terça-feira, 7 de julho de 2009

Aeroporto de Lisboa, virou, parque de estacionamento de aviões.

O Aeroporto de Lisboa pretende activar a partir do próximo dia 15 a sua segunda pista, altura em que os ventos sopram de Norte e as aterragens e descolagens são mais seguras nessa pista. Só que a crise internacional que atinge as companhias aéreas inundou o aeroporto de aviões estacionados e muitos deles estão precisamente na pista que agora se pretende abrir.
A crise internacional levou a que neste momento as companhias aéreas tenham muitos dos seus aviões em terra e não no ar.

A ANA, empresa que gere o aeroporto de Lisboa, foi recebendo os pedidos e quando os lugares nas placas se esgotaram os aviões passaram a ser colocados na segunda pista que se encontra fechada devido às obras que decorrem na Portela, pista, que a ANA vai querer utilizar a partir de 15 de Julho e por razões de segurança.

É que a partir dessa altura os ventos sopram de Norte e as aterragens e descolagens são mais seguras na segunda pista, agora transformada num gigantesco parque de estacionamento de aeronaves.

Um problema grave porque, caso a segunda pista não possa ser utilizada, a Empresa pode ter que recusar voos para a Portela, já afirmou à RTP Francisco Severino, director da ANA.

"Nós neste momento temos problemas graves de estacionamento até porque com esta crise há mais aviões estacionados no aeroporto. Basta dizer que as companhias baseadas têm cerca de 101 aviões e o aeroporto só tem, neste momento, 51 posições de estacionamento", esclareceu Francisco Severino.

Se as companhias não retirarem os aviões, com o aumento do fluxo de passageiros do Verão e as mudanças dos ventos podem obrigar a empresa a recusar voos e a provocar o caos no aeroporto.

"Nós recebemos por dia, no período das seis às sete da manhã, 12 aviões que vêm de África e do Brasil. Se esses aviões atrasarem o problema arrasta-se durante o dia inteiro", recorda o director da ANA Aeroportos.

Francisco Severino diz que gostaria que as companhias pensassem que têm ajudar neste processo porque "os aviões não podem ficar parados no aeroporto de Lisboa, não é estacionados, é parados", refere.

A partir de Julho, se não forem tomadas medidas que já foram transmitidas às companhias aéreas, a situação pode tornar-se grave e para que tal não venha a suceder a ANA está disposta a dar incentivos às companhias aéreas.

"A ANA está disposta a dar alguns incentivos a essas companhias aéreas para que ao aviões saiam daqui", referiu Francisco Severino sem especificar que tipo de incentivos podem ser dados.

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