segunda-feira, 15 de junho de 2009

Os acidentes, acontecem, dentro da normalidade.

De repente, parece que os aviões em todo o globo, "resolveram" pregar partidas, ás companhias aéreas e aos seus fabricantes, e desataram a "queixar-se" das suas enxaquecas e outros males menores.

Mas como voar, de uma forma autónoma, é só mesmo para as aves, os homens enchem-se de temores e especulam por tudo e por nada. E isto, porque, ainda está bem viva na memória colectiva da humanidade, a perda de 228 vidas no acidente da Air France.

Antes, já sucediam pequenas avarias, e os media, nada reportavam. Era normal. Agora, todo o acontecimento, relacionado com aviões, ganha destaque de primeira página. Por isso aqui deixo hoje, duas noticias, que em qualquer outra altura do passado, não mereciam destaque, mas serve igualmente, para frisar que, avarias menores, considero eu, sempre aconteceram e sempre irão acontecer.

Um voo da TAP com destino à Cidade da Praia, em Cabo Verde, com 82 passageiros a bordo, foi obrigado a regressar a Lisboa, no sábado à noite, devido a uma avaria e após 40 minutos sobre o Atlântico, divulgou o porta-voz da companhia aérea nacional, António Monteiro.

"Não houve em nenhum momento qualquer espécie de perigo para os passageiros, mas, verificada pela tripulação a ocorrência de uma anomalia, foi decidido regressar a Lisboa, uma vez que seria necessário voar mais três horas até chegar a Cabo Verde", acrescentou António Monteiro.

"As causas da avaria não são ainda conhecidas", disse o mesmo responsável, precisando que a avaria ocorreu num Airbus A319. O aparelho encontrava-se ainda ontem a ser reparado, pelo que os passageiros só deverão embarcar hoje para Cabo Verde num outro avião:

O acidente aéreo com um Airbus 330, da Air France, que efectuava a ligação Rio de Janeiro-Paris e que caiu no Atlântico, provocando a morte às 228 pessoas a bordo, a 31 de Maio, parece não ter afectado os portugueses.

Os voos da TAP para as cidades brasileiras de Fortaleza, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro são dos mais procurados nesta altura do ano pelos portugueses para passar férias e continuam cheios.

Há sempre pequenas e de alguma forma normais, avarias com todos os aviões, em todas as companhias, em todo o mundo, mas neste momento, e devido ao sucedido com o Airbus da Air France, todo e qualquer percalço, que aconteça na área do transporte aéreo, ganha maior destaque, e aumenta o receio dos passageiros. Mas são apenas coincidências, e não têem nada de extraordinário. Eis um breve resumo, dos poucos, como se vê, "acidentes" com os aviões da TAP, desde 2007.

EM LUANDA
Um avião da TAP aterrou, a 2 de Abril, no aeroporto de Luanda com uma avaria num dos reactores, que terá ‘sugado’ uma ave. O avião levava 240 passageiros.

AVARIA NO AR
Um voo da TAP para Bissau regressou a 15 de Fevereiro de 2008 a Lisboa depois de ter sido detectada uma avaria, obrigando os 199 passageiros a pernoitarem num hotel. A avaria foi detectada no sistema hidráulico.

FALHA num A330
O voo TP192, que partiu de São Paulo a 6 de Fevereiro de 2007 avariou e teve de regressar. No dia seguinte, o avião partiu para Lisboa, mas aterrou no Recife, devido a nova avaria.

De salientar ainda, que há outras companhias aéreas, que também reportam problemas com os seus aviões. Algo, que nem todas as transportadoras aéreas fazem, com receio do impacto que isso possa ter no fluxo de passageiros

É o caso da Ibéria, que relatou um novo problema envolvendo um Airbus, o sétimo em cinco dias com aviões daquele fabricante, e obrigou, igualmente neste sábado (13 de Junho) um Airbus A320 , que ia de Madrid para Copenhagem a regressar ao aeroporto de Barajas, 40 minutos depois de ter decolado.

Apesar do susto a bordo e da apreensão em terra, o voo 3304 da Ibéria aterrou sem problemas às 12h40 (hora local) em Barajas, de onde tinha descolado rumo à capital dinamarquesa.

De acordo com fontes aeroportuárias, o piloto detectou uma avaria no sistema de navegação e, apesar de manter o controle do aparelho, optou por regressar a Madrid para garantir a segurança dos 190 ocupantes. Em terra, forças de segurança, equipes de emergência médica e bombeiros foram accionados, mas não tiveram de agir.

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