segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Novo Boeing 747-8 voará a partir de Março.

Domingo, 13 de Fevereiro, 2011, fábrica da Boeing em Everetta, USA. A cortina cai, revelando o novo Boeing 747-8 Intercontinental .Dado que já tínhamos visto um Intercontinental pronto a voar no sábado, a grande questão que restava para a estréia de domingo da aeronave era, saber como estaria pintado?

E o esquema da pintura, foi uma agradável surpresa, quando a Boeing, - depois da actuação de uma dupla de comediantes, fogos de artificio, palestras, vídeos, fumos, tendo como fundo musical o som de um violino hiperativo, - deixou cair a cortina para revelar um, avião branco de bojo vermelho, com a cauda, ostentando o logo do 7474, em laranja.

"Vocês estavam a pensar que o avião iria estar pintado de azul, não era?" perguntou,Pat Shanahan, vice presidente e director geral da "Airplane Programs for Boeing Commercial Airplanes".

"Em todo o mundo, a combinação de vermelhos e laranjas tem poderosas e positivas indicações, que significam, associação de fortuna, prosperidade, e a promessa de sucesso", disse Shanahan. "As cores simbolizam um futuro próspero e brilhante para a Boeing e para os nossos clientes."

O 747-8, o mais recente modelo da Boeing, o maior 747, bem precisa de um pouco de sorte.

A Boeing tem 107 pedidos para os 747-8, incluindo 33 do modelo Intercontinental, que é a versão de passageiros.

Lufthansa e a Korean Air, são as únicas companhias aéreas que encomendaram o Intercontinental. A aeronave apresentada neste domingo vai para um cliente particular, que provavelmente irá redesenhar a pintura.

Entretanto, a produção e os problemas de voo-teste, juntamente com o desvio de recursos para o problemático programa 787 Dreamliner, adiaram a entrega do primeiro 747-8 Freighter, para o final do passado 2010, mas efectivamente só será entregue em meados deste ano.

A Boeing tem programado, começar a testar o primeiro Intercontinental no início da primavera e entrega-lo provavelmente no quarto trimestre deste ano.

"Este avião vai levar as pessoas com mais carga, ainda mais economicamente do que qualquer outra aeronave de sua categoria", disse Elizabeth Lund, vice presidente do grupo Boeing747. Não ficou claro se ela estava a usar como termo de comparação o Airbus A380, que é suficientemente maior, para ser considerado de uma classe diferente, mas menos económica, por passageiro, afirmou a Boeing.

O 747-8 Intercontinental terá lugares para 467 passageiros numa configuração de três classes, mais 51 do que o 747-400, que está substituindo, com um custo 13 por cento menor para movimentar um passageiro, por milha, e 30 por cento menos ruído. O A380, transporta mais 58 passageiros, num configuração normal.

Nico Buchholz, vice-presidente executivo, do Lufthansa Group Fleet Management, descreveu o 747-8 como o culminar de um conto de fadas.

A pintura deste avião, vermelho e branco, evoca o primeiro 747, que a Boeing apresentou em 15 de Janeiro de 1970, baptizado com o nome de, Clipper Victor, pela primeira dama na altura, Pat Nixon, que o "entregou" á Pan Am, no Washington Dulles International Airport. Mas este é um avião muito diferente, até mesmo dos 747-400, que está a substituir.

"É um salto em termos de tecnologia", disse Bruce. "Foi difícil chegar-mos aqui, mas temos um produto maravilhoso."

A Boeing impôs, a si própria, um prazo bastante agressivo para dar inicio aos testes de voo, e á entrega do primeiro Intercontinental. Mas este modelo está de certeza mais avançado em termos de acabamento, e entrega do que o Boeing 787, que deverá ser apresentado com mais "estardalhaço " do que a apresentação de 2007.

O primeiro 787, começou a voar em 15 de Dezembro de 2009, mas só será entregue á All Nippon Airways, o primeiro cliente a receber este modelo, entre Julho e Setembro deste ano.

É claro que, para os empregados que trabalham no programa há anos, esta apresentação de domingo foi mais do que simplesmente ver uma pintura nova. Foi a recompensa, pelo seu árduo trabalho.

Em média cada avião custará €235 milhões e a Boeing garante que já tem 33 encomendas firmes. Só a germânica Lufthansa quer ter 20 unidades Boeing 747-8 na sua frota.

O novo avião é propulsionado por motores GEnx-2B67, construídos pela General Electric, que assegura ter conseguido uma redução de 30% nas peças utilizadas na sua concepção, o que vai acabar por reduzir os custos de manutenção.

A velocidade cruzeiro do Boeing 747-8 é de 0,86 Mach, ou seja, 86% da velocidade do som, o que equivale a cerca de 900 quilómetros por hora.

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