quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Airbus admite erros de produção e design no superjumbo A380

A Airbus responsabilizou uma combinação de falhas de produção e design pelas rachaduras que surgiram nas asas de seu superjumbo A380, mas a empresa informou que encontrou uma solução simples para o problema, reduzindo as preocupações entre os analistas de mercado.

Em comentários francos não muito comuns, um alto executivo da Airbus afirmou que a empresa estabeleceu uma forma de reparar as rachaduras encontradas num pequeno número de componentes dentro das asas do A380, que fizeram as autoridades europeias ordenar na semana passada, inspecções de segurança nas aeronaves do modelo.

A Airbus e uma das principais operadoras do A380, a Singapore Airlines, também confirmaram a informação da Reuters sobre a descoberta de mais exemplos de rachaduras durante as inspeções compulsórias. "O A380 é seguro", disse Tom Williams, vice-presidente executivo de programas da Airbus. O executivo viajou para Dublin para um discurso não agendando durante uma conferência do sector para diminuir as preocupações sobre a segurança do avião.

  Tom Williams, afirmou que os engenheiros excluíram a hipótese de fadiga de material no avião, que entrou ao serviço em 2007. Os comentários com uma série de detalhes marcaram uma mudança de tom depois do episódio em que um motor instalado num A380 da companhia aérea australiana Qantas explodiu e o fabricante Rolls Royce foi criticada pela indústria e autoridades mundiais do sector aeronáutico, por não dar informações suficientes.

"Isso é uma mudança importante na obtenção de informações que no passado não eram dadas. Não se pode desconsiderar esses assuntos, mas não é um problema sério e eles têm a solução à mão", disse Howard Wheelton, especialista em aviação da corretora BGC Partners.

Desenvolvido a um custo estimado de 12 bilhões de euros na Inglaterra, França, Alemanha e Espanha, o A380 tem envergadura de 79,8 metros, suficiente para 70 carros. 
A Airbus vendeu 253 unidades do modelo a um custo de tabela de US$ 390 milhões cada. 
Actualmente estão 68 unidades a voar.

Sem comentários:

Enviar um comentário