segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Contrato da VEM com o Governo brasileiro, a grande expectativa para 2010, ainda não aconteceu.

Deficitária desde o ano em que a TAP a comprou, a VEM, unidade de manutenção que o grupo português adquiriu no Brasil, no final de 2005, vai aumentar os prejuízos este ano. As atenções estavam voltadas para um contrato com as Forças Armadas brasileiras, que já não vai acontecer em 2010. Uma ausência à qual se somam problemas com os trabalhadores, que pedem aumentos de 13 por cento e ameaçam com greves uma operação que continua à procura, há três anos, de um parceiro.

No ano passado, a TAP colocou-se em posição para prestar serviços ao Governo brasileiro, depois de ter chegado a acordo quanto ao pagamento de uma dívida de 400 milhões de reais (180 milhões de euros, ao câmbio actual). Um montante relativo a impostos, que foi herdado dos tempos em que a VEM fazia parte do grupo Varig, companhia de aviação do Brasil, que acabou por fechar as portas.

Graças à aprovação de uma lei no país, em meados de 2009, o grupo português, detido a 100 por cento pelo Estado, conseguiu reduzir a dívida e dilatar o prazo de pagamento. Mas o principal ganho do novo REFIS,- nome da legislação que fixou as novas regras para regularização da situação fiscal das empresas no Brasil,- foi o facto de poder finalmente concorrer em concursos públicos e, com isso, candidatar-se à prestação de serviços às Forças Armadas, incluindo a Força Aérea, mas também a Marinha brasileira.

Em Abril deste ano, um dos administradores da TAP, Jorge Sobral (que era, até Novembro, o responsável pelo negócio da manutenção no Brasil), disse ao Diário Económico que acreditava que 2010 seria o ano de reviravolta nas contas da VEM, que apresenta, desde a compra, prejuízos consecutivos. O gestor frisou que o contrato com as Forças Armadas teria um papel importante nessa recuperação, já que "poderia representar 25 por cento das receitas". E acrescentou que havia "uma probabilidade acima dos 90 por cento" de o grupo ganhar os concursos públicos.

No entanto, ao longo deste ano, o grupo só conseguiu fazer "alguns pequenos trabalhos" para o Governo brasileiro, disse o actual responsável, Luís Rodrigues, ao PÚBLICO. "Continuamos a concorrer, mas, até agora, ainda não foi possível celebrar nenhum grande contrato", acrescentou, reforçando que "poderá haver novidades durante o próximo ano".

Luís Rodrigues é o novo líder da VEM, agora designada por Manutenção e Engenharia Brasil, desde Novembro. Uma nomeação que vem no seguimento de um processo de reestruturação mais complexo, que culminou na mudança de nome da empresa e na criação de uma equipa de gestão conjunta das unidades de manutenção brasileira e portuguesa.

"A empresa continua a aprofundar o seu processo de reorganização, sendo parte integrante o objectivo de desenvolver uma estrutura de custos mais equilibrada", explicou fonte oficial do grupo português, acrescentando que "ainda é cedo para adiantar medidas concretas". Os trabalhadores temem que "haja mais decisões drásticas", disse a direcção do Sindicato Nacional dos Aeroviários, uma unidade sindical brasileira, ao PÚBLICO.

Mantêm, no entanto, a expectativa em relação ao contrato com as Forças Armadas. "Acreditamos que possa ser a solução", considerou, numa altura em que a VEM já conseguiu assegurar dois novos clientes: a reparação de motores da Pratt & Witney, com a duração de cinco anos, e a manutenção da frota de uma companhia de aviação brasileira em ascensão, a Webjet.

O problema é que, além de o grande contrato com as Forças Armadas ainda não existir, a TAP arrisca-se a aumentar e não reduzir a estrutura de custos, já que está neste momento em cima da mesa a actualização salarial no sector da aviação brasileiro. No país, as negociações estão a ser conduzidas pela federação dos sindicatos da indústria e a associação representativa das empresas, sendo que as propostas variam entre 13 e seis por cento, respectivamente.

"Decorre uma negociação, mas ainda não há resultados finais, sendo extemporâneo falar em valores de aumento", explicou fonte oficial do grupo, que está a ser ameaçado com greves pelos sindicatos, no contexto da falta de acordo na actualização salarial. Estava, aliás, prevista uma paralisação para a altura do Natal e do Ano Novo, que só foi impedida porque o Governo brasileiro aprovou um despacho que proíbe greves entre o final de Dezembro e o inicio de Janeiro, impondo uma multa de 100 mil reais (cerca de 45 mil euros) em caso de incumprimento.

O adensar do conflito com os representantes dos trabalhadores pode ter um impacto negativo para a unidade de manutenção no Brasil. No mínimo, pela obrigatoriedade de aumentar salários. E, no máximo, por uma paralisação efectiva da antiga VEM. Um cenário que contribuirá para as previsões pouco optimistas para as contas da empresa este ano, já que o próprio presidente da TAP, Fernando Pinto, assumiu ao PÚBLICO que espera um aumento dos prejuízos em 2010.

