quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Qantas, volta a ter problemas nos seus aviões.

A companhia aérea Qantas sofreu nesta quarta-feira, 26 de Janeiro, outro incidente num doa seus aviões, a mais recente de uma série de problemas que vêm afectando a empresa australiana famosa, entre outras coisas devido a uma cena do filme "Rain Man".

O Boeing 737-476, prefixo VH-TJH, com destino a Sydney (voo QF-670), com 99 passageiros a bordo, teve que retornar nesta quarta-feira a Banguecoque após o piloto ter detectado que um dos motores estava a consumir mais combustível do que o habitual, segundo informou a companhia aérea.

O incidente aconteceu algumas horas depois de, em outro voo que ia de Adelaide a Melbourne, as máscaras de oxigênio dos passageiros, foram accionadas, devido a uma mudança na pressão da cabine causada por um defeito no sistema do ar condicionado.

Em "Rain Man", Dustin Hoffman interpreta um autista que entra em pânico num aeroporto, negando-se a embarcar, noutra qualquer companhia aérea, que não fosse a Qantas, visto que as outras tinham sofrido acidentes graves.

Apesar do seu irmão Charlie, lhe explicar que todas as companhias aéreas já tinham tido acidentes, o que não significava que não fossem seguras, e que a Qantas não voava para Los Angeles de Cincinnati, onde estavam, mas apenas de Melbourne. O personagem de Hoffman não se deixa convencer, e finalmente os dois decidem fazer a longa viagem de carro.

"Rain Man", premiado com dois Oscars em 1989, tornou-se numa bem-sucedida campanha de marketing para a Qantas, uma das companhias aéreas cuja imagem nunca foi atingida por qualquer trágico acidente.

No entanto, a empresa vem sofrendo uma série de problemas que durante as últimas semanas foram registados em alguns de seus aviões.

"As pessoas continuam falando da Qantas por causa de ''Rain Man'', mas se se abre um precedente, é muito difícil recuperar essa reputação", comentou o especialista em publicidade Brendan van Maanen, em declarações publicadas pelo jornal "Sydney Morning Herald".

Há uma semana, outro avião da Qantas que voava para Sydney de Nova York teve que ser desviado a Fiji, por causa de um defeito na válvula de combustível de um dos motores.

Os incidentes somam-se aos defeitos no motor Rolls Royce do novo Airbus A380, descoberto pela primeira vez numa aeronave da Qantas e que em Novembro levou a companhia, juntamente com a Singapore Airlines, Lufthansa e outras grandes empresas aéreas, a deixar de utilizar os seus A 380, o maior avião comercial do mercado.

A Qantas argumenta que, em todos os casos, as aterragens de emergência dos seus aviões foram feitas como medida de precaução e ressalta o seu excelente histórico em matéria de segurança.

Fontes: EFE via Terra / Aviation Herald


quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Voar não é perigoso. Perigoso é cair.

Descolar é opcional; aterrar é obrigatório.
Tentem manter o número de aterragens igual ao das descolagens.
Os passageiros preferem comandantes velhos e assistentes novas.
Voar é a segunda maior emoção conhecida pelo homem; aterrar é a primeira.
Decisões acertadas vêm com a experiência e a experiência vem com decisões erradas.
Pior que um comandante que nunca foi co-piloto é um co-piloto que já foi comandante!
Existem três regras simples para fazer uma aterragem suave; infelizmente ninguém sabe quais são...
A probabilidade de sobrevivência é inversamente proporcional ao ângulo de aproximação na final.
Toda a gente sabe qual é a definição de uma boa aterragem: é quando se pode sair do avião pelo próprio pé.
A única situação em que se pode achar que se tem combustível a mais é quando se tiver um princípio de incêndio.
É bem melhor estar cá em baixo desejando estar lá em cima do que estar lá em cima desejando estar cá em baixo!
Um piloto é uma alma confusa que fala sobre mulheres quando está a voar e sobre vôos quando está com mulheres.
Durante uma aterragem forçada nocturna, acenda os faróis para ver a área de aterragem. Se não gostar do que viu, apague os faróis.
A hélice é simplesmente um grande ventilador na frente do avião para manter o piloto arejado. A prova disso é que, quando a hélice pára, o piloto começa a suar.

terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Terá sido descoberto o detector de turbulência ???

Quem voa, decerto que já apanhou alguns sustos com a turbulência, e sabe o quanto essa experiência é inesquecível - infelizmente, num sentido muito traumático.

