sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Rolls-Royce, alvo de críticas. Em causa, o incidente no Airbus A380 da Qantas

A Rolls-Royce, tornou-se alvo de duras criticas, face á sua fraca reacção pública aquando da explosão de um dos seus reactores, o Trent 900, do Airbus A380 da companhia aérea Australiana, Qantas Airways Lts.

A explosão deu-se em pleno voo, no passado dia 4 de Novembro, e atraiu a atenção mundial, não só porque o Airbus A380, é actualmente o maior avião de passageiros do mundo, mas sobretudo porque o reactor em causa, não tem mais do que três anos de uso, tempo insuficiente para apresentar qualquer tipo de falhas.

A Qantas, paralisou de imediato a sua frota dos seus seis A380. Pensam,os especialistas da industria aérea, que a resolução rápida desta situação, irá minimizar os estragos que poderão vir a afectar a reputação da empresa britânica, Rolls Royce PLC.

Para já este acidente, originou uma forte reacção da Singapore Airlines Ltd, que anunciou a substituição dos reactores Trent 900, em três dos seus onze A380, por reactores novos do mesmo modelo, já que após inspecção, os reactores, apresentavam "resíduos de óleos incomuns".

Segundo informações da Singapore Airlines, os reactores, têm três anos de uso, tendo feito cerca de 10.000 voos, 100.000 horas de voo, e transportando quatro milhões de passageiros, sem apresentarem, até agora, qualquer tipo de avaria.

A Airbus, e as companhias aéreas que operam o A380 equipados com os reactores da Rolls-Royce, já vieram a publico anunciar a substituição dos Trent 900.

As parcas reacções da Rolls-Royce, a crises anteriores - problemas com reactores em alguns aviões de linhas regionais britânicas - indicam claramente uma estratégia cautelosa e "britânicamente" pensada, para proteger a sua reputação, ao mesmo tempo que a empresa procura soluções rápidas e eficazes tecnicamente, que solucionem estas avarias.

O distanciamento da Rolls-Royce, também é cultural. A empresa é dirigida por engenheiros, que preferem deixar a sofisticação, as vendas, e a fiabilidade dos seus produtos, falarem por si.
"O risco para a reputação da empresa, advém mais da rapidez com que solucionam os problemas, e da forma como se comunicam.",declarou o director executivo da consultoria Aviation Advocacy.

O incidente da Qantas, acontece num momento em que a Rolls-Royce, já tinha entre mãos, um problema com o modelo diferente, do reactor que equipa o Boeing 787, em testes.
No entanto a empresa afirmou categoricamente, em comunicado, que os dois incidentes não estão relacionados.

Em Janeiro de 2008, os reactores Rolls-Royce, de um Boeing 777, da British Airways,ficaram entupidas com gêlo, e perderam potência, pouco antes de uma aterragem de emergência, em Londres, no aeroporto de Heathrow.

É claro que os executivos da Rolls-Royce, apressaram-se a minimizar as suspeitas de que os problemas acontecem por erro de projecto dos seus motores. Mas são, de factos incidentes a mais, e que de certeza absoluta, vão fazer mossa na reputação da empresa.

A Airbus, acaba de anunciar, que não fará a entrega de mais nenhum A380, já encomendados, enquanto os problemas do Trent 900 não estiverem cabalmente resolvidos, e enquanto todos os seus Airbus A380, já a operar, não voltarem a voar em segurança absoluta.

Fonte:Aviação.com

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