terça-feira, 2 de junho de 2009

Air Bus da Air Frace, alvo de acção, terrorista????

Uma entrevista publicada no site do jornal francês Le Figaro nesta segunda-feira ,1 de Julho, acrescenta o terrorismo às hipóteses sobre o desaparecimento, enquanto sobrevoava o oceano Atlântico, do Airbus 330 que fazia o voo 447 (Rio de Janeiro-Paris) da Air France.

Segundo um piloto da própria Air France, que concordou em falar ao Figaro mas pediu anonimato, "pode muito bem imaginar-se, que uma bomba tenha provocado a despressurização do avião, e que em consequência, este, tenha sido destruido". Este, no entanto, é somente um dos cenários imaginados pelo profissional, e que envolveria um artefacto de pequeno poder explosivo. Outra possibilidade é a de que uma bomba muito maior tivesse destruído o avião de uma só vez.

"Poderia ser [também] uma bomba grande, que tenha explodido dentro do avião. Isso explicaria o facto de a aeronave não ter tido tempo de enviar um sinal de alerta", afirmou o piloto ao jornal. O Figaro, de linha editorial conservadora, é um dos dois jornais mais importantes da França (o outro é o Le Monde).

A hipótese de o avião da Air France ter sido vítima de um atentado, segundo este piloto, é mais plausível do que a de um raio o ter atingido e causado o acidente - algo que foi sugerido pelo ministro dos Transportes da França, Jean-Louis Borloo.
"Na história da aviação, não se conhece actualmente, casos de raios que culminem com a perda de uma aeronave", disse o piloto.

Avaria eléctrica de qualquer tipo no Airbus é outra hipótese da qual o piloto ouvido pelo Figaro prefere desconfiar. Segundo ele, cada avião conta com cinco fontes de electricidade, e todas elas teriam de falhar para que o seu controle ficasse totalmente comprometido.
"Seria preciso que todas elas estivessem com problemas, o que me parece difícil", apontou.

Por fim, o piloto da Air France disse que há indícios claros de que uma forte turbulência atingiu o avião, e que a provável tragédia do voo AF 447 aconteceu depois dela. Mas concluiu:
"Na verdade, o que é quase certo é que não se saberá jamais o que realmente se passou. O avião estava sobrevoando o Atlântico e seus destroços podem estar espalhados por 10 km no mar."

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