quarta-feira, 22 de junho de 2011

Acidente da Air France. Surgem as teorias de conspiração.

Sobre o acidente com o avião da Air France, ainda há muito a ser esclarecido. As duvidas acumulam-se por falta de explicações convincentes. As opiniões dividem-se, as perguntas são colocadas pelos profissionais e pelos familiares dos passageiros acidentados, e não são cabalmente respondidas.

Há os que acham que os pilotos no cockpit, estavam a dormir, e quando acordaram já estavam dentro da tempestade. Mas como é que podiam estar a dormir, os dois pilotos, se segundo as informações preliminares, o acidente aconteceu apenas 10 minutos depois da “troca da tripulação”, ou seja, depois do comandante se ter ausentado do seu posto, para ir repousar, conforme os regulamento determinam ?

Como que é que um avião, que voava a 35.000 pés de altitude, próximo da altitude máxima para o seu peso, pode subir subitamente para 38.000 pés?

Subiu por acção dos pilotos?

Mas então, como é que os pilotos efectuaram uma manobra, que sabiam não ser possível?

Uma subida destas levaria o avião ao stall, ou seja, as asas perderiam a sustentação.

Subiram numa tentativa desesperada de não entrar numa nuvem de tempestade?

Subiram numa reacção a uma indicação de aumento na velocidade em que o avião voava numa condição de “overspeed”?

Ou será que a subida não foi comandada, mas totalmente realizada pelo piloto automático?

Ou então, será que a subida foi consequência de uma poderosa rajada ascendente de um CB, cumulonimbus ? (Os cumulonimbus são nuvens convectivas de trovoada que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas couve-flores).

Outra questão é o facto dos pilotos não terem executado um desvio significativo das formações pesadas que havia na rota. Porque é que não se desviaram?

O radar meteorológico não estava funcionado adequadamente?

Os pilotos subestimaram o tamanho da tempestade ?

Os aviões comerciais possuem três sistemas de “pitot”: o do comandante, o do copiloto e ainda um auxiliar. Será possível que os três sistemas falharam? (Tubo de Pitot é um instrumento de medida de pressão utilizado para medir a velocidade de fluidos, e mais concretamente a velocidade dos aviões. Deve o seu nome ao físico francês do século XVIII Henri Pitot).

Estes três pitots resistiriam à força destrutiva de um CB, caso o avião voasse dentro dele a 35 mil pés?

Um CB destes possui no seu interior pedras de gelo. Que piloto, é que conscientemente teria coragem de entrar numa nuvem destas com um avião comercial, voando alto sobre o oceano?

Alguém terá aventado a hipótese de que, talvez os pilotos não tivessem conseguido contacto com o controlador de tráfego aéreo em Dakar para obter autorização para o desvio das formações meteorológicas. Talvez, mas nestes casos, há uma série de procedimentos de contingência que os pilotos podem efectuar para o desvio da rota.

Neste acidente há também as “teorias de conspiração”.

Houve até um comandante, que disse em privado, pensar que a caixa preta já tinha sido localizada há muito tempo, mas como a França vivia um momento político-económico delicado, decidiu-se que a descoberta deveria ser adiada. Outro colega acredita que esta caixa preta que foi localizada, na verdade foi “plantada” no fundo do mar, pois a verdadeira já estava na posse do governo francês há muito tempo. Ou ainda que a localização da caixa preta já fosse de conhecimento das autoridades, mas que não foi "encontrada” antes, para que a Airbus corrigisse a falha dos pitots em toda a frota de A-330.

A verdade é que os interesses económicos das partes envolvidas são tão grandes que não seria surpresa se de facto houvesse algo de verdadeiro numa destas teorias.

Os aviões da Airbus são extremamente automatizados e há diversos relatos de pilotos que passaram por certas situações em voo, em que por um curto período de tempo, não entenderam o que estava a acontecer e não conseguiram desligar, o automatismo do avião.

Mas a verdadeira explicação para o que sucedeu naquele voo, ficará para sempre guardado no silêncio dos mortos, ou então, no segredo dos "deuses"....

Fonte: Roberto Carvalho/Wikipédia

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paris, Tóquio em duas horas, mas só em 2050.

O grupo aeronáutico europeu EADS apresentou um projeto para 2050 de aviões-foguetes que farão o trajecto Paris-Tóquio em duas horas e meia sem poluir, já que os voos serão na estratosfera.

O ZEHST (sigla em inglês para Transporte de Alta Velocidade de Zero Emissão) foi anunciado na véspera do Salão Aeronáutico de Le Bourget (França) e seria um avião hipersônico, mais rápido ainda que o supersônico Concorde, mas com zero emissão de CO₂.


Desde o trágico fim do Concorde, a ideia de um avião de alta velocidade parecia abandonada, mas os construtores buscam principalmente projetar aviões mais leves, e assim consumir menos combustíveis, cujo preço disparou. "O avião do futuro é pensado como o ZEHST", afirmou o diretor geral de Tecnologia e Inovação do EADS, Jean Botti.

Uma maquete de 4 m deste avião, cuja forma é muito parecida com a do Concorde, será apresentada na próxima semana na cidade de Le Bourget, no grande salão mundial da aeronáutica que abre as portas na segunda-feira aos profissionais e na quinta-feira ao grande público.

O ZEHST tem todos os ingredientes de uma grande obra de ficção científica: os motores funcionarão com biocombustíveis à base de algas e, uma vez em altitude, a aeronave terá motores parecidos com os de foguetes, que já não funcionarão com biocombustíveis, mas com hidrogênio e oxigênio, por serem fontes "limpas e emitirem apenas vapor de água", explicou Botti.

Este avião deverá voar até os 32 km de altitude, enquanto uma aeronave tradicional não supera os 10 mil metros. Os assentos dos passageiros vão se movimentar para que não haja a impressão de estar numa montanha-russa.

A vantagem do ZEHST é que "não polui, você estará na estratosfera, a contaminação será nula", reforçou Jean Botti. Para o pouso, o piloto desligará os motores e fará o planejamento antes de começar a descida e por os motores clássicos para funcionar. Para Botti, "a solução (ecológica) está no limite do espaço. Não é um avião, não é um foguete, é um avião-foguete comercial".

O ZESHT deverá ter capacidade para transportar de 50 a 100 pessoas e por enquanto não é mais do que um esboço, mas a EADS já tem um cronograma: uma primeira versão de demonstração deverá estar pronta em 2020 e entrará em serviço em 2050.

Para um porta-voz do EADS, este projeto tem boas garantias de se concretizar, porque as tecnologias necessárias já estão desenvolvidas. Os motores de foguete já existem: Astrium, filial espacial do EADS, já está os projetando para o turismo espacial. Os combustíveis à base de algas também já estão preparados, segundo o porta-voz.

O projeto ZEHST foi criado em colaboração com o Japão e com a Direção Geral da Aviação Civil francesa. Botti reconheceu, no entanto, que esta tecnologia deve avançar passo a passo: primeiro pensar em aviões comerciais com base nas tecnologias ecologicamente viáveis para 20 ou 25 pessoas para depois passar progressivamente para aeronaves que levem 50, 100 e 200 pessoas, capacidade média de um avião tradicional.

Fonte: Terra