De acordo com a 2011 SITA Air Transpot World Passenger Self-Service
Survey, o número de smartphones transportados pelos passageiros dobrou
no último ano e tornou-se uma ferramenta importante para os viajantes.
Todos desejam fazer o check-in online, ter acesso à informação de voo
durante o mesmo ou usar aplicativos relacionados ao voo.
O número de passageiros com smartphones teve um aumento de 28% para
54% esse ano em relação a 2010; 74% dos entrevistados da
primeira/negócios classes e os passageiros habituais (mais de 10 idas e
voltas por ano) levavam um. No aeroporto mais movimentado do mundo,
Hartsfield-Jackson, Atlanta, 75% dos entrevistados tinham um smartphone. Entre os entrevistados que possuíam telemóvel, 73% querem usar
cartões de embarque "móveis" enquanto 17% já o tinham usado pelo menos uma
vez. A disponibilidade elevada do serviço no Aeroporto Internacional de
Frankfurt gerou uma maior utilização, com 25% dos entrevistados a declararem que usaram o
bilhete de embarque móvel uma ou mais vezes
A crescente influência do smartphone é uma das principais
constatações da sexta pesquisa de autoatendimento a passageiros
realizada anualmente pela SITA, em parceria com a ATW, com uma amostra
representativa de 283.500 milhões de passageiros que passam por seis dos
principais aeroportos do mundo. Pela primeira vez, um importante pólo
do Oriente Médio, o aeroporto internacional de Abu Dhabi, foi incluído
junto com os participantes habituais: Aeroporto Internacional de
Beijing; Aeroporto Internacional de Frankfurt; Hartsfield-Jackson,
Atlanta; Internacional de Mumbai e Guarulhos, em São Paulo.
Francesco Violante, CEO da SITA, diz: “Estamos a entrar na era
do passageiro que tem grande mobilidade, que não só é capaz de gerir a sua
viagem de forma independente, mas também espera uma comunicação
personalizada e em tempo útil das companhias aéreas, aeroportos e outros
prestadores de serviços relacionados com a sua viagen. A entrada dos
smartphones está a abrir novas fronteiras para os passageiros de
autoatendimento em todas as etapas da viagem, do check-in ao embarque.
Tecnologia em dispositivos móveis, tais como Wi-Fi e a conectividade do
Bluetooth, pode ser usada para melhorar o fluxo de passageiros,
aliviando as áreas de interesse deles, tais como filas de controle nas
fronteiras e de segurança.”
No total, 23% dos passageiros que partem afirmaram que utilizam o
Bluetooth no aeroporto. O menor nível de ativação estava em Frankfurt
(11%), mas mesmo isso é suficiente para monitorar o fluxo de
passageiros, medir atrasos e aplicar acções correctas. Entre os
passageiros habituais, de primeira classe e executiva, os níveis de
ativação do Bluetooth foram maiores, em 36% e 37% respectivamente.
Utilizadores de smartphones estão à frente na adopção de check-in online.
Cerca de 31% usam o serviço frequentemente ou ocasionalmente, enquanto
36% ainda pensam em utilizá-lo. Três em cada quatro usuários de smartphones conectam-se gratuitamente
a redes Wi-Fi dos aeroportos, dando uma oportunidade de fornecer
informações em tempo real através de aplicativos móveis para os
passageiros. Eles querem ter acesso a informações relacionadas à viagem e
23% dos entrevistados estão dispostos a pagar por estes serviços
Os mais populares são os que fornecem informações de voo, 77%; Tempo
de espera na segurança, 50%; tempo para chegar ao portão de embarque,
partindo de sua posição actual, 40%; localização da sala mais próxima,
21%; do estacionamento do aeroporto, 21%.
Check-in móvel, check-in fora dos aeroportos e check-in realizado
pelo agente estão sendo cada vez mais utilizados, complementando, assim,
a popularidade dos quiosques e check-in online. A tendência implacável
para o check-in feito pelo autoatendimento é bem ilustrado por
Frankfurt, onde passou de 41% para 61% no espaço de um ano e em Mumbai,
onde o uso quase duplicou, passando de 36% em 2010 para 63% em 2011.
Actualmente, o número de passageiros que realizam o check-in no balcão
está a diminuir, e a pesquisa conclui que o balcão de check-in está
a ser utilizadas para entradas fora do padrão, compostas por agentes
treinados para lidar com complexidades. No entanto, mais da metade das malas ainda é despachada no balcão e
20% dos passageiros afirma que esse é o principal motivo para não
utilizar o check-in no autoatendimento. Lições podem ser aprendidas a
partir do Aeroporto Internacional de Abu Dhabi, onde 13% dos
entrevistados realizam o check-n fora do aeroporto.
A pesquisa constatou que existe um grande número de passageiros
ansiosos para adotar as novas ofertas, como o portão de embarque
automático, e também com interesse em novas opções de autoatendimento,
esteiras de bagagem e aplicativos de rastreamento.
Fonte: Portal Diário do Turismo



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