sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Boeing 737 da TAAG, aterrou na pista errada, distante 14 Kilómetros do seu real destino.

A 17 de Abril de 2009, os militares de serviço no City Air Force Airport, em Lusaca, capital da Zâmbia, ficaram espantados quando viram aterrar um Boeing 737 da companhia de aviação angolana, TAAG.Proveniente de Harare, capital do Zimbabué, o avião acabar de aterrar, literalmente, na pista ao lado.
O comandante, enganara-se.

Em vez de se fazer à pista no aeroporto internacional de Lusaca, o Boeing 737, aterrou numa estrutura aeroportuária desactivada, 14 quilómetros ao lado...

O City Air Force Airport é um aeroporto desactivado, onde funciona agora o Estado-Maior da Força Aérea Zambiana. A rota de uma e de outra pista difere em 20 graus, o que em termos de aviação é uma diferença muito grande para confundir uma pista com a outra.

Por esta razão o comandante Hélder Gourgel, que foi quem aterrou, tido como um piloto rodado, acabou por ver posto em causa o seu sentido de responsabilidade e, pelos vistos, ficará no limbo até que as investigações cheguem ao fim.

O co-piloto é citado como tendo sugerido que a aproximação fosse feita por instrumentos, no que foi desautorizado pelo comandante, que preferiu o método visual.

Mas os incidentes da TAAG, não se ficam por aqui.

Em 2005, um Boeing 747 foi penhorado depois de ter aterrado no aeroporto da Portela, em Lisboa: dívida superior a 1.7 milhões de euros do Estado angolano a uma empresa de exportação de fruta de Torres Vedras.

Em 2004, um aparelho deixa Luanda com destino a França. Aterra e sai da pista do aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, com 140 passageiros a bordo. O relatório indicou que o avião aterrou em excesso de velocidade, só conseguindo parar 30 metros depois. Não houve vítimas, e a pista esteve encerrada durante 28 horas...

A 28 de Junho de 2007, enquanto a União Europeia se preparava para 'cortar as asas' aos angolanos - dos céus e das cabeças dos europeus - a TAAG provou, da pior maneira, por que não merece sequer voar em Angola.

Nesse dia, um Boeing 737-200 descolou elegantemente com destino a Mbanza Congo (voo regular), mas despenhou-se quando tentava aterrar. Das 78 pessoas a bordo, seis morreram, quando o avião, já no meio da pista, saiu e foi embater violentamente em dois edifícios, partindo-se ao meio.

A estreia dos acidentes mortais começara em 1983: um Boeing 737 com destino a Luanda, despenhou-se pouco depois de ter deixado a cidade do Lubango. Autoridades da aviação angolana disseram que se deveu a falha técnica, mas guerrilheiros da UNITA reivindicaram logo a seguir a façanha. Fora um míssil,disparado por eles, quem provocou a queda do aparelho!

Resultado destas e doutras aventuras, nada aconselhadas. A TAAG tem agora os seus quatro aviões de longo curso parados:

Dois Boeing 777-200 estão em Lisboa, - um, enquanto decorre o inquérito, sobre o que aconteceu, a 6 de Dezembro, quando o avião em causa "deixou cair", peças de um reactor sobre as ruas de Almada, um terceiro do mesmo modelo, está no Rio de Janeiro a fazer a manutenção de rotina . Há ainda, um Boeing 747, parado em Johanesburgo, na África do Sul.

Por tudo isto, há que pensar duas vezes, antes de entrar a bordo de qualquer avião da companhia aérea Angolana.

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