domingo, 28 de novembro de 2010

O protesto continua nos aeroportos dos U.S.A.- Mulher passa scanner de aeroporto em biquini



Uma passageira decidiu protestar de forma original contra a introdução de scanners corporais nos aeroportos norte-americanos, recentemente integrados nas medidas de segurança. A mulher decidiu passar pelos raios-X vestindo apenas um biquini.

"Se querem ver o que tenho debaixo do biquini, são mais do que bem-vindos", disse a mulher à cadeia televisiva "ABC".

A jovem aguardava na fila para o controlo de segurança, no Aeroporto Internacional de Los Angeles, e quando a sua vez chegou, tirou o casaco que tinha vestido, ficou em biquini e passou pelo scanner corporal.O espanto dos restantes passageiros e dos agentes das equipas de segurança foram tais que a passageira conseguiu escapar a procedimentos adicionais de segurança. A mulher afirmou que este protesto se deveu ao facto dos procedimentos da TSA (Agência de Segurança de Transportes) fazerem as pessoas sentirem-se "desconfortáveis". Desde o início do mês, os passageiros são obrigados a submeterem-se a um scanner corporal que permite visualizá-los como se estivessem totalmente despidos.

A TSA é uma agência do departamento de segurança norte-americana, criada depois dos ataques do dia 11 de Setembro de 2001 para prevenir outras eventuais ameaças terroristas. Foi esta agência a responsável pela implementação de medidas de segurança mais apertadas nos aeroportos.

"Todas as vezes que passo pela segurança dos aeroportos, penso para mim própria, ou digo aos outros passageiros, que não sei porque me vesti de manhã, uma vez que acabo por ter de tirar cintos, jóias e tudo o mais que tenha vestido. Então, hoje decidi usar um biquini", afirmou.

O aeroporto de Los Angeles não foi o primeiro a assistir a protestos deste género. No aeroporto de Austin, Texas, um homem vestiu um kilt e, em Salt Lake City, outro passageiro passou os controlos de segurança vestido só com calções de banho da Speedo.

Todos estes protestos, contra as medidas de segurança recentemente aplicadas nos aeroportos dos Estados Unidos e Reino Unido, ocorreram durante o Dia de Acção de Graças. O boicote aos scanners foi marcado através da Internet, tendo grande destaque em alguns meios de comunicação.

Deste modo, as autoridades já previam que ontem, quinta-feira, existisse confusão nos aeroportos, mas apesar dos receios e de algumas manifestações esporádicas, as filas foram normais e a maior parte dos viajantes passou sem protestar pelos scanners automáticos.

Os protestos contra os scanners têm-se multiplicado nos Estados Unidos, com muitos cidadãos a alegarem que se trata de uma invasão de privacidade, enquanto o governo salienta que são medidas de segurança "necessárias e eficientes". Têm também sido publicados artigos sobre possíveis problemas de saúde relacionados com os níveis de radiação dos scanners.

Fonte: JN

sábado, 27 de novembro de 2010

Airbus A380 da Qantas, imobilizado após uma avaria, volta ao serviço

A companhia aérea australiana Qantas prepara-se para colocar hoje ao serviço um dos seus Airbus A380 imobilizados a 4 de Novembro na sequência de uma grave avaria no motor ocorrida em pleno voo.

O Director Geral da companhia, Alan Joyce, estará a bordo deste primeiro Airbus A380 da Qantas que vai retomar o serviço, depois dos motores terem sido substituídos, ligando Sydney a Londres, via Singapura.

A companhia australiana imobilizou a totalidade da sua frota de A380 na sequência da avaria em voo, a 4 de Novembro, de um motor Rolls-Royce num dos seus Airbus que foi obrigado a aterrar de emergência em Singapura.

Fonte: Lusa

Erro na pista de Beja vai custar oito milhões

Com inauguração atrasada dois anos, o aeroporto de Beja já custou 35 milhões de euros, mas um erro detectado na construção da pista vai implicar um custo adicional de oito milhões de euros. Assim, ainda não podem aterrar aviões comerciais.
Sem que tenham sido apuradas responsabilidades, de acordo com a Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB), ouvida no âmbito da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TC), um dos erros mais caros e flagrantes do futuro aeroporto comercial de Beja está na própria pista. "A pista continua a não ter a solidez necessária para ser utilizada por aviões comerciais. Assim, necessita de obras adicionais que ascenderão a oito milhões de euros, antes mesmo da inauguração da infra-estrutura", indica o relatório da auditoria.

Situação devida a "erro no modelo utilizado", não terá sido culpa de ninguém, dado que "não foram apuradas, pelo dono da obra [EDAB] quaisquer responsabilidades".

O TC refere, logo de início, que "merece sérias reservas o facto de o Estado ter procedido à criação de uma empresa pública, cujo volume de negócios, passados nove anos, é inexistente, onde já foram gastos cerca de 35 milhões de euros, em custos directos da obra e custos de funcionamento, sendo ainda necessário despender mais 39 milhões de euros para operacionalizar o aeroporto, bem como dar cobertura a défices de exploração da empresa até 2015".

Os sucessivos atrasos na obra e os trabalhos a mais, devido a erros, por exemplo, serão responsáveis por uma fatia considerável do despendido até ao momento, ascendendo a mais de três milhões de euros: cerca de 2,8 milhões de euros em empreitadas e mais de 300 mil euros em "extensão de contrato sem formalização de adenda" em assessoria à gestão, coordenação e fiscalização do terminal civil. Só em fiscalização das obras foram gastos 1,8 milhões de euros: 51% dos custos com aquisição de bens e serviços.

Em Maio deste ano, a EDAB anunciou nova data para a inauguração do aeroporto. Porém, o TC constatou que muito está por fazer e mais longe ainda está o final dos prejuízos. "Merece, ainda, reserva a capacidade real de a EDAB para apontar como provável, uma data próxima do ano 2020, para atingir o ponto de equilíbrio, num quadro em que a viabilidade económica financeira do projecto não foi, na realidade, assegurada, perspectivando-se assim, quase 20 anos de prejuízos sucessivos de exercício", aponta o relatório.