Prejuízos de 3,2 milhões de euros no ano passado

Quando a TAP comprou a unidade de manutenção da Varig, já a situação financeira da empresa era deficitária. Aliás, o grupo fez a aquisição por cerca de 15 milhões de euros, mas teve de assumir um passivo de cerca de 100 milhões. Entre 2007 e 2009, os prejuízos acumulados fixaram-se em 61,2 milhões de euros - 3,2 milhões dos quais no último ano. Para 2010, espera-se que aumentem, apesar de o próximo ano arrancar com dois novos contratos importantes para a antiga VEM.

Fonte oficial do grupo avançou ao PÚBLICO que foram firmados recentemente dois acordos de longo prazo. Um com a empresa de motores de avião Pratt & Witney, à qual vão ser fornecidos serviços de reparação por um período de cinco anos. E o segundo com a companhia de aviação brasileira - a Webjet. Este último contrato tem a duração de três anos e abarca toda a frota da empresa - 23 aviões Boeing para 148 passageiros.

Estes dois acordos só terão efeitos nas contas da empresa a partir de 2011. Este ano, a expectativa continua a ser de prejuízos, superiores aos registados em 2009. O presidente da TAP disse recentemente ao PÚBLICO que espera que "as perdas aumentem este ano", mas não concretizou valores. Serão, em princípio, menores do que as sofridas em 2007 e 2008, anos em que alcançaram os 29 milhões de euros, penalizando os resultados globais do grupo.

Ainda assim, e apesar da polémica que se gerou em redor da compra da unidade de manutenção no Brasil, que fazia parte de um plano maior, que incluía a aquisição da própria Varig, a TAP continua a considerar que se trata de um activo estratégico.

"Reafirma-se que a Manutenção e Engenharia Brasil foi um investimento estratégico de grande importância, pois as potencialidades da empresa são enormes, tanto no próprio mercado, que é um dos países com maiores taxas de crescimento do tráfego, como em toda a América do Sul e mesmo na América do Norte", afirmou fonte oficial do grupo. A TAP continua, porém, à procura de um parceiro, pelo menos, desde 2007. Um objectivo que está ainda por concretizar e que se tornou mais premente com a saída da Geo Capital, detida por Stanley Ho, do capital da antiga VEM, em Abril desse ano.

Fonte: Raquel Almeida Correia (Público.pt)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Avião da TAAG que perdeu peças em Lisboa, voltou a dar problemas.

O avião que perdeu peças em Almada, há duas semanas, voltou a dar problemas, desta vez em Angola. O Boeing 777 da companhia aérea angolana TAAG foi forçado a uma aterragem de emergência, em Luanda, após uma explosão, seguida de incêndio, num reactor.

A Administração da TAAG reuniu de emergência e decidiu manter em terra todos os Boeing 777, um modelo recente da empresa norte-americana, que compõe cerca de metade da frota da companhia angolana.

Os Boeing 777 vão ficar em terra até que sejam esclarecidas as causas dos dois incidentes, ainda por cima com o mesmo aparelho. Segundo o correspondente da RTP, que avança a notícia, em Luanda, Paulo Catarro, a suspensão vai durar por tempo indeterminado, dado que terão de ser os técnicos da empresa norte-americana a verificar as aeronaves.

Segundo a RTP, uma explosão num reactor, seguida de um pequeno incêndio, obrigou a uma aterragem de emergência. O avião, que já tinha dado problemas em Almada, seguia para o Dubai, com 32 passageiros a bordo, deu meia volta e regressou ao aeroporto de Luanda, para uma aterragem de emergência que decorreu sem problemas.

A TAAG pondera pedir responsabilidades à Boeing e à General Electric, também norte-americana, que fabrica os motores do 777, um modelo que tem dado problemas em frotas de outras companhias aéreas mundiais.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O atentado de Lockerbie . Aconteceu em 21 de dezembro de 1988.

O voo 103, era o terceiro voo da Pan American que fazia a ligação entre Londres e Nova Iorque no dia 21 de Dezembro de 1988. A bordo seguiam 259 pessoas – 243 passageiros e 16 tripulantes.

O Boeing 747-121, prefixo N739PA, baptizado, 'Clipper Maid of the Seas', levantou voo, mas, pouco tempo depois, quando sobrevoava a localidade escocesa de Lockerbie, explodiu no ar. Pedaços do avião caíram sobre várias casas, matando, em terra, 11 pessoas.

No total, 270 pessoas, de 21 nacionalidades, perderam a vida naquele que ficou conhecido como o "atentado de Lockerbie", um dos mais sangrentos ataques terroristas da história do Reino Unido. Das vítimas, 190 eram norte-americanas e 43 britânicas.

Houve quem se tivesse salvo por que perdeu o voo. Neste grupo, estava o antigo ministro sul-africano dos negócios estrangeiros Pik Botha, o grupo de R&B 'The Four Tops' e o músico John Lydon, dos 'Sex Pistols'.

