terça-feira, 26 de maio de 2009

Cuidado!, A Galina morde.

Galina Rusanova, de 54 anos, é uma figura conhecida no jet-set londrino. Assim uma espécie de Lili Caneças, lá do burgo. Move-se entre os ricos e famosos na cidade. Já fez pontas em programas de televisão, tem livros publicados na Rússia, e pinta. Quadros. Expõe. É uma celebridade instantânea, para o que tem que andar sempre "em pontas". O costume. Cá e lá. Mas desta vez, a Rusanova, excedeu-se.

A actriz-socialite voltava para a Grã-Bretanha, após uma visita a Los Angeles. Embarcou no vôo 934 da United Airlines. Segundo outros passageiros, já meio alterada. O advogado que a defende diz que Rusanova entra em pânico nos vôos longos e tinha pedido a assistência de um médico para que este lhe receitasse tranquilizantes. Mas não explica porque é que a sua cliente tomou logo quatro comprimidos de uma só tacada em vez de um só, como aconselhava a receita. Nem o facto de que, uma vez a bordo, a celebridade entornou três garrafas de vinho – mesmo sendo aquelas de 300 ml é muito vinho para uma pessoa só, ainda por cima, "speedada".

Pouco mais de três horas depois da descolagem, antes de chegar ao Atlântico, o efeito da combinação explosiva deu um curto-circuito no cérebro da russa. Além de começar a gritar com quem estava por perto, Galina exigiu mais vinho e, não sendo atendida , desatou, a pontapear,as bandejas de comida dos outros passageiros.

As tripulações americanas, depois do 11 de Setembro, estão em regime de tolerância zero, quanto a desordens a bordo, e podem incriminar qualquer passageiro, que provoque desacatos, na lei anti terror.

A confusão provocada por Galina, piorou mais ainda, quando esta voltou do WC, alterada e dizendo coisas incompreensíveis. Os comissários, aproximaram-se da dita, e ainda a viram beber todo o sabonete líquido (!?) disponível no compartimento. Quando um dos tripulantes a tentou acalmar e leva-la de volta ao seu lugar, deu-se a explosão: a actriz russa, atirou-se para o chão da galley e, de quatro, passou a rosnar e a comportar-se - nas palavras de testemunhas - como um cão raivoso.

A primeira vitima, foi um dos comissários, que levou uma bela mordida na perna. Os outros levaram chutos e socos, á descrição.
Rusanova, só parou com a distribuição da "fruta", quando foi algemada, e devidamente imobilizada, num dos lugares de descanso do PNC. Aí, manietada, apagou-se, fundiu-se, adormeceu.

A desordeira socialaite, obrigou o comandante do voo 934,da United Airlines, a fazer uma aterragem forçada em Bangor, Maine, aeroporto isolado e usado apenas para casos em que a segurança do transporte aéreo está ameaçada de alguma forma.

Passou a noite num hospital da área, e foi apresentada, na segunda-feira seguinte, a um juiz, para ser julgada, sob a acusação de ter colocado os passageiros do voo em risco.

Ao ser interrogada, afirmou não se lembrar do incidente. Recordava-se, isso sim, da má qualidade do vinho e de o seu lugar, ser duro e incómodo. Reclamação que apresentou em tempo oportuno á assistente de bordo. Pois...

Além de poder ser condenada com uma longa sentença, Galina Rusanova pode ter de pagar US$ 250 mil (dólares), em multas.
Mas apesar do rigor da lei, o advogado da celebridade russa tem quase a certeza que a pena não será tão severa.
A média das sentenças tem sido de seis meses de encarceramento . A actriz continuará presa até ao julgamento, como ocorre normalmente nestes casos.

Segundo o porta voz de Rusanova, a causa de tudo isto, pode ter sido uma desilusão amorosa.
Durante o depoimento, esta confidenciou, que voltava a Londres depois de um encontro romântico com um homem que conhecera pela internet, não ter correspondido ás expectativas da socialaite. Pelo jeito, o namoro às escuras, (blind date), ou "cyber romance" , como lhe queiram chamar, não deu lá muito certo.
E ela, passou-se.

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