O que poucos sabem é que as turbulências não acontecem somente no meio de tempestades e nem mesmo são restritas a "condições atmosféricas adversas".

Um dos maiores problemas da aviação é justamente a turbulência repentina, que ocorre subitamente em condições de céu perfeitamente claro. Os resultados vão desde sacudidelas apenas desconfortáveis até mergulhos súbitos, quando o avião perde a sustentação ao entrar numa bolsa de baixa pressão.

Essa turbulência, identificada pela sigla CAT (clear air turbulence, -turbulência de céu claro, em tradução livre), provoca por vezes, ferimentos nos passageiros e na tripulação, já tendo sido registados casos fatais.

Os casos também podem ser fatais para os aviões: os mergulhos repentinos sujeitam a aeronave a um stresse tão grande que esta, pode ser retirada de serviço por excesso de fadiga da sua estrutura.

Mas como evitar uma zona de turbulência invisível, que surge do nada num céu limpo?

A Boeing acredita ter encontrado a resposta. A empresa requisitou uma patente (2011/0013016) para um sistema inteligente e potencialmente barato que pode, pela primeira vez, dar aos pilotos uma ferramenta para enfrentar esse descomforto da aviação.

A turbulência em céu claro ocorre quando grandes massas de ar se movem aleatoriamente em áreas sem nuvens ou qualquer precipitação - como não há gotas de água de dimensões apreciáveis, os radares não conseguem detectá-las.

A ideia da Boeing é usar uma câmera digital, equipada com uma tele objectiva, no infinito, a tirar fotos continuamente. Um programa de computador compara, em tempo real, cada imagem com a sua subsequente. Essa comparação poderá detectar variações de refracção na linha do horizonte, causadas por mudanças na temperatura e na densidade do ar, induzidas pela zona de turbulência invisível à frente.

O pedido da patente depositado pela Boeing afirma que várias técnicas de análise e processamento de imagens permitem avaliar tanto a distância quanto a dimensão da área de turbulência, permitindo que o piloto a contorne.

O que não fica claro no pedido de patente é como o esquema funcionaria à noite - usar uma câmera na faixa do infravermelho? - ou o que acontecerá quando a linha do horizonte estiver obscurecida por uma nuvem distante.

Mas isso pode não ser um problema real: são raros os casos em que as empresas revelam todos os segredos de suas invenções nos seus pedidos de patente.

Fonte: New Scientist

sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Caça F-16 português danificado por Airbus Australiano

Um caça F16 da Força Aérea Portuguesa envolveu-se num acidente com um Airbus militar australiano na passada quarta-feira. Houve apenas danos materiais, noticiou a TVI.

A notícia foi dada num comunicado de imprensa do departamento de defesa australiano e confirmado à TVI pelo Estado Maior da Força Aérea, que está a acompanhar o assunto. O acidente deu-se durante um treino de reabastecimento e as autoridades australianas abriram um processo de investigação.

O aparelho australiano era um avião tanque CK-30A multi-funções, que estava a ser operado pelo departamento militar da Airbus em Madrid, que está a desenhar e testar cinco aviões-tanque para o departamento de defesa da Austrália.

Os dois aparelhos sofreram alguns danos mas conseguiram aterrar em segurança. O porta-voz da Força Aérea, coronel Mário Gaspar, adiantou à agência Lusa que o acidente teve lugar em espaço aéreo português, junto à costa, e que o F-16 regressou de imediato à Base Aérea de Monte Real, depois de ter sido atingido com uma peça que se soltou durante a operação de reabastecimento.

O F-16 Fighting Falcon é um caça a jacto polivalente, monomotor, altamente manobrável, apto a operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade.

Originalmente concebido e desenvolvido, pela General_Dynamics para a Força Aérea dos Estados Unidos, a partir de um conceito experimental (LWF), para um interceptor diurno de curto alcance, complementar ao poderoso e sofisticado F-15 Eagle, de superioridade aérea.

Foi evoluindo gradualmente para a função de caça-bombardeiro de alto desempenho, com capacidade para actuar em todas as condições atmosféricas de dia e de noite.

A 21 de Julho de 1980, em cerimónia realizada na base aérea de Hill no Utah, foi finalmente e oficialmente baptizado "Fighting Falcon". No entanto entre os seus pilotos independentemente da nacionalidade, foi e continua sendo conhecido e apelidado Viper.