Mas foi um cidadão anónimo, um indiano de nome Jaswant Basuta, que escapou por poucos minutos da tragédia. Ele estava no aeroporto, mas a despedida dos amigos que o acompanharam até o terminal fez com que chegasse atrasado à porta de embarque e não foi autorizado a embarcar no avião da Pan Am.

Vinte anos depois, em entrevista à BBC, Basuta afirmou: “Eu devia ter sido a 271.ª vítima e ainda me sinto muito mal com a morte de todas aquelas pessoas”.

Depois de três anos de investigações, os líbios Abdelbaset al-Megrahi, dos serviços secretos da Líbia e responsável pela segurança da Lybian Arab Airlines, e Lamin Khalifah Fhimah, funcionário do aeroporto de Luqa, em Malta, foram acusados de terem sido os responsáveis pela introdução de uma bomba no avião.

As negociações para a entrega dos dois líbios pelo Governo de Kaddafi à justiça escocesa, duraram quase uma década e só em 1999 é que foram julgados. Em 2001, Megrahi foi condenado a 27 anos de cadeia pela lei escocesa por ter sido o responsável pela explosão do avião da Pan Am. Fhimah foi considerado inocente.

Até 2003, a Líbia não assumiu a responsabilidade pelo atentado. Em 16 de Agosto desse ano, o Governo de Tripoli admitiu, formalmente, ser responsável pelo atentado, mas não assumiu a culpa. Em causa estava a retaliação por uma série de conflitos com a marinha norte-americana no Golfo de Sidra.

Megrahi só cumpriu pouco mais de oito anos da pena. A 20 de Agosto de 2009 foi libertado por razões humanitárias – sofria de cancro na próstata em fase terminal.

Naquela altura, em declarações às agências internacionais, Jim Swire, pai de uma vítima e representante dos outros familiares britânicos, mostrou-se satisfeito por Megrahi poder regressar ao seio da família para morrer. Considerou mesmo ser desumano manter uma pessoa presa com tais problemas de saúde.

Foram dados três meses de vida a Megrahi. Depois de um tratamento no hospital, voltou para casa da sua família e recentemente publicou na Internet documentos que, no seu entender, provam a sua inocência.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Voar...Como tudo começou, resumidamente.

Desde sempre o Homem sonhou voar como as aves, e são muitas as histórias destas tentativas.

As asas de Ícaro, as máquinas voadoras projectadas por Leonardo da Vinci, a Passarola de Frei Bartolomeu de Gusmão. Mas foi só no séc. XVIII que tal aconteceu.

Dois irmãos, os Montgolfier, depois de várias experiências com pequenos balões de papel insuflados com ar quente, fizeram um de maiores proporções, e em 15 de Outubro de 1783 elevaram um homem a 23,5 m de altura. Era a primeira vez que um ser humano subia nos ares, com o auxilio de uma máquina construída pelo Homem.Mais tarde o ar quente foi substituído por hidrogénio. Mas os balões eram extremamente frágeis e não permitiam o controle da máquina, pelo que, o sonho do Homem ficou adiado.

Várias máquinas voadoras foram construídas e experimentadas até 1890, quando Lilienthal, um estudioso da ciência do voo que construía pequenos planadores, começou a fazer voos curtos, comandando o planador com o deslocar do corpo. Sofreu um acidente mortal quando testava uma das suas máquinas. Tinha feito mais de 2000 pequenos voos.

Os irmãos Wright interessaram-se pelos estudos de Lilienthal, e levaram a cabo várias experiências com planadores. Como tinham uma oficina de bicicletas, montaram um motor de 20HP no planador, baptizado de Flyer e no dia 17 de Dezembro de 1903, em Kitty Hawk , fizeram o primeiro voo comandado da história, tendo percorrido 251m em 59s.

Louis Blériot, faz a primeira travessia do Canal da Mancha, no seu avião Nº XI, em Julho de 1909. Depois deste acontecimento, nada ficou como dantes. A aviação deu um enorme salto pois por todo o mundo, faziam-se experiências, na tentativa de fazerem com que o homem voasse como as aves.Louis Blériot, Santos Dumont, Voisin, fazem parte dessa casta única dos pioneiros da aviação.

A turbina a jacto começou a ser desenvolvida na Alemanha e na Inglaterra na década de 1930.
O britânico Frank Whittle patenteou um desenho de uma turbina a jacto em 1930, e desenvolveu uma turbina que podia ser usada para fins práticos no final da década. Já o alemão Hans von Ohain patenteou a sua versão da turbina a jacto em 1936, e começou a desenvolver uma máquina semelhante. Nenhum sabia do trabalho desenvolvido pelo outro, e por isso, ambos são creditados com a invenção da turbina a jacto.

No final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha usava os primeiros aviões de jatco e fabricava em série o Messerschmitt Me 262.

O He 178 foi o primeiro avião a jacto do mundo, pilotado por Erich Warsitz no início da manhã de 27 de Agosto de 1939, no aeródromo de Marienehe.

O Gloster E28/39, fez o primeiro voo a jacto com sucesso em 15 de Maio de 1941.

