicado enviado à imprensa, a TAP avança que a realização da operação está apenas dependente da “autorização das autoridades brasileiras”, sublinhando que “com a abertura do décimo destino no Brasil, reforça a sua posição como maior transportadora entre aquele país e a Europa”.

Os voos para Porto Alegre devem ter início a 12 de Junho, estimando-se que a oferta ascenda aos 2.300 lugares semanais, uma vez que os voos devem ser operados em aviões Airbus A330, com a duração de 10h30. Com o anuncio da nova rota, Porto Alegre passa a ser o 10.ª destino da companhia de bandeira portuguesa no Brasil, bem como o oitavo novo destino anunciado para o Verão, depois da apresentação de novas rotas para Miami, Atenas, Bordéus, Viena, Manchester, Dusseldorf e Dubrovnik, destinos para onde a TAP também vai passar a voar no Verão.

O novo destino vai ainda permitir à TAP alargar a sua oferta para Buenos Aires e Montevideu, com ligações a estas cidades em voos operados em code-share com companhias associadas, a partir da capital do Rio Grande do Sul, que é o quarto estado brasileiro com um PIB mais elevado, possuindo uma população de cerca de 10 milhões de habitantes, tendo a cidade de Porto Alegre sido fundada por portugueses provenientes dos Açores.

Em 2010, a TAP transportou mais de 1,4 milhões de passageiros entre Portugal e os nove destinos brasileiros para onde a companhia voa actualmente, número que representa um crescimento de 25% face a 2009. No ano passado, a companhia foi ainda eleita, pelo segundo ano consecutivo, “Companhia Aérea Líder Mundial para a América do Sul”, nos World Travel Awards.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tráfego aéreo internacional cresceu 8,2 % em 2010

Em 2010 a procura cresceu acima da oferta, elevando em 2,7 pontos a taxa de ocupação média global, para 78,4 %, segundo a Associação Internacional de Companhias Aéreas, IATA, que alerta, no entanto, para uma margem de lucro “patética” na indústria, de 2,7 %.

Os resultados positivos de 2010 levam o CEO da IATA, Giovanni Bisignani, a congratular-se e destacar o facto de a indústria ter terminado o ano já níveis de tráfego superiores aos de 2008 antes da crise.

“Depois do maior declínio de procura da aviação em 2009, as pessoas voltaram a trabalhar e a fazer negócios em 2010”. Mas a margem de lucro das companhias é pequena, e Bisignani diz que “o desafio é transformar a procura em lucros sustentáveis”.

Por regiões, o maior crescimento em 2010 foi o das companhias aéreas da região Ásia-Pacífico, cujo tráfego aumentou 9 %, com a China e a Índia em destaque. Na Europa o crescimento foi de 5,1 %, ou seja, o dobro do crescimento da oferta (2,6 %), apesar dos muitos problemas climáticos, e não só, que afectaram as companhias europeias em vários meses de 2010.

Nos estados Unidos o crescimento foi de 7,4 %, novamente acima do aumento de oferta, que foi de 3,9 %. No Médio Oriente registou-se o maior crescimento de tráfego, 17,8% (com um volume total bastante menor que as restantes regiões), enquanto a América Latina viu o tráfego crescer 8,2 %, e África 12,9 %.

Ponto importante, destacado pela IATA, é que em todas as regiões o tráfego esteve acima de 2008, antes das quebras de 2009.

Fonte: Turisver

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Nasa relembra acidente com a nave Challenger, ocorrido há 25 anos

A Nasa, agência espacial norte-americana, relembrou o acidente com a nave Challenger, que completou 25 anos no último dia 28 de Janeiro, com uma cerimónia ao ar livre.

O evento contou com astronautas jovens e aposentados, funcionários e membros da direcção da Nasa, além de amigos e familiares das vítimas do acidente.

A Challenger explodiu no ar em 28 de Janeiro de 1986, com apenas 73 segundos de voo, matando todas as sete pessoas a bordo, incluindo uma professora, Christa McAuliffe.

Na cerimónia, June Scobee Rodgers, viúva do comandante da Challenger, Dick Scobee, destacou a "ousadia olhar para o futuro" não somente em viagens espaciais, mas em educação espacial e da ciência. Ela foi fundamental na criação do Centro Challenger para Espaço Ciência.

"O mundo inteiro sabia como a tripulação do Challenger morreram", disse ela. "Nós queríamos que o mundo saiba como eles viviam e por que é que eles estavam a arriscar as suas vidas", disse na cerimónia.

A Nasa já tinha criado o "dia da recordação", comemorado dia 27 de Janeiro de cada ano, para homenagear todos os 17 astronautas mortos nas missões da agência.

Em comunicado, o director da Nasa, Charles Boden, afirmou que a alma dos astronautas mortos está presente em cada dia de trabalho, e que seu legado inspira as novas gerações de astronautas. "Cada dia, com cada novo obstáculo que superamos e a cada descoberta que fazemos, honramos estes homens e mulheres notáveis".

O acidente da Challenger é um dos mais emblemáticos da história da NASA. Desde 1981, a agência fazia vôos com ónibus espaciais. A Challenger, porém, tinha um novo conceito de viagem ao espaço, em que o veículo era reutilizável e permitia flexibilidades, como, por exemplo, levar um satélite de órbita.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Qantas, volta a ter problemas nos seus aviões.

A companhia aérea Qantas sofreu nesta quarta-feira, 26 de Janeiro, outro incidente num doa seus aviões, a mais recente de uma série de problemas que vêm afectando a empresa australiana famosa, entre outras coisas devido a uma cena do filme "Rain Man".

O Boeing 737-476, prefixo VH-TJH, com destino a Sydney (voo QF-670), com 99 passageiros a bordo, teve que retornar nesta quarta-feira a Banguecoque após o piloto ter detectado que um dos motores estava a consumir mais combustível do que o habitual, segundo informou a companhia aérea.

O incidente aconteceu algumas horas depois de, em outro voo que ia de Adelaide a Melbourne, as máscaras de oxigênio dos passageiros, foram accionadas, devido a uma mudança na pressão da cabine causada por um defeito no sistema do ar condicionado.

Em "Rain Man", Dustin Hoffman interpreta um autista que entra em pânico num aeroporto, negando-se a embarcar, noutra qualquer companhia aérea, que não fosse a Qantas, visto que as outras tinham sofrido acidentes graves.