Fontes:LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.e Wikipédia

quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Airbus, atinge a fasquia dos 10.000, aviões vendidos

A Airbus anunciou segunda-feira, 17 de Janeiro, a sua encomenda numero 10 mil, na assinatura do contrato com a Virgin America, para 60 aeronaves A320, incluindo, 30 A320neo.

Esta é a primeira encomenda firme para o A320 com a opção de novos motores; e assim a Virgin America torna-se a cliente de lançamento do A320neo, formalizando e ampliando um compromisso inicial feito no Farnborough Air Show, em Julho de 2010.

Os 30 A320 estarão equipados com Sharklets, dispositivos da ponta da asa, destinados a diminuir o consumo de combustível. A configuração interna da cabine de passageiros será igual à dos A320 já existentes na frota da companhia (146-149) lugares, em uma configuração de duas classes.

David Cush, Presidente e Principal Executivo da Virgin América afirma:
"Acreditamos que grande parte do nosso atual sucesso, se deve ao facto de possuirmos o avião certo. Os baixos custos operacionais, o conforto da cabine e o projecto ecoeficiente da nossa frota de Airbus A320 novos, ajudou a estimular o nosso crescimento em três anos e o sucesso no mercado norte-americano - e estamos confiantes de que o A320 NEO nos fortalecerá ainda mais."

"Atingimos a marca da 5.000a encomenda em agosto de 2004 - depois de mais de 30 anos. Chegar às 10.000 encomendas apenas seis anos depois, confirma o êxito da nossa linha de produtos", disse Tom Enders, Presidente e Principal Executivo da Airbus. "E quando a‪ Virgin America, um dos nossos mais novos clientes faz a sua primeira encomenda firme, dando forte impulso ao nosso novo e eco-eficiente A320 NEO, ficamos extremamente agradecidos."

Baseada em San Francisco, Califórnia, a Virgin America foi fundada em Agosto de 2007. A companhia aérea opera exclusivamente com uma frota composta por mais de 30 aeronaves da Família A320, numa rede de rotas cada vez maior dentro da América do Norte. A empresa orgulha-se do seu serviço ao cliente, design exclusivo e amenidades, incluindo WiFi entretenimento em monitores "touch-screen" em cada assento dos seus aviões. A Virgin America ganha constantemente prêmios do mercado de turismo e de escolha dos clientes, pelo seu excelente serviço.

"As companhias aéreas Virgin são conhecidas em todo o mundo pela sua inovação - pelo design com melhor aproveitamento, tecnologia e entretenimento para reinventar a experiência de viajar", disse o fundador do Grupo, Richard Branson. "Estamos muito comprometidos em investir nas soluções de nova geração que tornarão as viagens aéreas mais sustentáveis. As mudanças climáticas não podem ser ignoradas pelas empresas, e acredito que devemos enfrentar o desafio de as combater e encontrar novas e melhores formas de operar. O A320 NEO ajudar nos-á a conseguir isso, diminuindo os custos e reduzindo o nosso impacto no meio ambiente. Os atuais A320 da Virgin America são até 25% mais econômicos e ecoeficientes que a média da frota dos Estados Unidos, e os A320 NEO prometem melhorar ainda mais esses números."

O A320 NEO responde aos mais altos interesses ambientais dos clientes, oferecendo uma redução de 15% no consumo de combustível. Esta opção foi lançada no final de 2010 e as aeronaves começarão a ser entregues em 2016.

Além da economia de combustível o A320 NEO, beneficiará com uma redução de dois dígitos nas emissões de NOx, menor ruído dos motores, custos operacionais mais baixos e um alcance 925 km maior ou duas toneladas a mais na carga útil.

Desde que entrou ao serviço o primeiro Airbus com a Air France, em 1974, o consórcio europeu tem visto as suas vendas crescerem constantemente. Em 1989, após 15 anos de operação, foram vendidas mil unidades. Após menos da metade desse período, sete anos mais tarde, em 1996, as vendas tinham chegado ás 2 mil. As vendas da Airbus chegaram a 3 mil em 1998, mais uma vez encurtando, pela metade o tempo que levou para vender mais mil aeronaves e, no ano 2000, um total de 4 mil aviões tinham sido comercializados, como se pode ver :

1971 - Primeira encomenda (seis A300)

1989 - 1.000º avião vendido

1996 - 2.000º avião vendido

1998 - 3.000º avião vendido

2000 - 4.000º avião vendido

2004 - 5.000º avião vendido

2005 - 6.000º avião vendido

2006 - 7.000º avião vendido

2007 - 8.000º avião vendido

2008 - 9.000º avião vendido

2010 - 10.000º avião vendido

Fonte: Brasilturis

quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

TAP, acaba com os voos directos Lisboa, Johannesbourg

A TAP anunciou na terça-feira o fim, a partir de Junho, da ligação directa entre Lisboa e Joanesburgo, que passará a ser feita via Maputo.

