segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A crise, obriga a promoções nos Hoteis Portugueses

Menos voos, menos quartos de hotel ocupados, menos cruzeiros, menos entradas em museus. O turismo não resiste à crise mundial e os dados relativos a Portugal espelham uma realidade que não foge à regra.

"Pela primeira vez desde há muito tempo, os objectivos traçados para a cidade de Lisboa não foram cumpridos, significando uma linha de esforço mais acentuada para os próximos meses", alerta o Observatório de Turismo de Lisboa.

O ramo hoteleiro nacional já adoptou medidas de incentivo ao turismo com uma descida dos preços dos hotéis na ordem dos 12%, relativamente a 2007, tornando Portugal num dos países com os hotéis mais baratos da Europa. Segundo dados do Hotel Price Index, uma noite num hotel custa agora, em média, 77 euros, em vez dos 87 euros cobrados há cerca de um ano. Hostels e pousadas da juventude parecem ser as novas alternativas a uma dormida menos dispendiosa, enquanto hotéis e estâncias turísticas se desdobram em descontos e promoções originas e apelativas.

Bernardo Inn, um resort de luxo em San Diego, Estados Unidos, oferece uma dormida por 13 euros, se o cliente estiver disposto a montar uma tenda no quarto e trouxer todos os produtos de higiene. "Queríamos fazer algo divertido e inteligente. Esta é uma forma de fazer algo positivo com a crise económica e, ao mesmo tempo, oferecer uma experiência diferente aos clientes", explica John Gates, gerente, acrescentando que já têm 50 reservas até ao final da promoção. No mesmo sentido, várias agências de viagens espanholas estão a oferecer cruzeiros de sete dias a 750 euros, para uma vasta lista de destinos.

A crise faz-se sentir também nas viagens, com vantagens óbvias para as companhias low cost, preferidas por um número cada vez maior de pessoas. A Easyjet transportou mais 4,3% de passageiros em Julho, face ao mesmo período de 2008. No mesmo mês, a concorrente Ryanair, bateu o recorde mensal, registando um aumento de quase 1,1 milhões de passageiros face ao período homólogo de 2008. No seu balanço semestral, a companhia low-cost sublinha que "os passageiros estão a preterir companhias que praticam tarifas altas e aplicam sobretaxas de combustível, optando pelas de baixo custo".

Depois de perdas de 88% no segundo trimestre do ano, a Lufthansa tomou medidas para contrariar esta tendência: comprometeu-se a compensar com 20 a 200 euros por dia os passageiros cujas férias sejam estragadas pela chuva (mais de 5 mm de precipitação por dia). A campanha abrange 36 destinos, incluindo Lisboa.

Por: Marta Sequeira

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