Apesar do seu irmão Charlie, lhe explicar que todas as companhias aéreas já tinham tido acidentes, o que não significava que não fossem seguras, e que a Qantas não voava para Los Angeles de Cincinnati, onde estavam, mas apenas de Melbourne. O personagem de Hoffman não se deixa convencer, e finalmente os dois decidem fazer a longa viagem de carro.

"Rain Man", premiado com dois Oscars em 1989, tornou-se numa bem-sucedida campanha de marketing para a Qantas, uma das companhias aéreas cuja imagem nunca foi atingida por qualquer trágico acidente.

No entanto, a empresa vem sofrendo uma série de problemas que durante as últimas semanas foram registados em alguns de seus aviões.

"As pessoas continuam falando da Qantas por causa de ''Rain Man'', mas se se abre um precedente, é muito difícil recuperar essa reputação", comentou o especialista em publicidade Brendan van Maanen, em declarações publicadas pelo jornal "Sydney Morning Herald".

Há uma semana, outro avião da Qantas que voava para Sydney de Nova York teve que ser desviado a Fiji, por causa de um defeito na válvula de combustível de um dos motores.

Os incidentes somam-se aos defeitos no motor Rolls Royce do novo Airbus A380, descoberto pela primeira vez numa aeronave da Qantas e que em Novembro levou a companhia, juntamente com a Singapore Airlines, Lufthansa e outras grandes empresas aéreas, a deixar de utilizar os seus A 380, o maior avião comercial do mercado.

A Qantas argumenta que, em todos os casos, as aterragens de emergência dos seus aviões foram feitas como medida de precaução e ressalta o seu excelente histórico em matéria de segurança.

Fontes: EFE via Terra / Aviation Herald


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Voar não é perigoso. Perigoso é cair.

Descolar é opcional; aterrar é obrigatório.
Tentem manter o número de aterragens igual ao das descolagens.
Os passageiros preferem comandantes velhos e assistentes novas.
Voar é a segunda maior emoção conhecida pelo homem; aterrar é a primeira.
Decisões acertadas vêm com a experiência e a experiência vem com decisões erradas.
Pior que um comandante que nunca foi co-piloto é um co-piloto que já foi comandante!
Existem três regras simples para fazer uma aterragem suave; infelizmente ninguém sabe quais são...
A probabilidade de sobrevivência é inversamente proporcional ao ângulo de aproximação na final.
Toda a gente sabe qual é a definição de uma boa aterragem: é quando se pode sair do avião pelo próprio pé.
A única situação em que se pode achar que se tem combustível a mais é quando se tiver um princípio de incêndio.
É bem melhor estar cá em baixo desejando estar lá em cima do que estar lá em cima desejando estar cá em baixo!
Um piloto é uma alma confusa que fala sobre mulheres quando está a voar e sobre vôos quando está com mulheres.
Durante uma aterragem forçada nocturna, acenda os faróis para ver a área de aterragem. Se não gostar do que viu, apague os faróis.
A hélice é simplesmente um grande ventilador na frente do avião para manter o piloto arejado. A prova disso é que, quando a hélice pára, o piloto começa a suar.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Terá sido descoberto o detector de turbulência ???

Quem voa, decerto que já apanhou alguns sustos com a turbulência, e sabe o quanto essa experiência é inesquecível - infelizmente, num sentido muito traumático.

O que poucos sabem é que as turbulências não acontecem somente no meio de tempestades e nem mesmo são restritas a "condições atmosféricas adversas".

Um dos maiores problemas da aviação é justamente a turbulência repentina, que ocorre subitamente em condições de céu perfeitamente claro. Os resultados vão desde sacudidelas apenas desconfortáveis até mergulhos súbitos, quando o avião perde a sustentação ao entrar numa bolsa de baixa pressão.

Essa turbulência, identificada pela sigla CAT (clear air turbulence, -turbulência de céu claro, em tradução livre), provoca por vezes, ferimentos nos passageiros e na tripulação, já tendo sido registados casos fatais.

Os casos também podem ser fatais para os aviões: os mergulhos repentinos sujeitam a aeronave a um stresse tão grande que esta, pode ser retirada de serviço por excesso de fadiga da sua estrutura.

Mas como evitar uma zona de turbulência invisível, que surge do nada num céu limpo?

A Boeing acredita ter encontrado a resposta. A empresa requisitou uma patente (2011/0013016) para um sistema inteligente e potencialmente barato que pode, pela primeira vez, dar aos pilotos uma ferramenta para enfrentar esse descomforto da aviação.

A turbulência em céu claro ocorre quando grandes massas de ar se movem aleatoriamente em áreas sem nuvens ou qualquer precipitação - como não há gotas de água de dimensões apreciáveis, os radares não conseguem detectá-las.

A ideia da Boeing é usar uma câmera digital, equipada com uma tele objectiva, no infinito, a tirar fotos continuamente. Um programa de computador compara, em tempo real, cada imagem com a sua subsequente. Essa comparação poderá detectar variações de refracção na linha do horizonte, causadas por mudanças na temperatura e na densidade do ar, induzidas pela zona de turbulência invisível à frente.

O pedido da patente depositado pela Boeing afirma que várias técnicas de análise e processamento de imagens permitem avaliar tanto a distância quanto a dimensão da área de turbulência, permitindo que o piloto a contorne.

O que não fica claro no pedido de patente é como o esquema funcionaria à noite - usar uma câmera na faixa do infravermelho? - ou o que acontecerá quando a linha do horizonte estiver obscurecida por uma nuvem distante.

Mas isso pode não ser um problema real: são raros os casos em que as empresas revelam todos os segredos de suas invenções nos seus pedidos de patente.

Fonte: New Scientist

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Caça F-16 português danificado por Airbus Australiano

Um caça F16 da Força Aérea Portuguesa envolveu-se num acidente com um Airbus militar australiano na passada quarta-feira. Houve apenas danos materiais, noticiou a TVI.

A notícia foi dada num comunicado de imprensa do departamento de defesa australiano e confirmado à TVI pelo Estado Maior da Força Aérea, que está a acompanhar o assunto. O acidente deu-se durante um treino de reabastecimento e as autoridades australianas abriram um processo de investigação.

O aparelho australiano era um avião tanque CK-30A multi-funções, que estava a ser operado pelo departamento militar da Airbus em Madrid, que está a desenhar e testar cinco aviões-tanque para o departamento de defesa da Austrália.

Os dois aparelhos sofreram alguns danos mas conseguiram aterrar em segurança. O porta-voz da Força Aérea, coronel Mário Gaspar, adiantou à agência Lusa que o acidente teve lugar em espaço aéreo português, junto à costa, e que o F-16 regressou de imediato à Base Aérea de Monte Real, depois de ter sido atingido com uma peça que se soltou durante a operação de reabastecimento.

