quarta-feira, 6 de maio de 2009

Terrafugia Transition, o carro avião.

O Terrafugia Transition é mais um veículo, resultante de uma série de tentativas que atravessaram o século 20 - a primeira tentativa foi em 1917, com o americano Glen Curtiss – e entraram pelo século 21 com a finalidade, de tentar fundir carros com aviões.
Lembram-se da série de animação do Jorge Jetson? Pois é mais ou menos essa ideia, que persegue os futuristas, que querem ter na garagem, um carro que voe....

Não é por acaso, que o editor da Popular Mechanics, Tyghe Trimble, compara essa busca atemporal à lenda do Holly Graal - já foram idealizados 104 projectos até hoje.

A transformação de carro em aeronave, neste híbrido, dura apenas 15 segundos, tempo que as asas dobráveis levam para serem abertas. O Terrafugia, carro, "transforma-se" em avião, de dois lugares, num abrir e fechar de ...asas.

Será colocado no mercado, como um símbolo da liberdade na aviação, como definiu o CEO da empresa fabricante, Carl Dietrich, que lidera um grupo de engenheiros do Massachussetts Institute of Technology.
O projecto tem algumas características que são limitadas. A principal é o facto de ser movido a gasolina de alta octanagem ou querosene de aviação. Com esse combustível, para rodar como carro, estaria fora das normas de controle ambiental. Na Califórnia, por exemplo, a emissão máxima de gases em breve será zero. O Terrafugia só teria autorização de tráfego em terminais aéreos.

Especialistas ouvidos pelo diário, New York Times, afirmam que essa mania de querer voar de carro é perigosa.
Usam como argumento a dificuldade de o ser humano em controlar os seus próprios movimentos, e instintos, num ambiente tridimensional.
Se fosse algo tão fácil como guiar um carro, acrescentam, teríamos milhões de pilotos com brevet.
Além disso, o próprio histórico de acidentes de trânsito corrobora essa avaliação. A única possibilidade de sucesso seria com o carro-avião, no ar, sendo conduzido por um controle externo. Mais Jetsons,????...Impossível.

Outra ressalva levantada, está na diferença de princípios aerodinâmicos, já que carros foram feitos para rodarem o mais "agarrados" ao chão possível, enquanto aviões tem desenhos com o menor arrasto e com grande sustentação.
Um terceiro ponto é a distribuição do peso, nas quatro rodas nos automóveis e concentrados nas rodas traseiras nas aeronaves. Apesar de tudo isso, a busca ao Cálice Sagrado continua, já que, em todo o mundo, existem 11 companhias, que tentam viabilizar projectos de carros voadores.

Acho que a utilização deste devaneio tecnológico só seria financeiramente viável em situações muito específicas, como veículo de ligação em áreas remotas, por exemplo.
Ainda assim, pagar 194 mil dólares, para ter essa possibilidade, parece ser caro demais, se comparár-mos, com o preço a pagar por um Cessna de asa alta, e o que este, consegue fazer em termos de carga e passageiros.
Há modelos, e não é o caso do Terrafugia, que descolam, exactamente como se fossem um avião, ou sobem e descem como os helicópteros.

Olhando pela perspectiva dos engarrafamentos, ainda assim a ideia de aproveitar a segunda circular para descolar, á hora de ponta, não me parece muito viável.
Se aviões já exigem conhecimento e habilidade para voar com o mau tempo, como seria controlar dezenas de Terrafugias tentando chegar ao centro de Lisboa, ou outra cidade qualquer, com o habitual desprezo pelas regras de trânsito, em horas de ponta, e sob condições atmosféricas adversas?
Era o bom e o bonito.
Mas vejam este video clip aqui em baixo, para ficarem com uma ideia mais precisa ácerca do Terrafugia:



Vejam mais aqui.

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