Em comunicado, a transportadora aérea portuguesa anunciou que, a partir de Junho, na sequência do acordo entre a TAP e as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), as ligações entre Portugal e a África do Sul passarão a ser efectuadas com escala em Maputo.

Segundo a TAP, a LAM passará, a partir da mesma altura, a assegurar as ligações entre Maputo e Joanesburgo em equipamento próprio, em horário conjugado com as chegadas e partidas de Lisboa.

A transportadora adianta que os actuais três voos semanais que a TAP efectua entre Lisboa e Joanesburgo, em operação combinada com Maputo, e um quarto servindo exclusivamente a capital moçambicana serão a partir de Junho substituídos por quatro voos semanais directos entre Lisboa e Maputo, operados em code-share, dois com avião TAP e outros dois em equipamento LAM.

«A decisão da LAM de voltar a ter operação própria para Lisboa determinou a necessidade de reformular o enquadramento do acordo comercial entre as duas companhias», refere o comunicado da TAP.

A empresa assegura que serão «desenvolvidos esforços» para efectuar «eventuais voos extra de e para Joanesburgo, em determinados períodos do ano, e dependendo de procura adicional».

Para o deputado do PSD José Cesário, o fim da ligação aérea Lisboa/Joanesburgo acarretará «consequências graves para os interesses de Portugal».

O deputado destacou, designadamente, o facto de muitos portugueses radicados na África do Sul serem originários da Região Autónoma da Madeira, que terão dificuldades acrescidas em visitar o arquipélago com o encerramento da rota.

«Isto vai ter implicações económicas para a própria Madeira. Os portugueses na África do Sul são uma comunidade que contribui de forma séria para o turismo e para a economia local», frisou.

Lusa/ SOL

terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Cresce a demanda de pessoal técnico e de cabine, no Brasil

Faço este post, a pensar em todos aqueles que sonham abraçar uma carreira na industria da aviação comercial. Deixo os valores dos salários, na moeda local - Brasil.
Leiam então, extractos deste artigo de, Celina Aquino (Estado de Minas).

De preferência, que seja disciplinado, tenha boa aparência, saiba trabalhar em equipe e tenha disponibilidade para voar a qualquer hora. É recomendável que fale inglês. O salário inicial é de R$ 2 mil e pode passar dos R$ 18 mil para comandante de voo internacional. Como se pode perceber, a oportunidade está a bater á porta de quem quer seguir a carreira de aviador. O número de profissionais que se deve formar nos próximos anos não será suficiente para preencher as vagas que surgirão, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, que vão transportar muitos passageiros para o Brasil e aumentar o movimento nos aeroportos.

A previsão é de que vão faltar piloto daqui a cinco anos.
Sinal de alerta para as companhias aéreas. Muitas planeiam adquirir novos aviões para dar conta da grande quantidade de passageiros que terão interesse em cruzar o território brasileiro e, para isso, precisam aumentar o quadro de funcionários. O tempo é curto, considerando que um piloto leva, em média, dois anos para se formar. Porém, o desafio será uma óptima oportunidade para o país provar que não é só bom de bola e o caos aéreo é problema do passado. Director da Esaer Escola de Aviação Civil, o comandante Luiz Eustáquio Moterane defende que a solução para o problema está no planeamento, pois a expansão do sector é inevitável. ''O poder económico tem evoluído mais que as expectativas e as rodovias não estão conseguindo atender a demanda, então a aviação se faz cada vez mais necessária e presente'', esclarece. O problema é que, para acompanhar o ritmo da economia, as empresas precisam ter mais profissionais disponíveis no mercado. '