O F-16 Fighting Falcon é um caça a jacto polivalente, monomotor, altamente manobrável, apto a operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade.

Originalmente concebido e desenvolvido, pela General_Dynamics para a Força Aérea dos Estados Unidos, a partir de um conceito experimental (LWF), para um interceptor diurno de curto alcance, complementar ao poderoso e sofisticado F-15 Eagle, de superioridade aérea.

Foi evoluindo gradualmente para a função de caça-bombardeiro de alto desempenho, com capacidade para actuar em todas as condições atmosféricas de dia e de noite.

A 21 de Julho de 1980, em cerimónia realizada na base aérea de Hill no Utah, foi finalmente e oficialmente baptizado "Fighting Falcon". No entanto entre os seus pilotos independentemente da nacionalidade, foi e continua sendo conhecido e apelidado Viper.

Fontes:LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.e Wikipédia

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Airbus, atinge a fasquia dos 10.000, aviões vendidos

A Airbus anunciou segunda-feira, 17 de Janeiro, a sua encomenda numero 10 mil, na assinatura do contrato com a Virgin America, para 60 aeronaves A320, incluindo, 30 A320neo.

Esta é a primeira encomenda firme para o A320 com a opção de novos motores; e assim a Virgin America torna-se a cliente de lançamento do A320neo, formalizando e ampliando um compromisso inicial feito no Farnborough Air Show, em Julho de 2010.

Os 30 A320 estarão equipados com Sharklets, dispositivos da ponta da asa, destinados a diminuir o consumo de combustível. A configuração interna da cabine de passageiros será igual à dos A320 já existentes na frota da companhia (146-149) lugares, em uma configuração de duas classes.

David Cush, Presidente e Principal Executivo da Virgin América afirma:
"Acreditamos que grande parte do nosso atual sucesso, se deve ao facto de possuirmos o avião certo. Os baixos custos operacionais, o conforto da cabine e o projecto ecoeficiente da nossa frota de Airbus A320 novos, ajudou a estimular o nosso crescimento em três anos e o sucesso no mercado norte-americano - e estamos confiantes de que o A320 NEO nos fortalecerá ainda mais."

"Atingimos a marca da 5.000a encomenda em agosto de 2004 - depois de mais de 30 anos. Chegar às 10.000 encomendas apenas seis anos depois, confirma o êxito da nossa linha de produtos", disse Tom Enders, Presidente e Principal Executivo da Airbus. "E quando a‪ Virgin America, um dos nossos mais novos clientes faz a sua primeira encomenda firme, dando forte impulso ao nosso novo e eco-eficiente A320 NEO, ficamos extremamente agradecidos."

Baseada em San Francisco, Califórnia, a Virgin America foi fundada em Agosto de 2007. A companhia aérea opera exclusivamente com uma frota composta por mais de 30 aeronaves da Família A320, numa rede de rotas cada vez maior dentro da América do Norte. A empresa orgulha-se do seu serviço ao cliente, design exclusivo e amenidades, incluindo WiFi entretenimento em monitores "touch-screen" em cada assento dos seus aviões. A Virgin America ganha constantemente prêmios do mercado de turismo e de escolha dos clientes, pelo seu excelente serviço.

"As companhias aéreas Virgin são conhecidas em todo o mundo pela sua inovação - pelo design com melhor aproveitamento, tecnologia e entretenimento para reinventar a experiência de viajar", disse o fundador do Grupo, Richard Branson. "Estamos muito comprometidos em investir nas soluções de nova geração que tornarão as viagens aéreas mais sustentáveis. As mudanças climáticas não podem ser ignoradas pelas empresas, e acredito que devemos enfrentar o desafio de as combater e encontrar novas e melhores formas de operar. O A320 NEO ajudar nos-á a conseguir isso, diminuindo os custos e reduzindo o nosso impacto no meio ambiente. Os atuais A320 da Virgin America são até 25% mais econômicos e ecoeficientes que a média da frota dos Estados Unidos, e os A320 NEO prometem melhorar ainda mais esses números."

O A320 NEO responde aos mais altos interesses ambientais dos clientes, oferecendo uma redução de 15% no consumo de combustível. Esta opção foi lançada no final de 2010 e as aeronaves começarão a ser entregues em 2016.

Além da economia de combustível o A320 NEO, beneficiará com uma redução de dois dígitos nas emissões de NOx, menor ruído dos motores, custos operacionais mais baixos e um alcance 925 km maior ou duas toneladas a mais na carga útil.

Desde que entrou ao serviço o primeiro Airbus com a Air France, em 1974, o consórcio europeu tem visto as suas vendas crescerem constantemente. Em 1989, após 15 anos de operação, foram vendidas mil unidades. Após menos da metade desse período, sete anos mais tarde, em 1996, as vendas tinham chegado ás 2 mil. As vendas da Airbus chegaram a 3 mil em 1998, mais uma vez encurtando, pela metade o tempo que levou para vender mais mil aeronaves e, no ano 2000, um total de 4 mil aviões tinham sido comercializados, como se pode ver :

1971 - Primeira encomenda (seis A300)

1989 - 1.000º avião vendido

1996 - 2.000º avião vendido

1998 - 3.000º avião vendido

2000 - 4.000º avião vendido

2004 - 5.000º avião vendido

2005 - 6.000º avião vendido

2006 - 7.000º avião vendido

2007 - 8.000º avião vendido

2008 - 9.000º avião vendido

2010 - 10.000º avião vendido

Fonte: Brasilturis

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TAP, acaba com os voos directos Lisboa, Johannesbourg

A TAP anunciou na terça-feira o fim, a partir de Junho, da ligação directa entre Lisboa e Joanesburgo, que passará a ser feita via Maputo.

Em comunicado, a transportadora aérea portuguesa anunciou que, a partir de Junho, na sequência do acordo entre a TAP e as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), as ligações entre Portugal e a África do Sul passarão a ser efectuadas com escala em Maputo.

Segundo a TAP, a LAM passará, a partir da mesma altura, a assegurar as ligações entre Maputo e Joanesburgo em equipamento próprio, em horário conjugado com as chegadas e partidas de Lisboa.

A transportadora adianta que os actuais três voos semanais que a TAP efectua entre Lisboa e Joanesburgo, em operação combinada com Maputo, e um quarto servindo exclusivamente a capital moçambicana serão a partir de Junho substituídos por quatro voos semanais directos entre Lisboa e Maputo, operados em code-share, dois com avião TAP e outros dois em equipamento LAM.