Relativamente ao objectivo de este aeroporto vir a complementar quer o de Lisboa, quer o de Faro, bem como o de vir a captar voos "low cost" que potenciem o turismo do Alentejo, o Tribunal de Contas sublinha no relatório de auditoria que "não existem ainda nem operadores nem acessibilidades" e que "Beja não tem acessos rodoviários e ferroviários eficientes para o resto do país e para a Europa". O TC diz também que "tanto a Ryanair como a TAP iniciaram, em Fevereiro de 2010, meros contactos exploratórios", mas "não apresentaram propostas interessadas ou interessantes".

Irregularidades

Desorganização
Graças à "deficiente organização", há adjudicações sem elementos (ie, 2,6 milhões de euros para o alargamento de caminhos entre pistas).

Ajustes directos
Em 34 contratos, 17 foram por ajuste directo e, em dois destes, não houve consulta de outras empresas.

Derrapagens
Nas empreitadas, os atrasos chegam a 625 dias ( 322% do prazo contratado), com custos médios de +10%. Nas assessorias, há 330 mil euros a mais sem contrato de extensão.

Cronologia

2001- Constituição da EDAB
Com 82,5% de capital público, é constituída a Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja.

2008 - Data inicial de abertura
Em Dezembro de 2007, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e o Secretário de Estado, das Obras Públicas, Paulo Campos, visitaram as obras "a finalizar em 2008".

2009 - Obras em conclusão
Empresa para o Desenvolvimento do Aeroporto de Beja anuncia fase final da conclusão das obras no aeroporto.

2010 - Abertura no Verão de 2011
Em Maio deste ano, a EDAB anuncia que prevê o início de operações comerciais no Verão de 2011.

Fonte :Erika Nunes,no JN

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Read the 4th amendment perverts

Nas últimas semanas tem-se assistido a um controlo cada vez mais apertado dos passageiros, nos aeroportos dos Estados Unidos.

As mais recentes políticas da TSA (Agência de Segurança de Transportes) são os principais alvos de quem viaja e se vê obrigado a passar por um scanner corporal, que despe virtualmente a pessoa (que pode ser qualquer um, mesmo que não apresentem motivos de suspeita) por completo e, quem rejeitar passar pelo scanner, é revistado dos pés à cabeças se quiser entrar no avião.

Os críticos põem em causa a legalidade deste tipo de controlo, apoiando-se na quarta emenda, que protege os cidadãos americanos de buscas e revistas não autorizadas por um mandado ou por suspeita de ato ilegal.

É essa quarta emenda da Constituição norte-americana que agora é impressa em t-shirts, meias e roupa interior masculina e feminina e pode ser comprada por todos.

As peças de roupa têm escrito o texto da emenda em tinta metalizada, para ser vista através dos scanners, e também há um modelo para crianças, depois da excessiva revista a uma criança, a quem quase o despiram na totalidade.Veja o video em baixo.



Fonte: Expresso. Jorge Fonte

Alguns aviões que transportam os chefes de estado

Palácios voadores

O "Aerolula", um Airbus A-319CJ cheio de luxo, transporta o presidente do Brasil em viagens internacionais, especialmente fora do continente sul-americano. Embora tenha sido apelidada em referência ao actual governante do país, a aeronave servirá aos próximos presidentes .

Foto: Agência Brasil

Dentro do "Aerolula", poltronas confortáveis e mesas de reunião permitem ao presidente continuar no comando do país, mesmo voando a quilômetros de altura. A aeronave também está equipada com avançados sistemas de comunicação, que permitem ao chefe de Estado encontrar qualquer pessoa em qualquer lugar.

Foto: Agência Brasil

Se o presidente do Brasil quiser fazer uma sesta, a cama do Airbus A-319CJ está à disposição. A aeronave também tem um WC, com chuveiro e outros luxos que não se encontram na classe económica dos voos comerciais -

Foto: Agência Brasil

O avião mais famoso do mundo, o Boeing 747 Air Force One, que transporta o presidente dos Estados Unidos, é cheio de segredos. Seus sistemas de defesa permitem que ele escape de ataques de mísseis ou interfira nos radares de aeronaves inimigas. De dentro do avião, o chefe de Estado americano pode até ordenar um ataque nuclear.

Foto: AP

No Boeing 747 da Air India, que faz as vezes de transporte do primeiro-mininstro do país, as defesas contra ataques também estão presentes. A aeronave pode emitir sinais para confundir radares inimigos e tem capacidade de reabastecimento em pleno ar.

Foto: Creative Commons

A rainha e o primeiro-ministro do Reino Unido viajam neste BAe 146, que comparado aos aviões de outros chefes de Estado nem é tão luxuoso assim. A segurança, no entanto, também é uma preocupação aqui. O avião pode soltar flares, bolas de fogo que confundem mísseis guiados por calor.

Foto: Royal Air Force

Este é o nada humilde WC, do Airbus A340 do sultão do Brunei, que tem outros cinco aviões. A pia do lavatório é folheada a ouro, assim como muitas outras partes da aeronave .

Foto: Reprodução

Quando o presidente da França, Nicolas Sarkozy, sai em uma longa viagem, é este Airbus A340 que serve de transporte. Carla Bruni, a bela primeira-dama francesa, também usufrui dos luxos da aeronave presidencial nas viagens que faz ao lado do marido.

Foto: Creative Commons

O enorme avião Ilyushin Il-96 serve ao presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, em suas viagens internacionais. O país se orgulha de sua indústria aeronáutica e sempre utilizou aviões russos nas frotas de transporte oficial.

Foto: Creative Commons

O Tango Uno, um Boeing 757 que transporta a presidente da Argentina em viagens internacionais, virou objecto de polémica quando a filha de Christina Kirchner, Florência, usou o jacto, para visitar amigos na Patagônia.

Foto: Creative Commons

O Tupolev Tu-154 da Presidência da Polónia teve um fim trágico. Apenas 39 horas após esta foto, o avião caiu na Rússia, matando o presidente polaco, Lech Kaczynski, a primeira-dama e outras 94 pessoas. As primeiras investigações apontam para erro dos pilotos, que tentaram aterrar sem as condições necesárias, para o fazerem em segurança.

Foto: AP

Fonte: R7

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Marinha dos EUA, testa novo combustível, no helicóptero Seahawk

Com a intenção de atingir o objectivo de diminuir a necessidade de combustíveis fósseis, a Marinha dos USA, efectuoy um voo experimental com um helicóptero Sikorsky MH-60S Seahawk com uma mistura 50/50 de biocombustível a partir da Estação Naval de Patuxent River, Maryland, no dia 18 de Novembro.

