sábado, 20 de junho de 2009

Morte de comandante, aos comandos de aeronaves, é mais frequente, do que se pensa

Casos como o do piloto da Continental Airlines que morreu em pleno voo entre a Bélgica e os Estados Unidos na última quinta-feira são mais comuns do que se imagina, segundo o escritor e piloto Ivan Sant'Anna.
"Pilotos vivem sob estresse e podem ter problemas cardíacos, que às vezes não são detectados com antecedência", disse em entrevista ao Terra.

Na própria Continental há relato de um incidente semelhante, registado em Janeiro de 2007, quando um piloto do voo 757 entre Houston e Puerto Vallarta, no México, morreu após a descolagem, com 210 passageiros a bordo. O avião aterrou a salvo nm aeroporto do Texas.

Em Fevereiro de 2008, um avião da British Airways que tinha saído de Manchester, no Reino Unido, com destino a Paphos, no Chipre, foi desviado para Istambul quando um dos pilotos morreu. O avião, aterroou normalmente sem que nenhum dos 156 passageiros tivesse notado qualquer anomalia no comado do avião.

Apesar dos instantes de preocupação pelos quais passaram os 247 passageiros a bordo do voo 61 da Continetal Airlines quando um membro da tripulação os questionou sobre a presença de um médico no avião, estes não correram nenhum risco após a morte do comandante do Boeing 777. Conforme explicou Sant'Anna, "os copilotos têm formação suficiente para voar sozinhos, e se houvesse qualquer risco, os copilotos poderiam ter retornado ao país de origem em vez de seguir viagem até o destino final. Ninguém correu risco. O avião cumpriu seu plano de voo exactamente como deveria", disse.

A aeronave da Continental Airlines aterrou no Aeroporto Internacional de Newark, um dos três que prestam serviço internacional a Nova York. Para Sant'Anna, o facto de a aterragem, ter ocorrido num aeroporto movimentado prova que não houve qualquer risco.

Fonte: Ana Ávila (Terra)

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