terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Airbus, parecem tordos a cair...o que se passa ?

Mais um Airbus 310, acidentado. Começam a ser demasiados acidentes com este tipo de equipamento, e começa a ficar demasiado degradada, a imagem da Airbus.
Ou serão apenas coincidências...

O Ministro francês dos Transportes disse que a inspecção feita em 2007 havia detectado 'alguns defeitos' no Airbus A310 da Yemenia, que caiu no Oceano Índico na madrugada desta terça-feira (30 de Junho de 2009), com 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo.

Dominique Bussereau, disse numa entrevista à rádio Europe 1 e ao canal de TV iTélé que a aeronave "havia sido examinada em 2007 pela Direcção Geral da Aviação Civil da França, e que foram encontrados e reportados, alguns defeitos.

"A aeronave, após essa data, não reapareceu no território francês", afirmou o ministro, que afirmou ainda, que a Yemenia não integrava a lista negra de companhias aéreas que apresentam problemas de segurança, "mas era objecto de controles reforçados por parte das autoridades francesas e deveria ser inspeccionada em breve pelo Comité de Segurança da União Europeia".

A Airbus informou que o avião datava de 1990 e tinha 51,9 mil horas de voo,e foi comprado em segunda mão, pela companhia Yemenia em Outubro de 1999.

O ministro, aflorou a ideia de que as condições meteorológicas podem ter sido a causa do acidente, mas ressaltou que "tudo ainda é muito vago".

"Fala-se de uma tentativa de pouso, de uma tentativa de abortar a descolagem, e de uma nova tentativa de aterrar, que falhou", afirmou o ministro.

O avião transportava 66 franceses, segundo fontes aeroportuárias do país, citadas pela imprensa francesa. Vinte e seis teriam embarcado na noite de segunda-feira no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, e os outros 40 teriam embarcado em Marselha, no sul da França.

O voo, que havia descolado de Sanaa, no Iêmen, com destino a Moroni, em Comores, caiu no mar a aproximadamente 15 quilómetros ao norte do arquipélago africano, cerca de 30 minutos antes de aterrar, nas proximidades da cidade costeira de Mitsamiouli.

Ainda de acordo com a rádio local, "corpos foram vistos a boiar no oceano" e uma mancha de combustível foi vista a cerca de 29 km de Moroni, a capital de Comores.

Parte da fuselagem do avião também teria sido vista pela aviação civil do Iêmen.

A marinha francesa, enviou dois navios e um avião de transporte militar, que transportarão até Comores mergulhadores franceses, lanchas insufláveis rápidas e uma equipe de médicos e enfermeiros, segundo Christophe Prazuck, porta-voz do Estado Maior das Forças Armadas Françesa.

O presidente, Nicolas Sarkozy, pediu às Forças Armadas do país para fazer o máximo possível para prestar assistência aos passageiros e à tripulação do avião.

O acidente com o Airbus A310 ocorre quando se completa um mês, sobre o acidente com o A330 da Air France, em que apenas 51 corpos foram encontrados, tendo as buscas terminado na última sexta-feira.

O BEA, o mesmo órgão francês que investiga o acidente, ocorrido em águas brasileiras, informou esta terça-feira, num comunicado, que irá enviar para o local do novo acidente, no Oceano Índico, uma equipe de investigadores acompanhada de especialistas da Airbus.

Até á data, foi encontrado apenas um sobrevivente, uma criança de cinco anos. Segundo o presidente da companhia aérea, o capitão Abdulkhalek al-Kadi, a criança foi retirada do mar e levada para um hospital.

O impressionante nesse caso é exactamente ter havido apenas este sobrevivente, uma criança, um menino. Sabe-se, que o Airbus, voava a baixa altitude.

As suspeitas em torno das causas envolvem circunstâncias bem diferentes das registadas com o A330 da Air France.
Este Airbus, cumpria apenas a ligação entre Sanaa, capital do Iêmen, tendo como destino final as Comoros num voo que havia começado em Paris - oficialmente houve troca de avião no Iémene, com o A330, que descolou de Paris, a ficar na pista de Sanaa, mas o voo continua noutro avião, com a mesma designação.

Especificamente, este A310, que caiu no Indico, tinha sido reprovado em fiscalizações de segurança realizadas pela União Europeia e a companhia não o utilizava em rotas que passassem por locais com o nível de controle, que se pratica na União Europeia.

Uma outra questão, a ter que ser levado em conta, advém das dificuldades técnicas de operar no aeroporto de Moroni, a capital de Comores. A pista fica paralela a uma montanha e apenas uma das cabeceiras é equipada com instrumentos de auxílio á aterragem, como o ILS.

Ventos fortes e cruzados são muito comuns e nos fóruns os comentários são muitos a respeito da dificuldade que é imposta aos pilotos ali, sobretudo perto do momento do Flare - quando o comandante "arredonda" a aeronave, elevando um pouco o bico para o toque na pista.
Há uma referência específica ao facto de a pouca iluminação na ilha, induzir nos técnicos que vão no cockpit, uma sensação de "buraco negro" quando a aproximação ainda está muito afastada da ilha.

Os primeiros relatos indicam que o piloto fez a aproximação e antes do toque fez uma curva não explicada, acabando por se acidentar. Mas, por enquanto, são tudo especulações. Vamos mais uma vez, aguardar pelas caixas negras, para se tirarem as conclusões finais.

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Fonte: Reuters via G1

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