«A decisão da LAM de voltar a ter operação própria para Lisboa determinou a necessidade de reformular o enquadramento do acordo comercial entre as duas companhias», refere o comunicado da TAP.

A empresa assegura que serão «desenvolvidos esforços» para efectuar «eventuais voos extra de e para Joanesburgo, em determinados períodos do ano, e dependendo de procura adicional».

Para o deputado do PSD José Cesário, o fim da ligação aérea Lisboa/Joanesburgo acarretará «consequências graves para os interesses de Portugal».

O deputado destacou, designadamente, o facto de muitos portugueses radicados na África do Sul serem originários da Região Autónoma da Madeira, que terão dificuldades acrescidas em visitar o arquipélago com o encerramento da rota.

«Isto vai ter implicações económicas para a própria Madeira. Os portugueses na África do Sul são uma comunidade que contribui de forma séria para o turismo e para a economia local», frisou.

Lusa/ SOL

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cresce a demanda de pessoal técnico e de cabine, no Brasil

Faço este post, a pensar em todos aqueles que sonham abraçar uma carreira na industria da aviação comercial. Deixo os valores dos salários, na moeda local - Brasil.
Leiam então, extractos deste artigo de, Celina Aquino (Estado de Minas).

De preferência, que seja disciplinado, tenha boa aparência, saiba trabalhar em equipe e tenha disponibilidade para voar a qualquer hora. É recomendável que fale inglês. O salário inicial é de R$ 2 mil e pode passar dos R$ 18 mil para comandante de voo internacional. Como se pode perceber, a oportunidade está a bater á porta de quem quer seguir a carreira de aviador. O número de profissionais que se deve formar nos próximos anos não será suficiente para preencher as vagas que surgirão, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, que vão transportar muitos passageiros para o Brasil e aumentar o movimento nos aeroportos.

A previsão é de que vão faltar piloto daqui a cinco anos.
Sinal de alerta para as companhias aéreas. Muitas planeiam adquirir novos aviões para dar conta da grande quantidade de passageiros que terão interesse em cruzar o território brasileiro e, para isso, precisam aumentar o quadro de funcionários. O tempo é curto, considerando que um piloto leva, em média, dois anos para se formar. Porém, o desafio será uma óptima oportunidade para o país provar que não é só bom de bola e o caos aéreo é problema do passado. Director da Esaer Escola de Aviação Civil, o comandante Luiz Eustáquio Moterane defende que a solução para o problema está no planeamento, pois a expansão do sector é inevitável. ''O poder económico tem evoluído mais que as expectativas e as rodovias não estão conseguindo atender a demanda, então a aviação se faz cada vez mais necessária e presente'', esclarece. O problema é que, para acompanhar o ritmo da economia, as empresas precisam ter mais profissionais disponíveis no mercado. '

'Se hoje você precisar de comprar um avião, em dois dias ele estará no Brasil, e numa semana já estará a operar. Nesse período você não forma um piloto.''
Para Giuliano Berossa, o momento é ideal para se investir, igualmente na carreira de comissário de bordo Moterane destaca que o governo está a investir na formação de pilotos, justamente porque está preocupado com a escassez de mão de obra. No ano passado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ofereceu bolsas de estudos para alunos de todo o Brasil . O benefício cobre 75% dos gastos com as aulas, que podem chegar a R$ 70 mil. Com isso, o Ministério da Defesa quer dar uma hipótese para quem sonha em voar, e não tem condições de arcar com as despesas do curso. O alto investimento é um dos empecilhos para muitos jovens que tentam aventurar-se na carreira de aviador. Para se tornar piloto privado (PP), a primeira graduação, que permite pilotar apenas aeronaves de pequeno porte, o aluno chega a gastar R$ 14 mil. Depois, precisa de desembolsar mais dinheiro para obter a licença de piloto comercial (PC). A partir daí é que ele pode entrar no mercado de trabalho e formar-se piloto de linha aérea (PLA). Caro, na verdade, não é a mensalidade do curso. São as horas de voo que o estudante precisa ter para se formar. O preço de uma hora pode passar de R$ 300 e, para tirar a licença de PP, ele tem que provar que já voou, no mínimo, 150 horas.

Com o crescimento da aviação brasileira, impulsionado pelo bom momento da economia e também pela proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, as companhias aéreas estão com planos ousados. A Gol vai renovar a frota e, no ano que vem, espera estar com 115 aviões no ar, três a mais do que tem hoje. Até 2014, ano em que o país vai sediar o mais importante campeonato de futebol, a TAM Linhas Aéreas quer ampliar de 150 para 168 o número de aeronaves. Para que as novas máquinas possam voar, a empresa espera contratar 600 tripulantes, entre pilotos e comissários, ainda este ano. Outra companhia que está em expansão é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que vai investir mais de US$ 3 bilhões até 2016. Para o ano que vem está prevista a chegada de oito aviões de 70 lugares. A empresa também quer unir mais de 50 destinos até a Copa do Mundo (hoje são 26) e no ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro espera ter 7.500 funcionários, o que representa um aumento de mais de 100%. ''Você pode ter a melhor tecnologia do mundo. Se não tiver gente, não consegue operar. As pessoas são a chave de tudo'', comenta o gerente de Recursos Humanos, Johannes Castellano.

Na opinião dele, os mais difíceis de encontrar serão pilotos, técnicos em manutenção e despachantes operacionais de voo.
Comissário é o que não falta e as empresas não têm dificuldade para contratar os recém-formados. O comandante Luiz Eustáquio Moterane, director da Esaer Escola de Aviação Civil, conta que lá se formam 50 alunos a cada quatro meses e, de vez em quando, ocorre de uma companhia pedir 250 indicações de uma só vez. ''Para cada avião que ela compra, precisa contratar 40 funcionários. Para cada porta da aeronave precisa-se de 10, porque um está de folga, outro está na chefia, o colega está de férias.'' Antes que você pense que não tem hipótese de concorrer a uma vaga porque não é loira, alta nem tem olhos azuis, preste atenção.