O helicóptero, do Esquadrão de Avaliação e Teste Aéreo 21, baseado em Patuxent River, testou a mistura combustível feita a partir da semente da Camelina, a qual é da mesma família das plantas como a semente de mostarda.

“Este tipo de biocombustível oferece á Marinha uma forma de começar a diminuir a utilização de combustível baseado no petróleo com aumento da segurança energética,” disse o Contra Almirante Philip Cullom, director da Força Tarefa Energética da U.S. Navy.

Actualmente os testes estão sendo efectuados com o MH-60S, um dos mais novos helicópteros da Marinha dos EUA. A missão do MH-60S é a guerra anti-superfície, apoio em combate, ajuda humanitária, busca e salvamento e evacuação aero-médica.

No inicio deste ano a U.S. Navy testou este tipo de biocombustível numa aeronave F/A-18F Super Hornet, apelidada de “Green Hornet”. Os resultados desses testes indicaram que a aeronave executou todo o voo sem perda de capacidade ou desempenho.

O voo realizado com o helicóptero Sea HAwk é mais um passo rumo a certificação do biocombustível de fontes que não utilizam petróleo para ser utilizado em todas aeronaves da Marinha e dos Fuzileiros Navais dos EUA.

Os testes continuarão em todas aeronaves até 2011 com o objectivo de aprovar a mistura de biocombustível para uso nos navios e aeronaves da Marinha dos EUA até o começo de 2012.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Airshow China 2010

A feira aeroespacial China International Aviation & Aerospace Exhibition, ou Airshow China 2010, teve lugar na cidade do sul da China de Zhuhai, e de acordo com o site oficial, é a única exibição aprovada pelo governo central chinês.

O evento ocorreu entre os dias 16 e 21 de Novembro, e reúne grandes fabricantes mundiais, como a Airbus, a Boeing, a Bombardier, a Embraer, e a Eurocopter, além de empresas russas e chinesas, terá a presença de 70 aeronaves e mais de 600 exibidores nacionais e internacionais.

A Airbus participou na 8ª edição da China International Aviation & Aerospace Exhibition com os seus principais produtos, o gigante A380, e o novo A330-200F cargueiro, marcando 40 anos de comprometimento e inovação na China, em particular na cooperação com a indústria de aviação chinesa.

Esta foi a segunda vez que o A380 compareceu na China, pois fez sua primeira aparição durante o Zhuhai Airshow em 2008. Depois do show aéreo, o avião partiu para uma visita á cidade no norte da China, Shijiazhuang.

A Bombardier apresentou a sua grande linha de aeronaves executivas e comerciais no evento. A companhia mostrou na exposição estática o jacto Learjet 60 XR, o Challenger 300 e o novo jacto executivo Challenger 850.

A Embraer participou no evento com uma aeronave executiva Legacy 650, a mais recente do seu portefólio, que no mês passado recebeu a certificação EASA e Brasileira.

A Força Aérea Chinesa (PLAAF) apresenta um grande número de aeronaves, incluindo o AWACS Kongjing-200, bombardeiro de médio alcance H-6 e os caças JH-7 e J-10.

A Equipe Acrobática ‘August 1st’ da Força Aérea da República Popular da China (PLAAF) executou uma apresentação em voo de formação com seis aviões de caça J-10 pela primeira vez num show aéreo aberto ao público durante o China International Aviation and Aerospace Exhibition (Airshow China) 2010, realizado em Zhuhai.

A primeira apresentação foi no dia 17 de Novembro e os pilotos da equipe demonstraram um excelente desempenho com os caças


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

OMC: EUA denunciam subsídios ilegais da UE à Airbus num total de US$ 18 bilhões

Os subsídios concedidos pela União Europeia à construtora de aviões Airbus, considerados ilegais pela OMC, foram de pelo menos 18 biliões de dólares (13,1 biliões de euros), segundo um documento apresentado pelos Estados Unidos ao organismo de apelação da OMC.

"A União Europeia e Estados membros - França, Alemanha, Espanha e Reino Unido - concederam ajuda substancial para o desenvolvimento e a produção de aviões gigantes da Airbus", explica o comunicado americano, divulgado à imprensa.

"Esses pagamentos chegam a pelo menos 18 biliões de dólares", acrescenta, informando que se trata do "maior valor" já analisado em uma disputa na OMC (Organização Mundial de Comércio).

Na acção apresentada em 2004 ante a Organização Mundial de Comércio (OMC), Washington calculou em 205 biliões de dólares (148 biliões euros) o valor do prejuízo gerado, parte dele sob a forma de ajudas públicas dos países europeus, e parte pelos efeitos negativos dessas ajudas.

Uma guerra de titãs opõe a fabricante de aviões europeia Airbus e a americana Boeing ante a OMC. Ambas consideram ilegais os subsídios concedidos por Estados Unidos e Europa às respectivas empresas.

Fonte: AFP

domingo, 21 de novembro de 2010

Low costs ganham um milhão de passageiros à TAP

As companhias low cost presentes em Portugal estão a ganhar mercado à TAP, e não é de forma subtil. Nos primeiros nove meses deste ano, em comparação com igual período de 2009, o conjunto de transportadoras de baixo custo passou de uma quota de 23,9% do total de passageiros de/para os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro e Funchal, para 27,5%. No mesmo período, a TAP passou de 40,1% do mercado para 38,3%. A salvação da companhia portuguesa é a Portela, onde as low costs continuam longe de ter posição relevante. Porém, este ponto forte da TAP, e com a chegada de uma base da easyJet a Lisboa, está também em risco.

As contas do i tiveram por base o cruzamento de compilações estatísticas de tráfego e quotas de mercado dos diferentes aeroportos, divulgadas pela ANA Aeroportos e pelo Instituto Nacional de Aviação Civil, sobre os últimos sete trimestres.

Pela análise, conclui-se que até Setembro de 2009, a TAP tinha transportado mais 3,16 milhões de passageiros do que as low costs, diferença que este ano caiu para 2,2 milhões - um ganho de quase um milhão de passageiros. Nota que em alguns trimestres, e como a TAP vai desaparecendo do top 10 de Faro, não foi possível ter os valores da companhia nacional nesse aeroporto - contudo, o máximo de passageiros transportados pela TAP em Faro este ano não passou os 46 mil passageiros num trimestre.