A Primeira Guerra Mundial, deu ao avião o impulso que faltava, pois durante este conflito foi provada a importância do avião, no reconhecimento aéreo, bombardeamento e combate ar-ar. Depois do conflito surgiram as primeiras carreiras aéreas, e o mundo ficou mais pequeno.

Na Segunda Guerra Mundial, 1939-1945, o avião teve um papel preponderante. O desenvolvimento tecnológico foi de tal maneira grande que as invenções apareceram em catadupa. Aviões a jacto, radar, comunicações, novos materiais de Esquadrilha de Spitfires. construção, etc.

Depois do conflito, com o Mundo partido em dois blocos políticos, e com o aparecimento da "Guerra Fria", a corrida a novos projectos atirou a aviação para um grau de desenvolvimento que permitiu levar duas décadas mais tarde o Homem à Lua.

Em 1968 a Boeing lança o maior avião de passageiros do mundo. Até á data transportou mais de 1.5 biliões de passageiros e percorreu mais de 36 biliões de Quilómetros.

O Concorde, protótipo voou pela primeira vez em 1967. Entrou ao serviço no dia 21 de Janeiro de 1976. Foi o único avião supersónico utilizado para transporte de passageiros.

Os irmãos Wright se hoje estivessem connosco, não abririam a boca de espanto com o estado actual da aviação, pois o que nós hoje fazemos, foi o mesmo que eles fizeram naquela manhã de 17 de Dezembro de 1903. VOAR!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A Europa irá ter um "White Cristhmas", com os grandes aeroportos, fechados

As nevascas que atingem a Europa continuaram este domingo 19 de Dezembro, e provocaram novamente o fecho de aeroportos, atrapalhando muitas viagens no fim de semana anterior ao Natal, tradicionalmente um dos períodos mais movimentados do ano.

O aeroporto de Heathrow, em Londres, o mais movimentado da Grã-Bretanha e que teve de fechar as suas duas pistas durante grande parte do dia de sábado devido à nevasca, não permitiu a aterragem de nenhum avião este domingo e poucos ponderam descolar.

Cerca de 30 toneladas de neve estão a ser retiradas dos estacionamentos das aeronaves, mas o gelo tornou perigoso a movimentação dos aviões.

A pista do segundo aeroporto mais movimentado de Londres, o de Gatwick, está aberta, mas milhares de passageiros tiveram que se sujeitar aos atrasos e cancelamentos de voos, como na maioria dos restantes aeroportos britânicos.

Na Alemanha, a Fraport, operadora do aeroporto de Frankfurt, afirmou que 470 voos foram cancelados até agora e que há a expectativa do agravamento das condições climáticas no decorrer do dia.

A neve cobriu o norte da França, atrasando a circulação dos comboios e forçando o cancelamento de voos. Nos aeroportos de Roissy-Charles de Gaulle e Orly, em Paris, onde 700 mil passageiros eram esperados, um quarto dos voos foi cancelado, e os atrasos estavam, com a média, de uma hora.

O secretário de Estado da França para o Transporte, Thierry Mariani, pediu que os franceses evitem conduzir, depois de o governo ter recebido fortes críticas este mês por não estar melhor preparado para uma tempestade de neve que deixou muitas pessoas presas nos seus próprios carros.

Os TGV de alta velocidade de França tiveram cerca de 20 minutos de atraso neste domingo. Durante o período de festas, a expectativa é de que 2,4 milhões de pessoas usem o sistema ferroviário.

O secretário de Transportes britânico, Philip Hammond, afirmou que pediu ao conselheiro científico do governo para avaliar se o país está a viver uma 'mudança radical' nos padrões do tempo devido às mudanças climáticas e se é necessário gastar mais dinheiro com os preparativos para o inverno.

A Grã-Bretanha tradicionalmente tem invernos moderados, mas o do último ano foi o mais frio dos últimos 30 anos, e este mês de Dezembro deve ser o mais gelado desde 1910.

Fonte: Reuters

domingo, 19 de dezembro de 2010

Airbus não cumprirá prasos de entrega do A380 para o ano

Testes de motor, da maior companhia aérea do mundo, a Australiana Qantas após a aterragem de emergência do seu avião no mês passado, arruinaram as hipóteses de a Airbus conseguir entregar 20 superjumbos modelo A380 ainda este ano, conforme previsão.

Um porta-voz da empresa, afirmou nesta quarta-feira que a Airbus irá entregar apenas mais um avião novo, além dos 18 que já foram fabricados, até ao final do mês, e não dois.

O não cumprimento da meta resulta do tempo levado para verificar os motores Trent 900 da Rolls-Royce, semelhantes ao que explodiu em 4 de Novembro, forçando o A380 da Qantas a voltar para Cingapura com uma asa perfurada.

Engenheiros trocaram um dos motores da Rolls-Royce na semana passada em outro avião da Qantas, ainda não entregue, após uma inspecção do tubo do óleo danificado e causador da avaria, segundo os inspectores, que ligaram o acidente a esse derramamento.

Originalmente, o avião deveria ter deixado a fábrica, em Toulouse, ana passada quinta-feira.