''Para ser comissário, não é precisa ser-se bonito , mas tem que se expressar bem, ser simpático, estar sempre de bom humor. Tem que demonstrar que tem disponibilidade para viajar e ficar à disposição da companhia aérea'', explica o director da StarFlight Academia de Aviação, Francisco Pio Ferreira Bessa. ''As empresas também sentem muita necessidade de que o candidato tenha segundo ou terceiro idioma, preferencialmente, inglês e espanhol."

sábado, 15 de janeiro de 2011

TAP, é das companhias aéreas mais seguras

A TAP Air Portugal ocupa o quarto lugar entre as companhias de aviação mais seguras do mundo, segundo o 'ranking' anual divulgado hoje pelo Jet Airliner Crash Data Evaluation Center (JACDEC), que analisou as quotas de segurança das 60 maiores transportadoras aéreas do mundo

A companhia de bandeira portuguesa alcançou a pontuação máxima, 30 pontos, na lista liderada pela Qantas australiana, que surge à frente da Finnair (Finlândia) e da Air New Zeland (Nova Zelândia).

Segundo o relatório da JACDEC, a TAP só não subiu ao pódio porque a sua frota tem mais anos do que a média das frotas europeias, o que se deve, sobretudo, à aquisição da Portugália, que tinha algumas aeronaves de modelos mais antigos. Outro factor desfavorável são algumas das rotas da TAP para aeroportos em ilhas, com condições de aterragem difíceis, de acordo com a mesma agência.

Todas as companhias referidas e ainda a Cathay Pacific Airways (China/Hong-Kong), a All Nipon Airways (Japão) e a Air Berlin (Alemanha), obtiveram 30 pontos, o que significa que não tiveram qualquer acidente nos últimos trinta anos, desde 1980.

O último acidente grave com aviões da TAP, em que morreram 131 pessoas, foi há mais de 33 anos, a 11 de Novembro de 1977. Um Boeing 727-200 da companhia portuguesa caiu no mar, no Aeroporto do Funchal, na Madeira, depois de ter aterrado sob forte chuva e vento na antiga pista, mais curta do que a actual, e não ter conseguido levantar voo de novo.

Entre as grandes companhias aéreas europeias, a britânica British Airways surge no vigésimo lugar, seguida pela alemã Lufthansa, enquanto a KLM fica-se pela 23.ª posição. A Easyjet, companhia low cost criada em 1995, que tem aumentado a sua actividade em Portugal, surge à frente das grandes transportadoras do velho Continente, em 18.º lugar.

A italiana Alitalia só aparece no 37.º lugar da escala do JACDEC, mesmo assim à frente da gaulesa Air France (41.º lugar) e da espanhola Ibéria (47.º lugar). O último posto é ocupado pela brasileira TAM, que há três anos perdeu uma aeronave num acidente em que morreram 199 pessoas, o mais grave da história da companhia.

Lusa / SOL

Foi há um ano. Vejam aqui a reconstituição em 3D, do acidente no Rio Hudson, há dois anos.

Amaragem.
Uma palavra tão incomum como o acidente que aconteceu em Nova York, a 15 de Janeiro de 2009.

Amaragem, "aterrar" na água.

No vocabulário da aviação, o piloto teve que ser dos melhores, para amarar um jacto com a suavidade suficiente para salvar todas as 155 pessoas a bordo – 150 passageiros e cinco tripulantes.

Foi o que fez Chesley B. Sullenberger III, o piloto do Airbus A320 da US Airways, provavelmente após uma colisão com aves, menos de três minutos após a descolagem do aeroporto de La Guardia. Sullenberger – ex-piloto da força aérea americana, 57 anos – e o seu co-piloto deslizaram com as 73,5 toneladas do avião sobre o Rio Hudson de maneira a dar tempo para que os seus ocupantes saíssem, pelas asas do avião enquanto este boiava.

Quem estava em terra relatou o milagre. Do 22º andar de um prédio na Times Square, Alex Whittaker viu o avião a voar muito baixo, mas de forma controlada. Na sequência, assistiu à planagem final e ao avião a deslizar sobre a água, até parar, a boiar. Em seguida, contou ele, as portas abriram-se e as pessoas começaram a sair. A temperatura era de 6ºC, negativos, àquela hora.

A imagem, logo após o choque nas águas geladas, impressionava: duas asas apinhadas de gente, enquanto embarcações se aproximavam para resgatar os ocupantes do voo 1549 da US Airways, que seguiria de Nova York para Charlotte, na Carolina do Norte.

O socorro foi rápido. Coletes salva-vidas eram atirados á água e, aos poucos, os sobreviventes iam sendo recolhidos pelos barcos e levados até à margem. Alguns chegavam assustados, outros eufóricos com a sorte de sobreviverem ao acidente do qual não se conheciam, ainda, as causas.

Baseado nos relatos dos sobreviventes, um porta-voz da Administração Federal da Aviação Civil Americana - FAA, na sigla em inglês, - declarava que o acidente se deu devido ao choque de uma ou várias aves contra as turbinas do jacto.

Aves causaram 668 acidentes aéreos nos Estados Unidos nas últimas três décadas, segundo dados da FAA. Em 140 casos, os aviões envolvidos não sofreram danos, ao passo que em 494 os estragos foram menores. Só em 34 vezes as aeronaves sofreram danos substanciais. Os acidentes deixaram, ao todo, 54 feridos e um morto. No ano passado, conforme a FAA, cerca de 20 aviões foram atingidos por pombas, corujas, gaivotas e gansos.

Neste acidente do rio Hudson, os passageiros também relataram um estrondo e cheiro a fumo. Contaram, que só se aperceberam que havia algo de errado, ao notar que o avião dava meia volta. Em seguida veio o aviso do comandante para que se preparassem para o impacto.

– O motor explodiu. Havia fogo em todos os lugares – disse o passageiro Jeff Kolodjay, de Norwalk, Connecticut. – Algumas pessoas estavam a sangrar durante o resgate. O impacto na água foi bastante forte. Foi assustador.

De pronto, o governo dos EUA descartou que o acidente, pudesse ser obra de terroristas, uma possibilidade sempre cogitada após o 11 de Setembro.

O modelo do avião que amarou no Rio Hudson é, fabricado pela Airbus S.A.S., o A320 e já se envolveu, num total, de oito acidentes com mortes, de acordo com o Bureau d’Archives des Accidents Aéronautiques, entidade internacional com sede em Genebra.

Vejam no video aqui postado, uma reconstituição em 3D, de todo o percurso feito pelo Airbus, e oiçam o diálogo entre a torre de controle, e o comandante Sully.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Boeing celebra a montagem do milésimo 767

A montagem final do milésimo avião Boeing 767 começou ontem. Os trabalhadores celebram este importante marco na fábrica de Everett, em Washington, sendo esta é a última aeronave a ser construída antes de mudança de local da linha de montagem.

“Este marco é crédito de todos os funcionários que tiveram participação na construção de 767's nos últimos 30 anos”, disse Kim Pastega, vice-presidente e director geral do Programa 767 da Boeing Commercial Airplanes.