Tudo somado, nos primeiros nove meses deste ano as low costs transportaram mais 22,6% de passageiros de/para Portugal do que no mesmo período do ano passado - para 2,62 milhões. Já a TAP transportou nestes aeroportos mais 1,8% que no ano passado - para 3,21 milhões de pessoas. O total de passageiros nos aeroportos subiu 6,5%, de 19,51 milhões para 20,78 milhões.

Lisboa e Funchal resistem O ganho de mercado das low costs podia ainda ser superior, caso a TAP não tivesse na Madeira outra pequena fortaleza - apesar da entrada da easyJet nesse mercado, a companhia portuguesa continua a ganhar quota. Já na outra fortaleza, em Lisboa, a TAP tem sofrido apenas uma ligeira degradação da quota. Entre Janeiro de 2009 e Setembro deste ano, a TAP passou dos 58% para 55% do mercado. A low cost EasyJet vai aproveitando lentamente a perda da transportadora nacional, tendo passado de 5% para 8% do mercado no mesmo período. Esta companhia, contudo, está a ambicionar roubar mais passageiros a Fernando Pinto.

Porto e Faro O benefício de ter low costs, em termos de exploração do potencial de uma região, fica bem claro nos aeroportos do Porto e do Algarve. Aqui, onde as transportadoras de baixo custo estão mais implementadas e a crescer, encontram-se os aeroportos onde mais se sente o crescimento do total de passageiros de/para Portugal. Entre Janeiro e Setembro, Porto e Faro cresceram 10,5% em comparação com o ano passado, enquanto Lisboa e Madeira aumentaram 4,1%. O mercado português cresceu 6,5% no mesmo período temporal. Nota ainda para o facto de a TAP estar em constante perda no Porto desde o final de 2009: passou de 39% de quota no Sá Carneiro, para

Fonte: I,por Filipe Paiva Cardoso, Publicado em 20/11/10

sábado, 20 de novembro de 2010

Comac C919. Os Chineses ao ataque.

O Comac C919 é uma aeronave chinesa planeada para ter entre 168 e 190 assentos, com fuselagem curta (narrow-body), a ser construído pela Commercial Aircraft Corporation of China (Comac).

Será o maior avião comercial projectado e construído na China desde o extinto Shanghai Y-10. O seu primeiro voo está previsto para ocorrer em 2014, com entregas programadas para 2016.

O C919 faz parte da estratégia a longo-prazo, que levará a China a entrar num mercado, controlado exclusivamente pela Airbus e pela Boeing, quebrando o monopólio, destes dois fabricantes . Irá competir com o A320 da Airbus e o B737 Next Generation da Boeing.

O C919 é uma aeronave com corredor único e 168 poltronas, medindo 17 metros de comprimento, 5,6 metros de altura e 3,96 metros de largura.

Em comparação com outros modelos do mesmo tipo, o avião C919 será mais seguro, económico, confortável e com melhores performances na protecção ambiental.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Crise, afecta companhias charter

Nas últimas semanas chegaram notícias de novas falências em companhias aéreas, entre aquelas que se dedicam ao segmento charter e que, normalmente, trabalham para os operadores turísticos.

No final de Outubro foi a sueca Viking Airlines. Por uma semana que não ficou com a operação que esteve a ser feita no Verão entre Londres e a ilha do Porto Santo, que era operada pela Atlantic Holidays.

A companhia tinha um avião baseado na capital britânica, uma base que foi também desactivada devido à devolução ao ‘lessor’ dos três aviões com que a companhia trabalhava e consequente insolvência da empresa.

A última má notícia que se conhece foi a do encerramento da Hamburg International Airlines que também voava para a Madeira.

No ano passado teve um volume de negócios de 130 milhões de euros e tinha actualmente uma frota de oito A319 e um B737. Tinha projectos de expansão, pelo que tinha encomendado mais dois A319, para receber em 2011.

A companhia, alemã, tinha metade dos seus voos contratados com o operador Thomas Cook. Tinha base no aeroporto de Weeze, no nordeste da Alemanha e o seu tráfego era essencialmente turístico com grande parte dos voos para as Canárias e Baleares. A companhia já encerrou e base que está a ser desactivada para ser entregue no final do ano às entidades aeroportuárias.

Ambas as companhias fecharam por falta de liquidez, alegando a maior concorrência das companhias de baixo custo e a quebra do mercado de voos charters.

Todos os viajantes foram reencaminhados para os seus países, não se tendo verificado situações de maior dolo para os passageiros, todos clientes de operadores turísticos, segundo a imprensa internacional do sector.

Fonte: Diário de Notícias (Portugal)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

‘Don’t Touch My Junk’.

Será este o "out fit", na fotografia aqui ao lado, a usar pelos passageiros nos USA, ao se apresentarem, para embarcar?

Pelo relato a seguir, parece que será mesmo assim que teremos que nos "vestir", para nos sujeitar-mos ao controle da segurança, antes de embarcar.

John Tyner - um engenheiro de informática de 31 anos, viu adiada a sua viagem de avião para Dakota do Sul, onde iria caçar faisões com seu padrasto no último sábado, dia 13 de Novembro.

Os seguranças do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de San Diego, Califórnia, USA, queriam revista-lo, mas John não deixou.

Prevendo que aquele diálogo não ia acabar bem, ligou a câmara do seu telemóvel, e gravou tudo.

Ao brincar com a possibilidade dos seus genitais serem tocados pelo segurança, desencadeou um processo que o levou a ficar em terra nesse dia. O vídeo foi parar ao Youtube e tornou-se num dos clips mais vistos da rede.




Num dado momento, o segurança do TSA (Transportation Security Administration) avisa:

“Vamos fazer uma revista na sua virilha,” acrescentando, “vou colocar uma mão na sua virilha e outra na sua parte interior da coxa, depois vou deslizar as mãos lentamente para cima e para baixo, duas vezes para frente e duas vezes para trás.”

“Pode fazer isso, mas se tocar nos meus genitais (Junk) vou mandar prende-lo,” disse Tyner num tom irónico para aliviar a “tensão do momento,” segundo relata no seu Blog.

Esta "brincadeira", não foi bem recebida pelo segurança que de imediato chamou o seu supervisor.

O supervisor explicou o processo de revista a Tyner, afirmando em seguida:

"Se não se sentir confortável com este procedimento, podemos acompanha-lo de volta á entrada e você não irá viajar hoje."

