Mais de dez anos após ter cometido um crime bárbaro, o ex-comissário de bordo da Kuwait Airlines, Youssef Wahid, de 42 anos, foi condenado à 24 anos de prisão pelo assassinato da ex-colega assistente de bordo e cantora, Fatima Kama.Canadiana, de origem marroquina, Fátima, havia trocado a sua vida nos aviões por uma carreira artística, como cantora. Mudara-se para Londres aonde actuava em festas da colónia árabe.
Quando foi assassinada, pelo seu ex-colega Wahid, Fátima acabara de levantar no seu banco 80 mil dólares, e tinha em seu poder um relógio avaliado em 40 mil dólares. A polícia britânica, chegou á conclusão de que o motivo do crime foi mesmo o dinheiro.
Wahid, que é irmão do dono do apartamento alugado pela cantora, e com quem dividia o espaço por imposição do senhorio, terá violado Fátima, antes de a assassinar.
O assassino, após cometer o crime, colocou o corpo numa mala de viagem, e dirigiu-se ao aeroporto de Heatrow, Londres, aonde embarcou, para o Libano.
Teria conseguido enganar a polícia se um passageiro não o tivesse visto e, estranhando o seu comportamento, que terá alertado a policia. Embora identificado claramente nas imagens, das câmaras de vigilância do aeroporto, escapou e acabou por ser beneficiado pela ausência de um tratado de extradição entre os governos do Reino Unido e do Líbano.
Mas como todos os criminosos, cedo ou tarde cometem um deslize, Wahid decidiu passar uns tempos no Bahrein e lá foi rastreado pela Interpol. Embora também não tivesse acordo de extradição, o governo do emirado não fez qualquer objecção em entregar o assassino à custódia da polícia britânica.
No tribunal, os promotores impressionaram-se com a frieza de Wahid, que não revelou qualquer gesto de arrependimento ou qualquer, traço de emoção.
A sua veia criminosa já se tinha revelado quando trabalhava como comissário de bordo. Fora preso por ter roubado, por diversas vezes, dinheiro a passageiros que viajavam na primeira classe da Kuwait Airlines.

0 comentários:
Enviar um comentário