“Esta é a prova acabada, de um produto de engenharia de alta qualidade, que continuaremos a aprimorar ao longo dos anos.”

A montagem final é o último estágio no processo de produção antes que o avião saia da fábrica a caminho do hangar de pintura e do Everett Delivery Center – para testes de solo e de voo.

O milésimo avião – um 767-300 ER (Extended Range) de passageiros para a All Nippon Airways (ANA) (JA622A) – é o último 767 a completar a montagem final neste local. A partir do número de série 1001 – um outro 767-300ER também para a ANA – e todos os futuros 767s irão completar este estágio num novo, mas menor espaço, aonde a produção está programada para aumentar em 2011.

O milésimo avião está agendado para ser entregue no próximo mês. A ANA, um cliente de longa data da Boeing, recebeu 89 unidades do 767 desde a sua primeira encomenda, em 1979.

A Boeing irá utilizar o 767 como plataforma para o Avião-tanque NewGen, caso vença a competição do Avião-tanque KC-X para a Força Aérea dos Estados Unidos. A concessão do contrato será anunciada no início deste ano.

A família de aviões 767 é, silenciosa e com baixo consumo de combustível, capaz de oferecer a máxima versatilidade no mercado de 200 a 300 lugares. Inclui três modelos de passageiros – o 767-200ER, 767-300ER e 767-400ER – e um cargueiro com cabine de largura média, que se baseia na fuselagem do 767-300ER.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A 320 NEO.A Maior Encomenda, da História da Aviação

A IndiGo, a maior companhia "low coast" da Índia, assinou um contrato para a compra de 180 Airbus A320, sendo que 150 dessas aeronaves serão da nova versão, A320 NEO. Este é o maior pedido já feito ao fabricante europeu.

O A320 NEO, que entrará em operação em 2016, tem melhorias no motor e um dispositivo na asa chamado de Sharklets, que diminui o uso de combustível em até 15%, o que significa que 3,6 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas por ano.

“Este pedido vai permitir que a IndiGo continue a oferecer baixas tarifas”, disseram os co-fundadores da companhia, Rakesh Gangwal e Rahul Bhatia.

“Encomendar mais A320s é a escolha natural para preencher a demanda que o crescimento da Índia exige. A oportunidade de reduzir custos e contribuir com o meio ambiente foi a chave da nossa decisão”.

A família A320 é mais vendida do mercado. Ao todo, já foram feitos quase sete mil pedidos e quase 4,5 mil entregas.

Fonte: Aero Magazine

domingo, 9 de janeiro de 2011

Aeronave híbrida, é um misto de dirigível, avião e helicóptero

Uma empresa britânica, a "Hybrid Air Vehicles", está a desenvolver um veículo híbrido, misto de dirigível, avião e helicóptero. O interior é preenchido com gás hélio.

Segundo a BBC, por enquanto, a empresa Hybrid Air Vehicles, está a realizar testes com um protótipo de 15 metros de comprimento, mas o modelo final, deverá ter 300 metros de comprimento e será capaz de transportar até mil toneladas. Dentro de seis meses deverá estar operativo.

A mesma fonte informa que, apesar de estar a ser desenvolvido em Inglaterra, a aeronave foi negociada por 500 milhões de dólares com as Forças Armadas dos Estados Unidos.

Os dirigíveis são mais leves que o ar, o que exige uma numerosa equipe em terra para aterrar a aeronave, mas, segundo a BBC, o veículo híbrido projectado não precisaria de ninguém. O piloto Dave Burns diz que a aeronave pode ser conduzida por alguém a quilómetros de distância.

Como o veículo é capaz de voar por até três semanas seguidas, pode ser útil para monitorar regiões, de difícil acesso e a grandes distâncias da sua base.

Mas, segundo a Hybrid Air Vehicles, não são só os militares que estão interessados, neste tipo de aparelho. A empresa tem negociado com empresas de petróleo, companhias mineiras e agências de ajuda humanitária. A empresa garante que o veículo é ideal para transportar mantimentos para vítimas de desastres naturais.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Boeing 737 da TAAG, aterrou na pista errada, distante 14 Kilómetros do seu real destino.

A 17 de Abril de 2009, os militares de serviço no City Air Force Airport, em Lusaca, capital da Zâmbia, ficaram espantados quando viram aterrar um Boeing 737 da companhia de aviação angolana, TAAG.Proveniente de Harare, capital do Zimbabué, o avião acabar de aterrar, literalmente, na pista ao lado.
O comandante, enganara-se.

Em vez de se fazer à pista no aeroporto internacional de Lusaca, o Boeing 737, aterrou numa estrutura aeroportuária desactivada, 14 quilómetros ao lado...

O City Air Force Airport é um aeroporto desactivado, onde funciona agora o Estado-Maior da Força Aérea Zambiana. A rota de uma e de outra pista difere em 20 graus, o que em termos de aviação é uma diferença muito grande para confundir uma pista com a outra.

Por esta razão o comandante Hélder Gourgel, que foi quem aterrou, tido como um piloto rodado, acabou por ver posto em causa o seu sentido de responsabilidade e, pelos vistos, ficará no limbo até que as investigações cheguem ao fim.

O co-piloto é citado como tendo sugerido que a aproximação fosse feita por instrumentos, no que foi desautorizado pelo comandante, que preferiu o método visual.

Mas os incidentes da TAAG, não se ficam por aqui.

Em 2005, um Boeing 747 foi penhorado depois de ter aterrado no aeroporto da Portela, em Lisboa: dívida superior a 1.7 milhões de euros do Estado angolano a uma empresa de exportação de fruta de Torres Vedras.

Em 2004, um aparelho deixa Luanda com destino a França. Aterra e sai da pista do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com 140 passageiros a bordo. O relatório indicou que o avião aterrou em excesso de velocidade, só conseguindo parar 30 metros depois. Não houve vítimas, e a pista esteve encerrada durante 28 horas...

A 28 de Junho de 2007, enquanto a União Europeia se preparava para 'cortar as asas' aos angolanos - dos céus e das cabeças dos europeus - a TAAG provou, da pior maneira, por que não merece sequer voar em Angola.

Nesse dia, um Boeing 737-200 descolou elegantemente com destino a Mbanza Congo (voo regular), mas despenhou-se quando tentava aterrar. Das 78 pessoas a bordo, seis morreram, quando o avião, já no meio da pista, saiu e foi embater violentamente em dois edifícios, partindo-se ao meio.