Tyner respondeu:
"OK. Eu não entendo isso como uma agressão sexual, mas como uma condição para que possa voar."

"Isto não é considerado uma agressão sexual", contrapôs o supervisor.

"Seria se não fosse o governo", respndu Tyner.

"Ao comprar o seu bilhete, você desistiu de uma série de direitos", retorquiu o supervisor da TSA.

Resultado final deste diálogo ?

Tyner foi levado pela polícia até ao balcão da American Airlines, aonde, para sua surpresa, o valor do seu bilhete, que era não reembolsável, lhe foi entregue, e ficou apeado...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A 15 de Novembro de 1942, desapareceu, no Mar do Norte, Sacadura Cabral

Artur de Freire Sacadura Cabral, aviador, desapareceu no Mar do Norte, a 15 de Novembro de 1924, quando voava em direcção a Lisboa. Dois anos antes, tinha sido o primeiro, juntamente com Gago Coutinho, a atravessar o Atlântico Sul de avião, numa viagem entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

Sacadura Cabral sempre quis ser aviador, mas antes de seguir os seus sonhos, tratou da família. Quem o conta é Helena Sacadura Cabral, sobrinha do navegador e mãe dos políticos Miguel e Paulo Portas:

“O meu avô morreu quando os filhos ainda não eram adultos e o Artur, que era o mais velho, substituiu o pai de família. Foi para África, porque entendeu que lá ganhava mais dinheiro, e só voltou para ir tirar o brevet depois de ter casado as irmãs”.

Helena Sacadura Cabral não tem dúvidas de que foi a determinação do tio que o tornou num dos grandes pioneiros da aviação. Esta determinação, ou teimosia, foi, aliás, algo que herdou do tio.

“Lembro-me do meu pai, quando eu teimava em certas coisas, dizia com muita frequência, que eu tinha a quem sair. Julgo que era justamente porque teria parecenças com o meu tio Artur”, confessa, mas acrescenta logo que o tio “foi bastante mais teimoso”.

Para perceber esta teimosia, basta olhar para a conhecida viagem sobre o Atlântico Sul: ela não foi feita de uma vez e desde a partida de Lisboa até à chegada ao Rio de Janeiro passaram 79 dias, com muitos problemas técnicos pelo meio e muitas possibilidades de voltar atrás. Logo depois de atravessarem o Atlântico, por exemplo, o hidroavião em que seguiam ficou sem um dos flutuadores e foi preciso Portugal enviar outro para que a viagem prosseguisse. Ao todo, foram precisos três aviões para completar o percurso - o Lusitânia, o Pátria e o Santa Cruz. Sem contar com as paragens, a travessia demorou 62 horas de voo.

Sacadura Cabral pilotou o avião, sob a orientação de Gago Coutinho, que experimentava um novo sistema de navegação aérea com recurso a um horizonte artificial adaptado a um sextante.

Os dois conheceram-se em África, antes da Primeira Guerra Mundial, e onde se destacaram como geógrafos e hidrógrafos - nessa altura, nenhum deles sabia ainda pilotar um avião. Gago Coutinho contava que os nativos se maravilharam com a orientação deles - diziam que "os brancos nunca se perdiam porque perguntavam a Deus onde estavam". Na verdade, o que os navegadores faziam era observar as estrelas.

Foi em terras africanas que nasceu o sonho de atravessar o Atlântico de avião e recorrendo a métodos de navegação até aí utilizados no mar. Quando rebentou a Guerra, vieram os dois para Lisboa e, entretanto, deram os primeiros passos na aviação. Em 1918, Sacadura Cabral torna-se Director dos Serviços de Aviação Marítima e Comandante da Esquadrilha da Base Aérea Naval de Lisboa.

O aviador-sonhador sabia que a travessia do Atlântico não ia ser fácil. Na véspera da partida para o Brasil, Sacadura Cabral escreveu uma carta para os jornais onde descreveu a "batalha" que iria travar nos meses seguintes:

"Qualquer viagem é um ponto de interrogação e muito mais esta, que apresenta numerosas dificuldades. A viagem é possível, mas para isso é preciso que tudo corra normalmente ou, se assim o quiserem, que o Padre Eterno se conserve ´pelo menos´ neutral no pleito que se vai travar entre nós e os elementos. Façamos votos por que assim aconteça, mas não cantemos vitória antes de tempo porque... ele nem sempre está de bom humor."

A 30 de Março de 1922, os dois aviadores partiram de Lisboa. Chegaram ao Rio de Janeiro dois meses e meio mais tarde, no dia 17 de Junho. Foram recebidos como heróis.

Dois anos depois, um dos pioneiros da aviação portuguesa desapareceu, enquanto voava sobre o Mar do Norte. Tinha partido de Amesterdão em direcção a Lisboa num avião que queria usar para chegar à Índia. Não chegou. Em terra, ficou uma noiva que ainda durante muitos anos apareceu nas missas em memória dele vestida de branco.

Fonte: Rádio Renascença - Editado por Teresa Abecasis

Mais incidentes com os aviões da Qantas

Uma falha elétrica gerou fumos na cabine do Boeing 747-438/ER, prefixo VH-OEI, da Qantas Airways, forçando os pilotos a retornarem a Sydney, na Austrália, de onde o avião havia descolado.

Este incidente, ocorrido hoje,15 de Novembro, foi o mais recente de uma série de problemas enfrentados pela Qantas, desde a explosão do motor do A380, ocorrida no passado dia 4, e que desencadeou uma onda de receio a todos os utentes não só desta companhia aérea, mas sobretudo, dos passageiros que utilizam o Airbus A380.

O aparecimento de fumos no Boeing 747, não está relacionada com o episódio do superjumbo, mas esta foi a terceira vez que aviões da Qantas tiveram voos abortados, o que desde logo pode até indiciar, menos atenção nos checks, nas verificações, antes das descolagens

A companhia aérea informou que o Boeing 747, com 199 passageiros e 21 tripulantes, partiu de Sidney com destino a Buenos Aires, Argentina - Voo QF-17. O voo, já decorria havia uma hora, quando o fumo começou a invadir o cockpit, a partir de um painel de instrumentos. Os pilotos colocaram as máscaras de oxigénio e executaram todas as tarefas inerentes a uma aterragem forçada, após o inicio do voo, despejando combustível sobre o Oceano Pacífico, antes de fazer uma aterragem de emergência em Sydney.