'Se hoje você precisar de comprar um avião, em dois dias ele estará no Brasil, e numa semana já estará a operar. Nesse período você não forma um piloto.''
Para Giuliano Berossa, o momento é ideal para se investir, igualmente na carreira de comissário de bordo Moterane destaca que o governo está a investir na formação de pilotos, justamente porque está preocupado com a escassez de mão de obra. No ano passado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ofereceu bolsas de estudos para alunos de todo o Brasil . O benefício cobre 75% dos gastos com as aulas, que podem chegar a R$ 70 mil. Com isso, o Ministério da Defesa quer dar uma hipótese para quem sonha em voar, e não tem condições de arcar com as despesas do curso. O alto investimento é um dos empecilhos para muitos jovens que tentam aventurar-se na carreira de aviador. Para se tornar piloto privado (PP), a primeira graduação, que permite pilotar apenas aeronaves de pequeno porte, o aluno chega a gastar R$ 14 mil. Depois, precisa de desembolsar mais dinheiro para obter a licença de piloto comercial (PC). A partir daí é que ele pode entrar no mercado de trabalho e formar-se piloto de linha aérea (PLA). Caro, na verdade, não é a mensalidade do curso. São as horas de voo que o estudante precisa ter para se formar. O preço de uma hora pode passar de R$ 300 e, para tirar a licença de PP, ele tem que provar que já voou, no mínimo, 150 horas.

Com o crescimento da aviação brasileira, impulsionado pelo bom momento da economia e também pela proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, as companhias aéreas estão com planos ousados. A Gol vai renovar a frota e, no ano que vem, espera estar com 115 aviões no ar, três a mais do que tem hoje. Até 2014, ano em que o país vai sediar o mais importante campeonato de futebol, a TAM Linhas Aéreas quer ampliar de 150 para 168 o número de aeronaves. Para que as novas máquinas possam voar, a empresa espera contratar 600 tripulantes, entre pilotos e comissários, ainda este ano. Outra companhia que está em expansão é a Azul Linhas Aéreas Brasileiras, que vai investir mais de US$ 3 bilhões até 2016. Para o ano que vem está prevista a chegada de oito aviões de 70 lugares. A empresa também quer unir mais de 50 destinos até a Copa do Mundo (hoje são 26) e no ano das Olimpíadas do Rio de Janeiro espera ter 7.500 funcionários, o que representa um aumento de mais de 100%. ''Você pode ter a melhor tecnologia do mundo. Se não tiver gente, não consegue operar. As pessoas são a chave de tudo'', comenta o gerente de Recursos Humanos, Johannes Castellano.

Na opinião dele, os mais difíceis de encontrar serão pilotos, técnicos em manutenção e despachantes operacionais de voo.
Comissário é o que não falta e as empresas não têm dificuldade para contratar os recém-formados. O comandante Luiz Eustáquio Moterane, director da Esaer Escola de Aviação Civil, conta que lá se formam 50 alunos a cada quatro meses e, de vez em quando, ocorre de uma companhia pedir 250 indicações de uma só vez. ''Para cada avião que ela compra, precisa contratar 40 funcionários. Para cada porta da aeronave precisa-se de 10, porque um está de folga, outro está na chefia, o colega está de férias.'' Antes que você pense que não tem hipótese de concorrer a uma vaga porque não é loira, alta nem tem olhos azuis, preste atenção.

''Para ser comissário, não é precisa ser-se bonito , mas tem que se expressar bem, ser simpático, estar sempre de bom humor. Tem que demonstrar que tem disponibilidade para viajar e ficar à disposição da companhia aérea'', explica o director da StarFlight Academia de Aviação, Francisco Pio Ferreira Bessa. ''As empresas também sentem muita necessidade de que o candidato tenha segundo ou terceiro idioma, preferencialmente, inglês e espanhol."

sábado, 15 de Janeiro de 2011

TAP, é das companhias aéreas mais seguras

A TAP Air Portugal ocupa o quarto lugar entre as companhias de aviação mais seguras do mundo, segundo o 'ranking' anual divulgado hoje pelo Jet Airliner Crash Data Evaluation Center (JACDEC), que analisou as quotas de segurança das 60 maiores transportadoras aéreas do mundo

A companhia de bandeira portuguesa alcançou a pontuação máxima, 30 pontos, na lista liderada pela Qantas australiana, que surge à frente da Finnair (Finlândia) e da Air New Zeland (Nova Zelândia).

Segundo o relatório da JACDEC, a TAP só não subiu ao pódio porque a sua frota tem mais anos do que a média das frotas europeias, o que se deve, sobretudo, à aquisição da Portugália, que tinha algumas aeronaves de modelos mais antigos. Outro factor desfavorável são algumas das rotas da TAP para aeroportos em ilhas, com condições de aterragem difíceis, de acordo com a mesma agência.