Fonte: Tim Hepher (Reuters) via O Globo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Morte Chegou Cedo , para o "Araújo", João Fortuna

Hoje estamos mais pobres...o nosso querido amigo João Fortuna, deixou-nos...muito cedo, e sem avisar.

Fez o voo sozinho.

Mas porquê, tão cedo ?!

Acendeu-se, mais uma estrelinha no firmamento da saudade.

No Tempo dos Araújos, presta esta singela homenagem, a um amigo, companheiro leal e divertido.

Na foto, o João, no meio,ao ladao da Céu.


A Morte Chega Cedo

A morte chega cedo,
Pois breve é toda vida
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida.

O amor foi começado,
O ideal não acabou,
E quem tenha alcançado
Não sabe o que alcançou.

E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto.

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prisão para a quadrilha de traficantes,

Eram sete (dois pilotos, dois comissários de bordo e três empresários) e ontem, no Campus de Justiça, Lisboa, ouviram a juíza a determinar-lhes penas entre os três anos e meio e os sete anos e nove meses de prisão efectiva. Curiosamente, coube ao único elemento que estava em liberdade total – um outro estava com pulseira electrónica e os restantes em prisão preventiva –, o empresário José Henriques, a pena mais alta: sete anos e nove meses, por tráfico de droga e posse de arma proibida.

Alguns tinham dívidas de jogo, ligadas ao póquer ou ao jogo da bolha, outros eram consumidores de cocaína e uns estavam dentro do mundo da aviação. Conjugaram esforços e decidiram comprar droga no Brasil e trazê-la de avião para Portugal, onde a vendiam na zona da Grande Lisboa.

O comissário Nuno Teixeira, por seu lado, que estava com pulseira electrónica, após ter sido apanhado em Fevereiro do ano passado a fazer de correio de droga com 4,5 quilos de cocaína – foi detido na Portela quando tentava sair com o cartão de tripulante ao peito – apanhou três anos e meio. Saiu do tribunal na companhia do amigo Ricardo Peres, adjunto de Paulo Bento e treinador de guarda-redes da Selecção Nacional. Devido à colaboração com a investigação, Nuno Teixeira beneficiou de uma atenuação especial da pena, o mesmo acontecendo com Vasco Melo, condenado a cinco anos de prisão.

A piloto Tatiana Azevedo e a assistente Patrícia Santos, que organizaram algumas das viagens e adquiriram a droga no Brasil, apanharam ambas cinco anos e meio de cadeia.

Já o empresário Ricardo Almeida, que foi detido, em Julho do ano passado, a apanhar uma mala na Portela com 14,8 quilos de cocaína, juntamente com Vasco, foi condenado a sete anos e meio. O piloto Jorge Cernadas, que angariou a ‘mula’ Nuno Teixeira, apanhou quatro anos e meio.

Os sete arguidos evidenciaram uma aparente serenidade na altura de ouvirem a sentença ditada pela juíza – que não leu o acórdão na íntegra –, contrastando com a emoção e choro dos muitos familiares que marcaram presença na última sessão do julgamento, que teve início há três meses. Segundo a presidente do colectivo, não ficou provado que os arguidos, apesar de se conhecerem, agiram como um grupo, mas sim em acção conjunta.

A juíza considerou determinantes as confissões de Nuno Teixeira e Vasco Melo "para determinar a veracidade dos factos" relativamente a este caso. Nuno Teixeira decidiu colaborar desde o momento em que foi interceptado no aeroporto por inspectores da PJ, enquanto Vasco, que se dedicava à venda de automóveis na internet, fê-lo só na fase de inquérito.

Por: João Tavares, no CM

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Começou o inquérito ao incidente, com o Boeing 777 da TAAG

Até às 17 horas de ontem, eram quinze as denúncias registadas pela PSP relativamente a danos causados pela queda de peças de avião que teve lugar em Almada, na segunda-feira de manhã. A PSP (Policia de Segurança Pública), tem estado a recolher os pedaços metálicos do motor, que ficarão apreendidos até que o GPIAA (Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves) os solicite para análise, no âmbito da investigação que já está a decorrer e permitirá apurar as causas da desagredação das peças.

O GPIAA já começou a recolher os testemunhos da tripulação e está neste momento a aguardar a chegada dos membros estrangeiros da comissão de investigação, que deverá estar completa até quinta-feira.

Assim que a comissão estiver reunida, começarão a ser analisados os fragmentos recolhidos, para averiguar a relação com o Boeing 777 da TAAG - Linhas Aéreas de Angola, e o motor será recolhido para análise.

"Ao que parece, é o motor que está estragado, pelo que a aeronave não deverá ficar retida muito tempo", explica Fernando Reis, director da GPIAA.

"Os aviões foram feitos para andar no ar, e é um prejuízo enorme ter um parado", pelo que o avião será libertado logo que possível. Para já, continuará retido no Aeroporto da Portela.