A Qantas, que se orgulha de seu histórico de segurança, diz que as três falhas ocorridas desde o dia 4 de Novembro foram muito menos graves que os problemas com o A380. A companhia afirmou que os retornos dos seus aviões aos aeroportos, logo após as descolagens,foram preventivos. As informações são da Associated Press.

Veja este clip com mais informações.


domingo, 14 de novembro de 2010

A319, A320, A321, Airbus, lança alerta internaciona.

A Airbus vai lançar um alerta internacional a respeito de problemas eléctricos em alguns dos seus aviões.

A companhia afirma que o alerta terá como alvo os seus aviões, A319, A320 e A321.

O alerta da Airbus ocorre depois de uma série de incidentes, que terão acontecido, com estes jactos. Em Agosto, um Airbus da companhia britânica British Midlands apresentou problemas e não respondeu aos comandos do piloto por vários minutos, com os displays da cabine, deixando de funcionar.

As autoridades do sector de aviação há anos têm demonstrado preocupação com os problemas eléctricos de aviões da Airbus, que ainda não foram explicados.

Incidentes com os A380

A companhia também enfrentou problemas recentemente com seu modelo A380, o maior avião para passageiros do mundo, em operação há três anos.(Ler postes anteriores).

Na segunda-feira, a companhia aérea australiana Qantas suspendeu os voos de todos os seus seis aviões Airbus A380 por pelo menos mais três dias depois de descobrir fugas de óleo em três turbinas.

Na quinta-feira da semana passada, um A380 da Qantas teve que fazer uma aterragem de emergência em Singapura depois da explosão de um dos seus Trent 900. Foi o mais grave incidente envolvendo este novo,modelo da Airbus.

Os Trent 900 do Airbus são fabricadas pela empresa britânica Rolls-Royce e a companhia afirmou nesta sexta-feira que identificou o componente da turbina que apresentou problemas.

De acordo com a Rolls-Royce, as investigações mostraram que a fuga de óleo, originou um incêndio, provocando a desintegração do motor, devido á fracturação de um disco da turbina.

A companhia britânica informou que vai substituir o componente em todos os Trent 900.

A Airbus, por sua vez, afirma que sua prioridade é manter as suas aeronaves que já estão em serviço e, por isso poderá haver atraso na entrega de novos aviões, planeada para 2011.

Fonte: BBC Brasil via O Globo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A Rolls-Royce, alvo de críticas. Em causa, o incidente no Airbus A380 da Qantas

A Rolls-Royce, tornou-se alvo de duras criticas, face á sua fraca reacção pública aquando da explosão de um dos seus reactores, o Trent 900, do Airbus A380 da companhia aérea Australiana, Qantas Airways Lts.

A explosão deu-se em pleno voo, no passado dia 4 de Novembro, e atraiu a atenção mundial, não só porque o Airbus A380, é actualmente o maior avião de passageiros do mundo, mas sobretudo porque o reactor em causa, não tem mais do que três anos de uso, tempo insuficiente para apresentar qualquer tipo de falhas.

A Qantas, paralisou de imediato a sua frota dos seus seis A380. Pensam,os especialistas da industria aérea, que a resolução rápida desta situação, irá minimizar os estragos que poderão vir a afectar a reputação da empresa britânica, Rolls Royce PLC.

Para já este acidente, originou uma forte reacção da Singapore Airlines Ltd, que anunciou a substituição dos reactores Trent 900, em três dos seus onze A380, por reactores novos do mesmo modelo, já que após inspecção, os reactores, apresentavam "resíduos de óleos incomuns".

Segundo informações da Singapore Airlines, os reactores, têm três anos de uso, tendo feito cerca de 10.000 voos, 100.000 horas de voo, e transportando quatro milhões de passageiros, sem apresentarem, até agora, qualquer tipo de avaria.

A Airbus, e as companhias aéreas que operam o A380 equipados com os reactores da Rolls-Royce, já vieram a publico anunciar a substituição dos Trent 900.

As parcas reacções da Rolls-Royce, a crises anteriores - problemas com reactores em alguns aviões de linhas regionais britânicas - indicam claramente uma estratégia cautelosa e "britânicamente" pensada, para proteger a sua reputação, ao mesmo tempo que a empresa procura soluções rápidas e eficazes tecnicamente, que solucionem estas avarias.

O distanciamento da Rolls-Royce, também é cultural. A empresa é dirigida por engenheiros, que preferem deixar a sofisticação, as vendas, e a fiabilidade dos seus produtos, falarem por si.
"O risco para a reputação da empresa, advém mais da rapidez com que solucionam os problemas, e da forma como se comunicam.",declarou o director executivo da consultoria Aviation Advocacy.

O incidente da Qantas, acontece num momento em que a Rolls-Royce, já tinha entre mãos, um problema com o modelo diferente, do reactor que equipa o Boeing 787, em testes.
No entanto a empresa afirmou categoricamente, em comunicado, que os dois incidentes não estão relacionados.

Em Janeiro de 2008, os reactores Rolls-Royce, de um Boeing 777, da British Airways,ficaram entupidas com gêlo, e perderam potência, pouco antes de uma aterragem de emergência, em Londres, no aeroporto de Heathrow.

É claro que os executivos da Rolls-Royce, apressaram-se a minimizar as suspeitas de que os problemas acontecem por erro de projecto dos seus motores. Mas são, de factos incidentes a mais, e que de certeza absoluta, vão fazer mossa na reputação da empresa.

A Airbus, acaba de anunciar, que não fará a entrega de mais nenhum A380, já encomendados, enquanto os problemas do Trent 900 não estiverem cabalmente resolvidos, e enquanto todos os seus Airbus A380, já a operar, não voltarem a voar em segurança absoluta.

Fonte:Aviação.com

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cessna anuncia a criação do jacto civil mais veloz do mundo




A Cessna Aircraft, um dos maiores fabricantes mundiais de aeronaves, anunciou, nesta quarta-feira, um novo avião para o seu portfólio: o Citation Ten, que deve ser entregue ao mercado no terceiro trimestre de 2013.

A velocidade máxima de cruzeiro exacta ainda não foi divulgada, mas será maior que os 973 km/h do Citation X (mais veloz jacto civil em operação no mundo). Este avião, será equipado com duas turbinas de nova geração da Rolls Royce.


