quinta-feira, 2 de julho de 2009

Aerofobia

O título deste post está na moda.

Aerofobia, termo médico de origem grega, é o pânico mórbido de estar ao ar livre ou exposto a correntes de ar. Significa também, mais especificamente, medo de voar de avião. Pouco menos da metade dos passageiros, que voam de uma forma regular, admite sofrer desta ansiedade, muitas vezes associada com a claustrofobia (medo de permanecer espaços fechados) e com a acrofobia (medo irracional e irreprimível das alturas).

Uma pesquisa recente revela que apenas 6% das pessoas se sentem totalmente, seguros dentro de um avião. No entanto, trata-se do transporte mais confiável com 0,002 mortes por 100 milhões de passageiros/km. Segundo as estatísticas, um qualquer utilizador de um veiculo de duas rodas, motos por exemplo, tem a hipótse 700 vezes maior de morrer, do que um passageiro de avião.

O avião em si não atemoriza as pessoas, mas sim, a idéia de que fazem deste meio de transporte. A desconfiança e o mistério ajudam a propagar a fobia.

Neste particular, os fabricantes de aeronaves, as companhias aéreas e autoridades da aviação tem imensa responsabilidade neste estado de espírito das pessoas. O mundo não está livre de acidentes aéreos, mas conviverá melhor, com uma aviação civil mais transparente. Por razões comerciais e corporativas, o universo aeronáutico é um circulo fechadíssimo. Bem mais do que os transportes ferroviários, marítimos ou auto motores, e o grande publico, tem uma informação muito filtrada, de tudo o que acontece de "anormal" nos milhares de voos que cruzam os céus, diariamente.

O que hoje se publica, quase ao minuto, sobre pequenas incidências nos aviões, sempre aconteceram. Só que dado os últimos acidentes aéreos, que ocorreram num curto espaço de tempo, matando milhares de pessoas, ganharam destaque, obrigando os midia, na sua ânsia de vender, a esmiuçarem as informações, sejam elas quais forem, relacionadas com o transporte aéreo, e a destacá-las, de uma forma que não o faziam há uns meses atrás.

“Sete em cada dez acidentes, a causa é humana”, diz Ronan Hubert, perito em acidentes aéreos que criou em 1990, um centro de arquivos em Genebra na Suíça, onde estão registados mais de 17.000 casos. Hubert observa que o aumento das melhorias tecnológicas nos aviões trouxe uma outra tendência, a excessiva confiança dos pilotos nos aparelhos.
“A formação dos pilotos é uniforme no mundo todo, mas a actualização de conhecimentos é bem menor” , diz ele.

O jornal Le Parisien dá conta na sua edição de hoje que devido á aerofobia houve um aumento de pedidos de demissões entre o pessoal de bordo da Air France. A companhia enviou comunicado desmentindo formalmente que 150 assistentes de bordo, tenham pedido a sua demissão.
Por Antonio Ribeiro

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