sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O Amor na Aviação

Fonte: Corbis Imagem
O convívio social dos tripulantes de uma maneira geral passa por três esferas de sua vida: 
Aqueles com os quais convivemos antes de entrar na aviação e o familiar, que vai ficando cada vez mais restrito pelo curto tempo que passamos a ter. 

Os contactos rápidos e fulgazes com centenas de pessoas (e histórias de vida) durante os vários vôos que realizamos por dia, cujo vinculo profissional se sobrepõe ao afectivo, muito embora este não seja (e nem deva ser) extinto desta relação. 

 E o outro círculo social é aquele com os próprios tripulantes e colegas de companhia, com os quais dividimos o nosso dia a dia. 

É muito comum que o PNC (Pessoal Navegante Comercial), e o PNT (Pessoal Navegante Técnico), dividam apartamentos nas suas bases (locais estabelecidos pela companhia aérea de onde se originam os vôos e onde eles terminam). Nos vôos, dividimos com nossos colegas a actividade profissional e também a nossa vida pessoal. Afinal, somos seres humanos e não deixamos um “outro eu” em terra enquanto voamos, a menos que tenhamos problemas de dupla personalidade. E isto não é possivel, não é verdade? 

Então, entre as pernoitas e a base, estabelecemos amizades concretas e até pode surgir um relacionamento amoroso, matrimônio e filhos! 
É sobre isso que falaremos hoje. 

Fonte: http://www.corbisimages.com/
É um grande cliché adoptado pela sociedade que a maioria das assistentes de bordo se relacionem com pilotos, assim como médicos e enfermeiras, como casais em potencial por conviverem por muito tempo no seu ambiente de trabalho. 

Todo o cliché é generalista, mas realmente é grande a quantidade de casais da aviação (não só assistentes e pilotos, como também com o pessoal de solo e o pessoal do administrativo). 
O que se deve ter cuidado é com as “gafes” que isto pode gerar: Intimidade excessiva na frente dos passageiros, ciumes exarcebados de colegas e até a obtenção de privilégios por se relacionar com o chefe ou comandante. 

Não podemos deixar de citar outra coisa que ocorre muito: 
Namoro entre tripulantes e passageiros. 
Ué, acontece! 
Amor à primeira vista, encontros depois do expediente. Mas que fique claro, DEPOIS DO EXPEDIENTE. 

 Devemos lembrar sempre de manter uma postura neutra e profissional a bordo, afinal, local de arrumar namorado é na balada! (risos). Namorar pessoas “normais” (que não são da aviação) também é possível. 

Para tanto, muita calma e confiança. E amor, sobretudo amor. No mais, vamos ser felizes. 

Afinal de contas, como diz a música, se voar é muito bom, imagina a dois? 

Por Lídia Dourado, em DiáriodoAr

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