A estreia dos acidentes mortais começara em 1983: um Boeing 737 com destino a Luanda, despenhou-se pouco depois de ter deixado a cidade do Lubango. Autoridades da aviação angolana disseram que se deveu a falha técnica, mas guerrilheiros da UNITA reivindicaram logo a seguir a façanha. Fora um míssil,disparado por eles, quem provocou a queda do aparelho!

Resultado destas e doutras aventuras, nada aconselhadas. A TAAG tem agora os seus quatro aviões de longo curso parados:

Dois Boeing 777-200 estão em Lisboa, - um, enquanto decorre o inquérito, sobre o que aconteceu, a 6 de Dezembro, quando o avião em causa "deixou cair", peças de um reactor sobre as ruas de Almada, um terceiro do mesmo modelo, está no Rio de Janeiro a fazer a manutenção de rotina . Há ainda, um Boeing 747, parado em Johanesburgo, na África do Sul.

Por tudo isto, há que pensar duas vezes, antes de entrar a bordo de qualquer avião da companhia aérea Angolana.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Contrato da VEM com o Governo brasileiro, a grande expectativa para 2010, ainda não aconteceu.

Deficitária desde o ano em que a TAP a comprou, a VEM, unidade de manutenção que o grupo português adquiriu no Brasil, no final de 2005, vai aumentar os prejuízos este ano. As atenções estavam voltadas para um contrato com as Forças Armadas brasileiras, que já não vai acontecer em 2010. Uma ausência à qual se somam problemas com os trabalhadores, que pedem aumentos de 13 por cento e ameaçam com greves uma operação que continua à procura, há três anos, de um parceiro.

No ano passado, a TAP colocou-se em posição para prestar serviços ao Governo brasileiro, depois de ter chegado a acordo quanto ao pagamento de uma dívida de 400 milhões de reais (180 milhões de euros, ao câmbio actual). Um montante relativo a impostos, que foi herdado dos tempos em que a VEM fazia parte do grupo Varig, companhia de aviação do Brasil, que acabou por fechar as portas.

Graças à aprovação de uma lei no país, em meados de 2009, o grupo português, detido a 100 por cento pelo Estado, conseguiu reduzir a dívida e dilatar o prazo de pagamento. Mas o principal ganho do novo REFIS,- nome da legislação que fixou as novas regras para regularização da situação fiscal das empresas no Brasil,- foi o facto de poder finalmente concorrer em concursos públicos e, com isso, candidatar-se à prestação de serviços às Forças Armadas, incluindo a Força Aérea, mas também a Marinha brasileira.

Em Abril deste ano, um dos administradores da TAP, Jorge Sobral (que era, até Novembro, o responsável pelo negócio da manutenção no Brasil), disse ao Diário Económico que acreditava que 2010 seria o ano de reviravolta nas contas da VEM, que apresenta, desde a compra, prejuízos consecutivos. O gestor frisou que o contrato com as Forças Armadas teria um papel importante nessa recuperação, já que "poderia representar 25 por cento das receitas". E acrescentou que havia "uma probabilidade acima dos 90 por cento" de o grupo ganhar os concursos públicos.

No entanto, ao longo deste ano, o grupo só conseguiu fazer "alguns pequenos trabalhos" para o Governo brasileiro, disse o actual responsável, Luís Rodrigues, ao PÚBLICO. "Continuamos a concorrer, mas, até agora, ainda não foi possível celebrar nenhum grande contrato", acrescentou, reforçando que "poderá haver novidades durante o próximo ano".

Luís Rodrigues é o novo líder da VEM, agora designada por Manutenção e Engenharia Brasil, desde Novembro. Uma nomeação que vem no seguimento de um processo de reestruturação mais complexo, que culminou na mudança de nome da empresa e na criação de uma equipa de gestão conjunta das unidades de manutenção brasileira e portuguesa.

"A empresa continua a aprofundar o seu processo de reorganização, sendo parte integrante o objectivo de desenvolver uma estrutura de custos mais equilibrada", explicou fonte oficial do grupo português, acrescentando que "ainda é cedo para adiantar medidas concretas". Os trabalhadores temem que "haja mais decisões drásticas", disse a direcção do Sindicato Nacional dos Aeroviários, uma unidade sindical brasileira, ao PÚBLICO.

Mantêm, no entanto, a expectativa em relação ao contrato com as Forças Armadas. "Acreditamos que possa ser a solução", considerou, numa altura em que a VEM já conseguiu assegurar dois novos clientes: a reparação de motores da Pratt & Witney, com a duração de cinco anos, e a manutenção da frota de uma companhia de aviação brasileira em ascensão, a Webjet.

O problema é que, além de o grande contrato com as Forças Armadas ainda não existir, a TAP arrisca-se a aumentar e não reduzir a estrutura de custos, já que está neste momento em cima da mesa a actualização salarial no sector da aviação brasileiro. No país, as negociações estão a ser conduzidas pela federação dos sindicatos da indústria e a associação representativa das empresas, sendo que as propostas variam entre 13 e seis por cento, respectivamente.

"Decorre uma negociação, mas ainda não há resultados finais, sendo extemporâneo falar em valores de aumento", explicou fonte oficial do grupo, que está a ser ameaçado com greves pelos sindicatos, no contexto da falta de acordo na actualização salarial. Estava, aliás, prevista uma paralisação para a altura do Natal e do Ano Novo, que só foi impedida porque o Governo brasileiro aprovou um despacho que proíbe greves entre o final de Dezembro e o inicio de Janeiro, impondo uma multa de 100 mil reais (cerca de 45 mil euros) em caso de incumprimento.

O adensar do conflito com os representantes dos trabalhadores pode ter um impacto negativo para a unidade de manutenção no Brasil. No mínimo, pela obrigatoriedade de aumentar salários. E, no máximo, por uma paralisação efectiva da antiga VEM. Um cenário que contribuirá para as previsões pouco optimistas para as contas da empresa este ano, já que o próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, assumiu ao PÚBLICO que espera um aumento dos prejuízos em 2010.

Prejuízos de 3,2 milhões de euros no ano passado

Quando a TAP comprou a unidade de manutenção da Varig, já a situação financeira da empresa era deficitária. Aliás, o grupo fez a aquisição por cerca de 15 milhões de euros, mas teve de assumir um passivo de cerca de 100 milhões. Entre 2007 e 2009, os prejuízos acumulados fixaram-se em 61,2 milhões de euros - 3,2 milhões dos quais no último ano. Para 2010, espera-se que aumentem, apesar de o próximo ano arrancar com dois novos contratos importantes para a antiga VEM.