O director do GPIAA não consegue adiantar qual o número exacto de investigadores que estarão envolvidos na operação, mas fala em "poucas dezenas". Fernando Reis já nomeou os quatro representantes portugueses, o responsável pela investigação e três peritos. De Angola chegarão os representantes do Estado de registo da aeronave, que é também o país de origem do operador, e dos Estados Unidos da América os representantes do Estado onde o avião foi desenhado e fabricado.

Cabe assim ao Estado português realizar a investigação.

"A recolha dos fragmentos tem sido feita pela PSP, uma vez que estão na via pública e o incidente envolveu danos a terceiros de que é preciso fazer queixa", esclarece Fernando Reis. O que significa que os fragmentos estarão envolvidos em dois processos: a investigação aeronáutica e a investigação do Ministério Público, para ressarcimento dos danos.

A Comissão vai analisar também a informação proveniente da operadora, as suas comunicações e o relatório da peritagem às gravações da caixa negra do avião, feito por um laboratório estrangeiro. Um processo que poderá levar vários meses, "mas à partida não será muito complexo", acredita Fernando Reis.

O relatório preliminar da comissão de investigação deverá estar pronto dentro de um mês e dará conta de factos, essencialmente. Para já ainda não se sabe qual foi a causa do incidente.

Serão tidos em conta factores materiais, nomeadamente o estado do motor, ambientais, relacionados com a possível existência de pássaros, chuva ou granizo, e humanos, que têm que ver com os testemunhos de pilotos, mecânicos ou outros técnicos. Quem o resume é o vice-presidente da APPLA (Associação Portuguesa de Pilotos de Linha Aérea) José Cruz dos Santos, que classifica o fenómeno de ontem como "extraordinário".

"É feita uma manutenção extremamente rigorosa para detectar qualquer falha antes de causar algum dano. São feitas inspecções diárias, de 72 horas, inspecções semanais, mensais e plurianuais", sendo que quanto mais espaçadas são as inspecções mais "profundas". "Nas inspecções plurianuais, o avião é todo descascado por dentro", assegura o comandante. "O avião é praticamente todo desmontado."

Para José Cruz dos Santos, não é este acidente que vem lançar uma sombra sobre o meio de transporte que continua a considerar o mais seguro do mundo, sublinhando o facto de o piloto ter sido capaz de aterrar o avião normalmente apenas com um motor a funcionar.

"Os pilotos treinam regularmente em simuladores, porque estas coisas acontecem quando menos se espera e não há tempo para grandes considerações."

O momento de aproximação à pista é considerado de maior risco, mas ainda assim os especialistas, não consideram que a localização do aeroporto dentro da zona urbana potencie fenómenos deste género. Porque "as cidades crescem", resume Fernando Reis, director do GPIAA. Mesmo que no momento de construção o aeroporto esteja isolado, "rapidamente ficará rodeado de edifícios", completa José Cruz dos Santos, da APPLA.

Além de que "o avião pode cair em cima de uma cidade, mesmo ficando no meio do nada", pois sobrevoa povoações, acrescenta Fernando Reis.

Fonte: Raquel Tereso com Inês Banha, no JN

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Concorrência internacional "obriga" Airbus a fazer um A320, mais económico

O construtor aeronáutico europeu Airbus, decidiu finalmente propor uma nova motorização para o seu avião A320, muito mais económica em termos de consumo de combustível.

Esta decisão visa dar um novo fôlego às vendas deste aparelho de médio curso, que estão a ser ameaçadas devido ao aparecimento no mercado internacional de novos concorrentes.

Depois de vários meses de hesitações, a Airbus vai produzir, a partir da Primavera Europeia de 2016, uma nova versão do avião, o A320 NEO (New Engine Option), que promete uma redução de 15% no consumo de jet fuel.

Para o efeito, o consórcio europeu vai investir um milhão de euros no projecto, o que não representa um grande esforço uma vez que o lançamento de um novo avião custa cerca de dez milhões de euros em investigação e desenvolvimento.

As previsões apontam para vendas de 4000 aviões deste modelo num prazo de 15 anos.

A nova versão também terá "nadadeiras" verticais (winglet) nas extremidades das asas, que contribuem para a redução do consumo.

O aparelho terá um preço ligeiramente superior à versão actual, que é actualmente vendido por 81 milhões de dólares (62,3 milhões de euros), de acordo com a tabela de catálogo.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Boeing ta TAAG, "bombardeia" Almada

O Boeing 777-2M2/ER, prefixo D2-TEF, avião da companhia aérea angolana, TAAG Angola Airlines, que partiu do aeroporto de Lisboa às 11h11, desta segunda-feira 6 de Dezembro, foi forçado a regressar ao Aeroporto da Portela com problemas técnicos. Pelo caminho, teria deixado cair, na zona de Almada alguns pedaços metálicos da fuselagem, que atingiram um veículo, mas não teriam causado feridos.

“O avião levantou voo do aeroporto da Portela e voltou pouco tempo depois, por volta das 11h30, para fazer uma aterragem de emergência devido a um problema técnico”, confirma o porta-voz da ANA, Rui Oliveira. A mesma fonte adiantou que a aterragem decorreu normalmente e que não houve problemas com os passageiros, mas não confirma que os pedaços encontrados esta manhã nas ruas de Almada pertençam ao aparelho.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almada, Vítor Espírito Santo, as peças atingiram um carro que estava estacionado na Rua Lourenço Pires de Távora.

