quinta-feira, 4 de junho de 2009

Air France sofreu ameaça de bomba 5 dias antes de acidente

A Air France recebeu uma ameaça de bomba no aeroporto internacional de Ezeiza, na Argentina, quatro dias antes do desaparecimento do voo 447 sobre o oceano Atlântico.
A ameaça, feita no dia 27 de Maio, era direccionada ao voo 415 - estacionado em Buenos Aires às 8h30 -, e que partiria rumo a Paris no fim daquela tarde. O avião estava fora da pista, sem passageiros - e sem bagagens carregadas - quando a empresa, às 9h59, recebeu um telefonema anónimo que alertava sobre a existência de uma bomba no aparelho.

Segundo as fontes, a voz masculina do anónimo denunciante da bomba tinha sotaque estrangeiro. O homem que telefonou aos escritórios da Air France localizados no centro de Buenos Aires iniciou a conversa com o funcionário da Air France perguntando a que horas partiria o avião.

Quando o funcionário respondeu que deveria ligar para o call center para ter tal tipo de informação, o denunciante disse "há uma bomba nesse avião" e desligou em seguida.
O avião, que tinha horário de partida às 17h05, foi inspeccionado minuciosamente pelas forças de segurança especializadas em explosivos. O avião foi autorizado a descolar depois de a polícia confirmar, de que não havia bomba no aparelho. A inspecção atrasou a partida em meia hora.

Segundo os diários ingleses "Daily Mail" e "The Sun", as autoridades estão a investigar uma suposta ligação entre essa ameaça de bomba no voo 415 e a queda do voo 447 apenas alguns dias depois.

"As investigações estão em curso para sabermos se a ameaça de bomba na Argentina tem alguma ligação com o que aconteceu com o voo acidentado. O terrorismo não pode ser descartado enquanto não encontrarmos a causa para essa tragédia", disse uma fonte da Air France.

Na última segunda-feira, o site do jornal francês "Le Figaro" publicou uma entrevista com um piloto da Air France que afirmou considerar provável que uma bomba tenha explodido no avião. O comandante, especialista em viagens de longa distância, acredita que o voo foi vítima de um ataque terrorista.

Anteontem, o ministro da Defesa da França, Hervé Morin, afirmou que as autoridades do país vão considerar a hipótese de atentado enquanto as causas do acidente não ficarem esclarecidas.

Por Ariel Palacios,em "O Tempo".

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