Todas as companhias referidas e ainda a Cathay Pacific Airways (China/Hong-Kong), a All Nipon Airways (Japão) e a Air Berlin (Alemanha), obtiveram 30 pontos, o que significa que não tiveram qualquer acidente nos últimos trinta anos, desde 1980.

O último acidente grave com aviões da TAP, em que morreram 131 pessoas, foi há mais de 33 anos, a 11 de Novembro de 1977. Um Boeing 727-200 da companhia portuguesa caiu no mar, no Aeroporto do Funchal, na Madeira, depois de ter aterrado sob forte chuva e vento na antiga pista, mais curta do que a actual, e não ter conseguido levantar voo de novo.

Entre as grandes companhias aéreas europeias, a britânica British Airways surge no vigésimo lugar, seguida pela alemã Lufthansa, enquanto a KLM fica-se pela 23.ª posição. A Easyjet, companhia low cost criada em 1995, que tem aumentado a sua actividade em Portugal, surge à frente das grandes transportadoras do velho Continente, em 18.º lugar.

A italiana Alitalia só aparece no 37.º lugar da escala do JACDEC, mesmo assim à frente da gaulesa Air France (41.º lugar) e da espanhola Ibéria (47.º lugar). O último posto é ocupado pela brasileira TAM, que há três anos perdeu uma aeronave num acidente em que morreram 199 pessoas, o mais grave da história da companhia.

Lusa / SOL

Foi há um ano. Vejam aqui a reconstituição em 3D, do acidente no Rio Hudson, há dois anos.

Amaragem.
Uma palavra tão incomum como o acidente que aconteceu em Nova York, a 15 de Janeiro de 2009.

Amaragem, "aterrar" na água.

No vocabulário da aviação, o piloto teve que ser dos melhores, para amarar um jacto com a suavidade suficiente para salvar todas as 155 pessoas a bordo – 150 passageiros e cinco tripulantes.

Foi o que fez Chesley B. Sullenberger III, o piloto do Airbus A320 da US Airways, provavelmente após uma colisão com aves, menos de três minutos após a descolagem do aeroporto de La Guardia. Sullenberger – ex-piloto da força aérea americana, 57 anos – e o seu co-piloto deslizaram com as 73,5 toneladas do avião sobre o Rio Hudson de maneira a dar tempo para que os seus ocupantes saíssem, pelas asas do avião enquanto este boiava.

Quem estava em terra relatou o milagre. Do 22º andar de um prédio na Times Square, Alex Whittaker viu o avião a voar muito baixo, mas de forma controlada. Na sequência, assistiu à planagem final e ao avião a deslizar sobre a água, até parar, a boiar. Em seguida, contou ele, as portas abriram-se e as pessoas começaram a sair. A temperatura era de 6ºC, negativos, àquela hora.

A imagem, logo após o choque nas águas geladas, impressionava: duas asas apinhadas de gente, enquanto embarcações se aproximavam para resgatar os ocupantes do voo 1549 da US Airways, que seguiria de Nova York para Charlotte, na Carolina do Norte.

O socorro foi rápido. Coletes salva-vidas eram atirados á água e, aos poucos, os sobreviventes iam sendo recolhidos pelos barcos e levados até à margem. Alguns chegavam assustados, outros eufóricos com a sorte de sobreviverem ao acidente do qual não se conheciam, ainda, as causas.

Baseado nos relatos dos sobreviventes, um porta-voz da Administração Federal da Aviação Civil Americana - FAA, na sigla em inglês, - declarava que o acidente se deu devido ao choque de uma ou várias aves contra as turbinas do jacto.

Aves causaram 668 acidentes aéreos nos Estados Unidos nas últimas três décadas, segundo dados da FAA. Em 140 casos, os aviões envolvidos não sofreram danos, ao passo que em 494 os estragos foram menores. Só em 34 vezes as aeronaves sofreram danos substanciais. Os acidentes deixaram, ao todo, 54 feridos e um morto. No ano passado, conforme a FAA, cerca de 20 aviões foram atingidos por pombas, corujas, gaivotas e gansos.

Neste acidente do rio Hudson, os passageiros também relataram um estrondo e cheiro a fumo. Contaram, que só se aperceberam que havia algo de errado, ao notar que o avião dava meia volta. Em seguida veio o aviso do comandante para que se preparassem para o impacto.

