terça-feira, 15 de novembro de 2011

Passageiro, tenta sair do avião em pleno voo...

Um Boeing 737 da empresa EgyptAir partiu da cidade egípcia de Sharm el Sheikh com destino à capital, Cairo na semana passada como faz todos os dias.

A meio do percurso, a cerca de 8000 metros de altitude, o passageiro Abdallah Seyd Ahmed tentou abrir uma das saídas de emergência e sair do avião, o que poderia ter causado a despressurização, e a consequentemente, queda do avião.

A sua motivação para tal gesto impensado surpreendeu toda a gente. Abdallah disse que não pretendia prejudicar os demais companheiros de viagem, nem provocar um acidente. Aconteceu que ao olhar para as nuvens e ao perceber como estava perto do céu, decidiu deixar o avião e ir discutir os seus problemas com Deus, clamar por ajuda. Afinal, estando tão perto seria impossível que as suas orações não fossem ouvidas pelo Todo-Poderoso.

Ao perceberem a sua intenção, outros passageiros e um oficial de serviço da segurança de bordo, conseguiram impedi-lo de concretizar o acto tresloucado, que se propunha efectuar. Foi neutralizado e algemado de imediato, e após o desembarque, entregue à polícia no Aeroporto Internacional do Cairo.

O jornal egípcio Al-Masry Al-Youm relatou que o avião, além da tripulação, transportava 144 passageiros. Entre os presentes estava o “Grande Mufti” do Egipto, a mais alta posição de um guia espiritual para os muçulmanos sunitas do país. Este, não quis pronunciar-se sobre o assunto.

Abdallah Sayyed Ahmed foi encaminhado ao Ministério Público acusado de colocar em risco a segurança dos passageiros e do avião. Os primeiros interrogatórios revelaram que não se tratava de um acto terrorista.

Ahmed, que trabalhava num hotel de Sharm el-Sheikh, estava apenas inconformado com o seu despedimento e afirmava que desejava apenas falar com Deus por alguns momentos. Por isso, decidiu sair do avião e clamar junto , segundo ele, de quem seria responsável pela sua situação, e pedir que, justiça fosse feita.

Ao que parece, em breve ele deverá ver um juiz. Mas não o divino. O seu futuro será decidido primeiramente por um tribunal para verificar se ele tem algum problema mental.

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