Fonte oficial do grupo avançou ao PÚBLICO que foram firmados recentemente dois acordos de longo prazo. Um com a empresa de motores de avião Pratt & Witney, à qual vão ser fornecidos serviços de reparação por um período de cinco anos. E o segundo com a companhia de aviação brasileira - a Webjet. Este último contrato tem a duração de três anos e abarca toda a frota da empresa - 23 aviões Boeing para 148 passageiros.

Estes dois acordos só terão efeitos nas contas da empresa a partir de 2011. Este ano, a expectativa continua a ser de prejuízos, superiores aos registados em 2009. O presidente da TAP disse recentemente ao PÚBLICO que espera que "as perdas aumentem este ano", mas não concretizou valores. Serão, em princípio, menores do que as sofridas em 2007 e 2008, anos em que alcançaram os 29 milhões de euros, penalizando os resultados globais do grupo.

Ainda assim, e apesar da polémica que se gerou em redor da compra da unidade de manutenção no Brasil, que fazia parte de um plano maior, que incluía a aquisição da própria Varig, a TAP continua a considerar que se trata de um activo estratégico.

"Reafirma-se que a Manutenção e Engenharia Brasil foi um investimento estratégico de grande importância, pois as potencialidades da empresa são enormes, tanto no próprio mercado, que é um dos países com maiores taxas de crescimento do tráfego, como em toda a América do Sul e mesmo na América do Norte", afirmou fonte oficial do grupo. A TAP continua, porém, à procura de um parceiro, pelo menos, desde 2007. Um objectivo que está ainda por concretizar e que se tornou mais premente com a saída da Geo Capital, detida por Stanley Ho, do capital da antiga VEM, em Abril desse ano.

Fonte: Raquel Almeida Correia (Público.pt)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Avião da TAAG que perdeu peças em Lisboa, voltou a dar problemas.

O avião que perdeu peças em Almada, há duas semanas, voltou a dar problemas, desta vez em Angola. O Boeing 777 da companhia aérea angolana TAAG foi forçado a uma aterragem de emergência, em Luanda, após uma explosão, seguida de incêndio, num reactor.

A Administração da TAAG reuniu de emergência e decidiu manter em terra todos os Boeing 777, um modelo recente da empresa norte-americana, que compõe cerca de metade da frota da companhia angolana.

Os Boeing 777 vão ficar em terra até que sejam esclarecidas as causas dos dois incidentes, ainda por cima com o mesmo aparelho. Segundo o correspondente da RTP, que avança a notícia, em Luanda, Paulo Catarro, a suspensão vai durar por tempo indeterminado, dado que terão de ser os técnicos da empresa norte-americana a verificar as aeronaves.

Segundo a RTP, uma explosão num reactor, seguida de um pequeno incêndio, obrigou a uma aterragem de emergência. O avião, que já tinha dado problemas em Almada, seguia para o Dubai, com 32 passageiros a bordo, deu meia volta e regressou ao aeroporto de Luanda, para uma aterragem de emergência que decorreu sem problemas.

A TAAG pondera pedir responsabilidades à Boeing e à General Electric, também norte-americana, que fabrica os motores do 777, um modelo que tem dado problemas em frotas de outras companhias aéreas mundiais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O atentado de Lockerbie . Aconteceu em 21 de dezembro de 1988.

O voo 103, era o terceiro voo da Pan American que fazia a ligação entre Londres e Nova Iorque no dia 21 de Dezembro de 1988. A bordo seguiam 259 pessoas – 243 passageiros e 16 tripulantes.

O Boeing 747-121, prefixo N739PA, baptizado, 'Clipper Maid of the Seas', levantou voo, mas, pouco tempo depois, quando sobrevoava a localidade escocesa de Lockerbie, explodiu no ar. Pedaços do avião caíram sobre várias casas, matando, em terra, 11 pessoas.

No total, 270 pessoas, de 21 nacionalidades, perderam a vida naquele que ficou conhecido como o "atentado de Lockerbie", um dos mais sangrentos ataques terroristas da história do Reino Unido. Das vítimas, 190 eram norte-americanas e 43 britânicas.

Houve quem se tivesse salvo por que perdeu o voo. Neste grupo, estava o antigo ministro sul-africano dos negócios estrangeiros Pik Botha, o grupo de R&B 'The Four Tops' e o músico John Lydon, dos 'Sex Pistols'.

Mas foi um cidadão anónimo, um indiano de nome Jaswant Basuta, que escapou por poucos minutos da tragédia. Ele estava no aeroporto, mas a despedida dos amigos que o acompanharam até o terminal fez com que chegasse atrasado à porta de embarque e não foi autorizado a embarcar no avião da Pan Am.

Vinte anos depois, em entrevista à BBC, Basuta afirmou: “Eu devia ter sido a 271.ª vítima e ainda me sinto muito mal com a morte de todas aquelas pessoas”.

Depois de três anos de investigações, os líbios Abdelbaset al-Megrahi, dos serviços secretos da Líbia e responsável pela segurança da Lybian Arab Airlines, e Lamin Khalifah Fhimah, funcionário do aeroporto de Luqa, em Malta, foram acusados de terem sido os responsáveis pela introdução de uma bomba no avião.

As negociações para a entrega dos dois líbios pelo Governo de Kaddafi à justiça escocesa, duraram quase uma década e só em 1999 é que foram julgados. Em 2001, Megrahi foi condenado a 27 anos de cadeia pela lei escocesa por ter sido o responsável pela explosão do avião da Pan Am. Fhimah foi considerado inocente.

Até 2003, a Líbia não assumiu a responsabilidade pelo atentado. Em 16 de Agosto desse ano, o Governo de Tripoli admitiu, formalmente, ser responsável pelo atentado, mas não assumiu a culpa. Em causa estava a retaliação por uma série de conflitos com a marinha norte-americana no Golfo de Sidra.

Megrahi só cumpriu pouco mais de oito anos da pena. A 20 de Agosto de 2009 foi libertado por razões humanitárias – sofria de cancro na próstata em fase terminal.

Naquela altura, em declarações às agências internacionais, Jim Swire, pai de uma vítima e representante dos outros familiares britânicos, mostrou-se satisfeito por Megrahi poder regressar ao seio da família para morrer. Considerou mesmo ser desumano manter uma pessoa presa com tais problemas de saúde.

Foram dados três meses de vida a Megrahi. Depois de um tratamento no hospital, voltou para casa da sua família e recentemente publicou na Internet documentos que, no seu entender, provam a sua inocência.