"Estamos muito optimistas com esta evolução para o Citation Ten. Com toda a tecnologia, a sua melhoria de performance com maior economia de combustível e o seu conforto interno, podemos já antever uma aeronave com uma das melhores relações custo-benefício do mercado", afirma Leonardo Fiuza, diretor Comercial da TAM Aviação Executiva, há quase 30 anos representante da Cessna no Brasil.

O novo Citation vem com winglets, que permite uma grande evolução em termos de velocidade, alcance, razão de subida e economia de combustível, e foi desenvolvido sobre a plataforma do Citation X.

O novo Citation Ten será capaz de descolar com mais carga que o Citation X e voar sem reabastecimento uma distância maior do que a velocidade do modelo anterior.

O Citation Ten possui uma cabine maior com mais espaço para as pernas e poltronas redesenhadas com maior capacidade de reclinação.



O sistema, controlado por um ecrãn sensível ao toque, permite que cada passageiro regule a iluminação e a temperatura interna, as cortinas das janelas e tenha acesso a uma central de entretenimento com acesso à internet, visualização do mapa de voo, filmes em Blue Ray, música e até envio de mensagens de texto.




Fonte: Terra - Imagens: Divulgação

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

"Guerra" de almofadas em pleno voo




Já é a terceira vez que este tipo de "happning", é reportado.Começou na Lufthansa. Esperemos q não se torne moda.

O facto inusitado ocorreu durante o CO1905 entre Phoenix e o Estado de Washington, nos Estados Unidos.

Nem uma das assistentes de bordo,foi poupada quando tentava cruzar o corredor, sendo repetidamente atingida pelos macios 'mísseis'.

O grupo dos animados passageiros são membros do Fórum Online 'FlyerTalk', e que participavam do 'Star Mega Do 2010', evento de seis dias, em que visitam seis cidades, que fazem parte das rotas das companhias Continental, United e U.S. Air (da Star Alliance).
O grupo deverá avaliar os serviços das companhias aéreas ao final do evento.

Fontes: Daily Mail / R7

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qantas detecta fugas de óleo, e suspende voos com o Airbus A380

A companhia aérea australiana Qantas suspendeu os voos de todos os seus seis aviões Airbus A380 por pelo menos outros três dias depois de descobrir fugas de óleo em três turbinas.

O diretor-executivo da companhia, Alan Joyce, disse que fugas desse tipo seriam inesperados em turbinas com apenas dois anos de idade.

"Estas são turbinas novas em aviões novos e estas não deveriam apresentar problemas deste tipo neste momento", afirmou Joyce à emissora Australian Broadcasting Corporation.

As turbinas do Airbus são fabricadas pela empresa britânica Rolls-Royce.

Na quinta-feira da semana passada, um Airbus A380 da Qantas teve que fazer uma aterragem de emergência em Cingapura, depois da explosão de uma de suas turbinas. Foi o mais grave incidente envolvendo o Airbus A380, o maior avião para passageiros do mundo, nos seus três anos de operação.

O voo levava 430 passageiros e 26 tripulantes a bordo, e todos saíram ilesos. O episódio levou a companhia a tirar de circulação os seis aviões A380 de sua frota - e a causar transtornos para vários passageiros.

De acordo com o correspondente da BBC em Sydney Nick Bryant, cerca de 1,3 mil passageiros da Qantas tiveram que permanecer em Los Angeles devido à suspensão dos voos da companhia com os A380.

O diretor-executivo da companhia afirmou que as investigações sobre os problemas nas aeronaves estão progredindo e sua resolução será uma "questão de dias, e não semanas".

"Vamos levar o tempo que for preciso para ficarmos absolutamente certos, de que estes jactos são seguras para efectuar os voos, a que estão destinados", acrescentou.

Fonte: UOL Notícias - Foto: AFP

domingo, 7 de novembro de 2010

CESTOL - Cruise Efficient, Short Take-Off and Land

Uma mudança não muito radical no projecto dos aviões pode permitir que estes descolem em ângulos mais acentuados e utilizando pistas mais curtas.

Além disso, a alteração proposta por engenheiros do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, reduz o ruído, gerado pelas turbinas, minimizando o impacto ambiental nos aeroportos urbanos.

Permitir que os jactos comerciais descolem e pousem em distâncias cada vez mais curtas é uma meta permanente dos projectistas de aeronaves, e várias abordagens estão em desenvolvimento.

Esse esforço acabou criando uma categoria de aviões, chamada CESTOL (short take-off and landing - aeronaves de aterragem e descolagem a curta distância).

Robert Englar e seus colegas concentraram suas pesquisas num jacto de grande porte, equivalente a um Boeing 737, com uma capacidade para transportar 100 passageiros em velocidades de cruzeiro de cerca de 960 quilómetros por hora.

"Para descolar ou pousar em uma pista curta, a aeronave deve ser capaz de voar muito devagar perto da pista," explica Englar. "O problema é que o voo lento diminui a sustentação disponível para a descolagem e a aterragem."

A solução encontrada pelos pesquisadores foi gerar uma sustentação extra, que não depende da velocidade do ar, mas é gerada de dentro do próprio avião.

Isto foi obtido de duas maneiras: gerando uma sustentação induzida pelos próprios motores e dirigindo jactos de ar sobre a superfície superior das asas durante a descolagem e a aterragem.

Os dois elementos criaram uma capacidade de sustentação do avião sem precedentes.

Se parece simples, por um lado, é necessário lembrar que uma melhor solução para o pouso e a descolagem não pode fazer compromissos que resultem numa queda de eficiência durante o próprio voo.

Este foi o primeiro desafio, para que fosse possível usufruir sobretudo da colocação dos motores acima das asas. Esse posicionamento tem várias vantagens, como oferecer mais sustentação, permitir maior velocidade de cruzeiro e gerar menos ruído.

O principal benefício dessa posição das turbinas é que o ar que sai de seu sistema de escape sopra directamente sobre a parte superior das asas, aumentando a velocidade do ar. Isto gera uma "sucção" sobre a asa, aumentando a sustentação, com grandes ganhos sobretudo em baixas velocidades, como durante a descolagem

Na maioria dos aviões de asas fixas, a superfície superior da asa é curvo. Essa curvatura força o ar a fluir mais rapidamente na parte superior da asa, o que aumenta a sustentação ao reduzir a pressão acima da asa.