“Foi encontrado um pedaço de fuselagem, com cinco centímetros de largura e 10 a 15 centímetros de altura, e partiu o vidro traseiro do carro, que estava vazio”, explica o comandante dos bombeiros.

Foi encontrada ainda outra peça com a mesma dimensão, na mesma rua, no chão, e outra na Avenida D. Afonso Henriques, que fica ali perto. No local, estiveram os bombeiros de Almada e de Cacilhas à procura de outras peças metálicas que possam ter também caído.

O alerta foi dado ao Comando Distrital de Operações de Socorro de Setúbal por volta do meio-dia. A investigação está agora a cargo do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves.

“Temos uma equipe a dirigir-se para o aeroporto para averiguar o estado do avião e iremos posteriormente para Almada para confirmar se as peças pertencem a esse aparelho”, disse ao 'Público' o tenente coronel Fernando dos Reis, responsável pelo organismo.

A TAAG Angolan Airlines integra a “lista negra” das companhias aéreas interditas na União Europeia, mas faz parte de um pequeno conjunto de dez transportadoras que estão autorizadas a operar dentro do espaço comunitário, condicionadas a rigorosas restrições de exploração.

Fontes: Marisa Soares (Público) / Aviation Herald / tvi24 - Fotos: tvi24

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tributo aos F-111 da RAAF – “In The Air”



Um vídeo com algumas cenas dos caças F-111 “Pigs” da Real Força Aérea Australiana (RAAF – Royal Australian Air Force) ao som da música “In The Air”.

Os F-111 da Austrália são reconhecidos pela famosa apresentação ‘dump and burn’, na qual o combustível alijado intencionalmente na parte traseira cria uma língua de fogo ao entrar em contacto com o pós combustão dos motores.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Rússia,Moscovo - Aterragem de emergência.

Uma aterragem de emergência de um avião Tupolev 154 num dos aeroportos de Moscovo provocou pelo menos 2 mortos e 83 feridos, informa o Ministério para Situações de Emergência da Rússia.

O aparelho, pertencente à empresa Daguistanskie Avilinii (Linhas Aéreas Daguestanesas), levantou voo do aeroporto de Vnukovo em Moscovo rumo a Makhatckala, capital do Daguestão, mas foi obrigado a aterrar de emergência noutro aeroporto da capital russa, Domodedovo, quando três motores deixaram de funcionar.

"O avião saiu fora da pista e danificou a fuselagem", informou um porta-voz do Ministério para Situações de Emergência da Rússia.

Segundo a mesma fonte, dois dos 168 passageiros e membros da tripulação morreram, tendo quarenta pessoas ficado feridas.

Veículo de Teste Orbital (OTV) da Boeing, fez o seu primeiro voo

O Veículo de Teste Orbital (OTV) da Boeing, também conhecido como X-37B, e projectado para a U.S. Air Force, pousou na Base Aérea de Vandenberg, na California, na manhã desta sexta-feira, dia 3 de Dezembro, após 220 dias no espaço. Para ver o vídeo da aterragem, clique aqui.

O X-37B é o primeiro veículo não tripulado dos EUA a regressar do espaço e aterrar por conta própria. Foi lançado da Estação da Força Aérea do Cabo Canaveral, na Florida, no dia 22 de Abril. Descrito como uma “mini Space Shuttle”, o X-37B tem 9 metros de comprimento e 4,5 metros de envergadura.

“Nós, demos os parabéns ao Rapid Capabilities Office (RCO) da USAF e a 30ª Ala Espacial da Base da Força Aérea de Vandenberg pelo sucesso dessa missão,” disse Paul Rusnock, vice presidente da Boeing para os Sistemas Experimentais e director do programa X-37B.

“Isto marca uma nova era na exploração espacial, e queremos lançar o segundo veículo ainda em 2011. Através da combinação de uma bela aeronave com uma espaçonave dentro de um veículo não tripulado adequado, a Boeing entregou uma aeronave com uma capacidade sem precedentes á RCO.”

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Erro do copiloto, quase provoca acidente aéreo

Erro e inexperiência de copiloto foi, segundo um relatório, a causa do incidente no qual um Boeing 737, da Air India Express, - uma companhia low cost, - "caiu" cerca de 2.000 metros tendo colocado em risco a vida dos 113 passageiros e da tripulação de bordo.

O relatório do órgão regulador da aviação Índiano, aponta, que o copiloto, de 25 anos, empurrou com o joelho a coluna de controle do avião no momento em que o comandante saiu para ir ao WC.

Em pânico, o copiloto não desencadeou os procedimentos necessários numa emergência deste tipo e não facilitou a entrada do comandante no cockpit. Este, teve de utilizar uma senha especial para entrar, desperdiçando 30 preciosos segundos.