– O motor explodiu. Havia fogo em todos os lugares – disse o passageiro Jeff Kolodjay, de Norwalk, Connecticut. – Algumas pessoas estavam a sangrar durante o resgate. O impacto na água foi bastante forte. Foi assustador.

De pronto, o governo dos EUA descartou que o acidente, pudesse ser obra de terroristas, uma possibilidade sempre cogitada após o 11 de Setembro.

O modelo do avião que amarou no Rio Hudson é, fabricado pela Airbus S.A.S., o A320 e já se envolveu, num total, de oito acidentes com mortes, de acordo com o Bureau d’Archives des Accidents Aéronautiques, entidade internacional com sede em Genebra.

Vejam no video aqui postado, uma reconstituição em 3D, de todo o percurso feito pelo Airbus, e oiçam o diálogo entre a torre de controle, e o comandante Sully.

sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Boeing celebra a montagem do milésimo 767

A montagem final do milésimo avião Boeing 767 começou ontem. Os trabalhadores celebram este importante marco na fábrica de Everett, em Washington, sendo esta é a última aeronave a ser construída antes de mudança de local da linha de montagem.

“Este marco é crédito de todos os funcionários que tiveram participação na construção de 767's nos últimos 30 anos”, disse Kim Pastega, vice-presidente e director geral do Programa 767 da Boeing Commercial Airplanes.

“Esta é a prova acabada, de um produto de engenharia de alta qualidade, que continuaremos a aprimorar ao longo dos anos.”

A montagem final é o último estágio no processo de produção antes que o avião saia da fábrica a caminho do hangar de pintura e do Everett Delivery Center – para testes de solo e de voo.

O milésimo avião – um 767-300 ER (Extended Range) de passageiros para a All Nippon Airways (ANA) (JA622A) – é o último 767 a completar a montagem final neste local. A partir do número de série 1001 – um outro 767-300ER também para a ANA – e todos os futuros 767s irão completar este estágio num novo, mas menor espaço, aonde a produção está programada para aumentar em 2011.

O milésimo avião está agendado para ser entregue no próximo mês. A ANA, um cliente de longa data da Boeing, recebeu 89 unidades do 767 desde a sua primeira encomenda, em 1979.

A Boeing irá utilizar o 767 como plataforma para o Avião-tanque NewGen, caso vença a competição do Avião-tanque KC-X para a Força Aérea dos Estados Unidos. A concessão do contrato será anunciada no início deste ano.

A família de aviões 767 é, silenciosa e com baixo consumo de combustível, capaz de oferecer a máxima versatilidade no mercado de 200 a 300 lugares. Inclui três modelos de passageiros – o 767-200ER, 767-300ER e 767-400ER – e um cargueiro com cabine de largura média, que se baseia na fuselagem do 767-300ER.

quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

A 320 NEO.A Maior Encomenda, da História da Aviação

A IndiGo, a maior companhia "low coast" da Índia, assinou um contrato para a compra de 180 Airbus A320, sendo que 150 dessas aeronaves serão da nova versão, A320 NEO. Este é o maior pedido já feito ao fabricante europeu.

O A320 NEO, que entrará em operação em 2016, tem melhorias no motor e um dispositivo na asa chamado de Sharklets, que diminui o uso de combustível em até 15%, o que significa que 3,6 toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas por ano.

“Este pedido vai permitir que a IndiGo continue a oferecer baixas tarifas”, disseram os co-fundadores da companhia, Rakesh Gangwal e Rahul Bhatia.

“Encomendar mais A320s é a escolha natural para preencher a demanda que o crescimento da Índia exige. A oportunidade de reduzir custos e contribuir com o meio ambiente foi a chave da nossa decisão”.

A família A320 é mais vendida do mercado. Ao todo, já foram feitos quase sete mil pedidos e quase 4,5 mil entregas.

Fonte: Aero Magazine

domingo, 9 de Janeiro de 2011

Aeronave híbrida, é um misto de dirigível, avião e helicóptero

Uma empresa britânica, a "Hybrid Air Vehicles", está a desenvolver um veículo híbrido, misto de dirigível, avião e helicóptero. O interior é preenchido com gás hélio.

Segundo a BBC, por enquanto, a empresa Hybrid Air Vehicles, está a realizar testes com um protótipo de 15 metros de comprimento, mas o modelo final, deverá ter 300 metros de comprimento e será capaz de transportar até mil toneladas. Dentro de seis meses deverá estar operativo.