Flaps mecânicos aumentam a curvatura da asa, ampliando sua extensão durante a descolagem e a aterragem, e aumentando a sustentação ao desviar o fluxo do vento que flui sobre a asa.

Mas a sustentação gerada pelas asas convencionais não é suficiente para as baixas velocidades de voo e as subidas e descidas íngremes exigidas das aeronaves CESTOL.

Um elemento essencial dessa sustentação ampliada é o controle da circulação do ar por meio da tecnologia conhecida como "asa soprada". Uma fenda estreita, ao longo de toda a borda da asa, logo acima do flap, sopra ar pneumaticamente para fora. O sistema é alimentado pela sua própria fonte de ar comprimido, localizada no interior da asa.

Esta abordagem gera um alto coeficiente de sustentação, muito maior do que o gerado pelo sistema tradicional de flaps - o coeficiente de sustentação é o número que relaciona a sustentação total de uma aeronave com a área de suas asas e sua velocidade de voo.




Video produzido pela FAA-Joint Planning and Development Office, responsável pela futura modernização do sistema aéreo, dos USA, e ilustra como a NextGen Technologies, pretende auxiliar os passageiros, utilizadores da aviação comercial.

Fonte: Site Inovação Tecnológica - Imagens: California Polytechnic State University, e Jorge Tadeu da Silva

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Finalmente , o Metro vai ligar Oriente ao Aeroporto da Portela

O prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa (ML) entre Oriente e o aeroporto da Portela deverá entrar ao serviço no final de 2011, servindo aquela aerogare pelo menos durante seis anos, até 2017 - data em que está prevista a inauguração do novo aeroporto, em Alcochete.

Numa visita às obras em curso, o presidente do ML, José Cardoso dos Reis, garantiu que, "mesmo após o encerramento do aeroporto, esta linha continuará a ser útil para servir os futuros frequentadores daquela área, que poderá vir a ser residencial".

O presidente do ML salientou que este prolongamento da Linha Vermelha, no valor de 210 milhões de euros, não serve apenas o aeroporto, que será a estação terminal. Partindo da actual estação Oriente, a linha cresce mais 3,3 quilómetros e ganha três novas estações: Moscavide, Encarnação e Aeroporto.

Segundo informações fornecidas pela empresa do comboio subterrâneo, "a estação Moscavide constituirá um interface com transportes rodoviários suburbanos". Destaca também a importância da estação Encarnação, que se "situa na zona dos Olivais, uma das mais populosas da cidade de Lisboa, com cerca de 7% do total de habitantes da cidade".

O terminus da estação Aeroporto fica situado por baixo das pistas dos aviões.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Voo directo" estreia dia 12 de Novembro

E eis que finalmente o avião "Voo directo" se faz à pista na antena da RTP1. O embarque está marcado para sexta-feira, dia 12, pelas 21 horas. Mas trata-se de uma espécie de escala, uma vez que a co-produção descola já este sábado dia 6, na TPA, canal público de Angola.

Já há muito que esta viagem de 26 capítulos foi anunciada, chegando agora o momento da sua ignição no pequeno ecrã.

Após algum atraso inerente ao olear da máquina que faz mexer a parceria entre a RTP e a TPA, a série "Voo Directo", que marca o regresso de Soraia Chaves à representação por terras lusas como protagonista da trama, fará o seu percurso semanal, às sextas-feiras, no horário nobre da estação do Estado.

Para assinalar o arranque da intriga que versa, justamente, os meandros das companhias aéreas, tendo como palcos de acção as cidades de Lisboa e Luanda a produtora SP Televisão em conjunto com a RTP, organizaram uma original recepção.

Equipa, responsáveis e jornalistas reuniram-se, com direito a bilhetes, inclusive, para o voo inaugural da série: a projecção das primeiras imagens.

"Senhores passageiros do 'Voo Directo" pedimos a vossa comparência junto à porta de embarque", ouviu-se de fundo. Depois da última chamada, com a tripulação acomodada e a nota de boas vindas feita ecoar pelo comandante, deu-se, então, a descolagem do apanhado da história no monitor do avião. Cerca de dez minutos volvidos, a mesma voz disse: "Chegámos ao destino. Informamos que lá fora há um espaço para entrevistar e fotografar".

Retrato de uma geração

A "componente moderna, contemporânea" e a promessa de "boas noites de entretenimento" na RTP1, foram os aspectos frisados pelo director de Programas, José Fragoso, quem não se cansa em reforçar a ideia de que "o prumo estratégico do canal" assenta na aposta "em séries diferenciadas" em detrimento das novelas.

Por seu turno, Jorge Marecos que representa a produtora, enalteceu o cariz pioneiro da trama e o facto de vir a estar no ar simultaneamente em Angola e Portugal.

"Foi um processo complicado, que necessitou de tempo para amadurecer", atendendo à confluência de esforços dos dois países. Relevou ainda: Soraia Chaves, figura de proa da narrativa cuja tónica se deposita na vida de quatro assistentes de bordo na casa dos 30, sublinhou "a incrível experiência" do que rotulou de três meses de "aventura". "É uma série muito fresca, feminina", realçou a actriz.

Certa de que, sobretudo "as mulheres se identificarão bastante", parte do combustível da engrenagem reside também no lado icónico de cada personagem que, no fundo, tipificam toda uma geração. Maya Booth, Erica Chissapa e Micaela Reis desempenham outros dos principais papéis.

Soraia Chaves grava ficção de época em Barcelona

Soraia Chaves investiu na formação profissional no país vizinho, encontrando-se de momento a residir em Espanha, onde, aliás, irá permanecer, pelo menos, durante mais dois anos.

Paralelamente aos estudos, a actriz adiantou que está envolvida num projecto de época para a Tele 3, tratando-se, por sinal, de uma co-produção com o nosso país, embora tenha optado por não revelar com que canal.

"Estou a gravar em Barcelona. É uma minissérie de dois episódios sobre a I Guerra Mundial", avançou. Nicolau Breyner, Sílvia Rizzo e Filipe Duarte integram o restante elenco luso do conteúdo catalão intitulado "Cidade Neutral".

A título de curiosidade Soraia confessou que está a ganhar aversão a aviões. "No início tinha medo, depois, com tantas viagens, passou por completo e agora está a voltar, não sei bem porquê", comentou.

Por : Elsa Pereira, no JN de 04-11-2010