O relato do incidente, reconstruído a partir da análise dos dados e diálogos gravados, bem como o testemunho dos envolvidos, e faz parte de um relatório da Direcção-Geral de Aviação Civil (DGCA), divulgado na imprensa indiana.

O voo IX-212 percorria a rota entre o Dubai e a cidade indiana de Pune. O Boeing 373 sobrevoava o espaço aéreo de Mumbai a mais 11 mil metros de altitude no dia 26 de Maio deste ano, quando deu início a uma trajectória em queda livre.

"O relatório diz que o copiloto admitiu ter entrado em pânico durante o incidente. Se alguém entra em pânico e bloqueia quando está aos comandos de uma aeronave, é de se perguntar a razão pela qual ele está no cockpit", disse ao "Indian Express" o consultor de segurança aérea da companhia.

Segundo o relatório, a aeronave "caiu" mais de 600 metros até o comandante entrar na cockpit. Durante a emergência, foram mais 1.400 metros em queda livre.

Ninguém ficou ferido, mas houve pânico na cabine, com os troleys de bebidas e alimentos a serem arremessados nas mais diversas direcções.

O "Hindustan Times" observou que, mesmo após voltar ao cockpit, e tendo colocado a aeronave no seu curso correcto, o comandante da Air India Express teve um procedimento arriscado, ao puxar com força o controle do avião, o que poderia ter provocado uma reacção catastrófica, nos parâmetros normais do avião.

Uma sucessão de erros, terá estado na origem deste incidente, tais como, - o comandante não ter ordenado ao copiloto que mantivesse os cintos de segurança apertados durante a sua ausência, e o facto de não ter deixado nenhum tripulante experiente dentro do cockpit, com o copiloto, de modo a que este lhe facilita-se a entrada em caso de emergência, norma usada e procedimento obrigatório na aviação comercial.

O episódio levou o órgão indiano de aviação a exigir á Air India Express, que esta tomasse as "providências necessárias" de modo a evitar a repetição de casos idênticos no futuro, o que os jornais consideram uma recomendação, no sentido de a companhia exigir uma melhor preparação aos seus técnicos.

Investigações recentes afirmaram que erro humano foi também a causa do acidente que matou 158 pessoas no voo da Air India, a companhia principal do mesmo grupo estatal, quatro dias antes, a 22 de Maio.

O inquérito atribuiu a causa deste acidente ao facto de o piloto estar "sonolento", e"desorientado" por ter dormido durante a maior parte do voo de três horas.

O avião, era também um Boeing 737, que aterrou em Mangalore, com a altitude e ângulo errados. O avião saiu da pista, bateu num morro e incendiou-se. Apenas oito pessoas sobreviveram.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O A320 Family, terá novos motores.

A Airbus anunciou oficialmente que está a oferecer novos motores, mais eficientes como opção para a sua série A320 Family ,a nova linha de jactos comerciais.

Conhecido como A320NEO, estas novas opções de motores também incorporarão novas pontas das asas chamadas de ‘Sharklets’ que ajudarão a reduzir ainda mais o consumo de combustível. As entregas começarão no segundo trimestre de 2016.

Duas opções de motores estarão disponíveis: CFM International LEAP-X e Pratt & Whitney PurePower PW1100G. A Airbus alega que o consumo de combustível poderá diminuir em até 15%, significando 3.600 toneladas a menos de CO2 na atmosfera anualmente. A Airbus prevê um potencial mercado de 4.000 aeronaves da Família A320 NEO nos próximos 15 anos.

Os novos motores serão oferecidos como opção nos modelos A321, A320 e A319, os quais exigirão algumas modificações na asas e no suporte de fixação do motor. O A320 NEO terá cerca de 95% de comunalidade na célula com as aeronaves da Família A320 padrão.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'Só a privatização permitirá recapitalizar a TAP'

O presidente executivo da TAP, Fernando Pinto, disse hoje que só a privatização permitirá recapitalizar a companhia aérea.

«A TAP é uma empresa que precisa de capital. Nas condições actuais, só a privatização permite recapitalizar e valorizar» a companhia aérea, afirmou Fernando Pinto, que está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Na sua intervenção inicial, o presidente executivo da TAP salientou que a transportadora «sempre andou descapitalizada» e «hoje paga aos bancos a falta de capital».

Referindo-se à privatização da empresa, Fernando Pinto afirmou ser «fundamental» que o modelo escolhido para a operação «não prejudique o papel que a TAP tem hoje para a economia portuguesa».

De acordo com o presidente executivo da TAP, a companhia aérea foi a maior exportadora portuguesa em 2009.

O Estado, por legislação comunitária, está impedido de apoiar financeiramente a companhia de bandeira.

O presidente executivo da TAP disse a 27 de Setembro que o processo de privatização da transportadora poderia avançar em breve.

«De acordo com as condições de mercado e as orientações do accionista, penso que o processo [de privatização] poderá ser desencadeado em breve», afirmou, na altura, Fernando Pinto.

O presidente executivo da TAP disse ainda que ainda não foi possível concretizar a privatização da empresa «devido aos sistemáticos problemas que a indústria [da aviação] tem vivido».

Fonte: Lusa / SOL