A mesma fonte informa que, apesar de estar a ser desenvolvido em Inglaterra, a aeronave foi negociada por 500 milhões de dólares com as Forças Armadas dos Estados Unidos.

Os dirigíveis são mais leves que o ar, o que exige uma numerosa equipe em terra para aterrar a aeronave, mas, segundo a BBC, o veículo híbrido projectado não precisaria de ninguém. O piloto Dave Burns diz que a aeronave pode ser conduzida por alguém a quilómetros de distância.

Como o veículo é capaz de voar por até três semanas seguidas, pode ser útil para monitorar regiões, de difícil acesso e a grandes distâncias da sua base.

Mas, segundo a Hybrid Air Vehicles, não são só os militares que estão interessados, neste tipo de aparelho. A empresa tem negociado com empresas de petróleo, companhias mineiras e agências de ajuda humanitária. A empresa garante que o veículo é ideal para transportar mantimentos para vítimas de desastres naturais.

sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011

Boeing 737 da TAAG, aterrou na pista errada, distante 14 Kilómetros do seu real destino.

A 17 de Abril de 2009, os militares de serviço no City Air Force Airport, em Lusaca, capital da Zâmbia, ficaram espantados quando viram aterrar um Boeing 737 da companhia de aviação angolana, TAAG.Proveniente de Harare, capital do Zimbabué, o avião acabar de aterrar, literalmente, na pista ao lado.
O comandante, enganara-se.

Em vez de se fazer à pista no aeroporto internacional de Lusaca, o Boeing 737, aterrou numa estrutura aeroportuária desactivada, 14 quilómetros ao lado...

O City Air Force Airport é um aeroporto desactivado, onde funciona agora o Estado-Maior da Força Aérea Zambiana. A rota de uma e de outra pista difere em 20 graus, o que em termos de aviação é uma diferença muito grande para confundir uma pista com a outra.

Por esta razão o comandante Hélder Gourgel, que foi quem aterrou, tido como um piloto rodado, acabou por ver posto em causa o seu sentido de responsabilidade e, pelos vistos, ficará no limbo até que as investigações cheguem ao fim.

O co-piloto é citado como tendo sugerido que a aproximação fosse feita por instrumentos, no que foi desautorizado pelo comandante, que preferiu o método visual.

Mas os incidentes da TAAG, não se ficam por aqui.

Em 2005, um Boeing 747 foi penhorado depois de ter aterrado no aeroporto da Portela, em Lisboa: dívida superior a 1.7 milhões de euros do Estado angolano a uma empresa de exportação de fruta de Torres Vedras.

Em 2004, um aparelho deixa Luanda com destino a França. Aterra e sai da pista do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com 140 passageiros a bordo. O relatório indicou que o avião aterrou em excesso de velocidade, só conseguindo parar 30 metros depois. Não houve vítimas, e a pista esteve encerrada durante 28 horas...

A 28 de Junho de 2007, enquanto a União Europeia se preparava para 'cortar as asas' aos angolanos - dos céus e das cabeças dos europeus - a TAAG provou, da pior maneira, por que não merece sequer voar em Angola.

Nesse dia, um Boeing 737-200 descolou elegantemente com destino a Mbanza Congo (voo regular), mas despenhou-se quando tentava aterrar. Das 78 pessoas a bordo, seis morreram, quando o avião, já no meio da pista, saiu e foi embater violentamente em dois edifícios, partindo-se ao meio.

A estreia dos acidentes mortais começara em 1983: um Boeing 737 com destino a Luanda, despenhou-se pouco depois de ter deixado a cidade do Lubango. Autoridades da aviação angolana disseram que se deveu a falha técnica, mas guerrilheiros da UNITA reivindicaram logo a seguir a façanha. Fora um míssil,disparado por eles, quem provocou a queda do aparelho!

Resultado destas e doutras aventuras, nada aconselhadas. A TAAG tem agora os seus quatro aviões de longo curso parados:

Dois Boeing 777-200 estão em Lisboa, - um, enquanto decorre o inquérito, sobre o que aconteceu, a 6 de Dezembro, quando o avião em causa "deixou cair", peças de um reactor sobre as ruas de Almada, um terceiro do mesmo modelo, está no Rio de Janeiro a fazer a manutenção de rotina . Há ainda, um Boeing 747, parado em Johanesburgo, na África do Sul.

Por tudo isto, há que pensar duas vezes, antes de entrar a bordo de qualquer avião da companhia aérea Angolana.