terça-feira, 21 de julho de 2009

ANZ, não temos nada a esconder...

A equipe de marketing da Air New Zealand é uma das mais ousadas deste mercado tão tradicional, quando chega a hora de publicitar, o seu produto.
Há dois anos, levou a cabo uma campanha publicitária, irreverente e só para homens...e carecas. Teve a feliz ideia de tatuar, no couro cabeludo, desprovido do respectivo adorno piloso, tipo um outdoor ambulante, a simples frase, Fly ANZ pintada com uma tinta indelével especial e com durabilidade de três meses. Durante esse período, o escolhido, ficava obrigado a manter a cabeça descoberta, especialmente se circulasse em aeroportos e locais de maior movimento. E, claro, facturava uns bons trocados. Porquê os carecas..??? Então não sabem, que é dos carecas que eles gostam mais..???

Agora, uma nova campanha faz o maior sucesso no YouTube. Para anunciar as regras de segurança e vender a qualidade do atendimento, a ANZ lançou em Maio três filmes nos quais as suas tripulações atendem com uniformes pintados sobre os corpos nus. O chamado body painting.

O slogan da campanha é muito feliz: “ANZ, não temos nada a esconder” e os resultados deixaram o presidente, Robin Fyfe, “entusiasmado”. Além da brincadeira óbvia com a nudez do PNT (Pessoal Navegante Técnico), PNC (Pessoal Navegante de Cabine), e das equipes de terra – todos são funcionários da empresa – é uma alfinetada nas empresas do tipo low budget (baixo custo, baixa tarifa).

Em algumas delas, o valor do bilhete é baixo, mas tarifam-se outros items, em que a soma vai dar o mesmo que o preço de um bilhete normal. Ryan Air e EasyJet são bons exemplos dessa prática, que inclui aeroportos distantes dos centros – o que implica, transfers nem sempre baratos – sobretaxa pelo segundo volume de mão, pelo check in, sempre que este não for feito online, por qualquer coisa que se coma ou beba durante o voo e até pelo uso dos toilettes.
Na ANZ, o serviço de bordo está incluído no preço.

O filme com a publicidade, foi lançado, em Maio. Mostra os passageiros surpreendidos no átrio do aeroporto ao passarem por comissários com o corpo pintado. Noutra cena, uma passageira fica embaraçada ao descobrir, da janela do avião, o que o funcionário carregava juntamente com o volume, do trator para o porão de carga do avião. Na terceira cena, a assistente oferece um café a um casal, sendo que o marido está sentado no corredor e tem uma reacção peculiar dada a distância para o corpo nu da moça. Vale destacar que tudo é feito com o maior bom gosto, com sensualidade mas sem nenhuma cena mais explícita ou apelativa. A assistente, por sinal, é belíssima.

No making off disse, como as outras colegas, que estava bem à vontade e não sentiu dificuldade para filmar nua no ambiente de trabalho onde costuma actuar – as cenas de cabine foram gravadas dentro de um avião da companhia, estacionado numa área remota do aeroporto de Auckland.

O sucesso da propaganda foi tão grande que Fyfe decidiu adoptar o mesmo critério para rodar os vídeos que levam aos passageiros antes dos voos as demonstrações sobre procedimentos de segurança.
“A idéia foi manter os olhos de quem estava a bordo literalmente colados aos monitores”, afirma o director do vídeo no making of também disponível no YouTube.

Novamente, nesse caso, a linha do bom gosto prevaleceu. O piloto aparece falando do cockpit – devidamente “vestido” – e a chefe de cabine faz a apresentação acompanhada pelos comissários. Apenas quando um deles mostra como afivelar os cintos é que o corpo aparece, assim mesmo encoberto pelo braço da poltrona. A assistente está de pé, com os seios encobertos pelos braços e pelo encosto da poltrona. A preocupação da companhia em não passar do limite foi tão grande que no making of uma das cenas mostra o câmera man a correr para corrigir a posição do braço da assistente. Ela mesma não parece estar preocupada com a exposição.

A iniciativa da ANZ segue a tendência de transformar as demonstrações de segurança em algo atraente, aproveitando o fascínio que as asistentes exercem, e a possibilidade de explorar o humor. É o caso, por exemplo, de Katharine Deltalina Lee, o belo rosto que a Delta usa no seu vídeo, que em um mês de exibição no YouTube teve 300 mil exibições. A jovem virou uma estrela e a segurança de voo melhorou.


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