terça-feira, 28 de abril de 2009

Quase...quase.


Este clip, é uma simulação compturizada.

Este episódio, é verídico, e ocorreu durante um voo diurno, com um Boeing 737 (não citarei a empresa). O vôo foi no Brasil, entre Guarulhos e o Aeroporto Internacional do Galeão - Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Ao iniciar a aproximação para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro, piloto e o co-piloto receberam a informação de que um violento temporal estava a acontecer, sobre a parte final da aproximação antes da aterragem, e que, devido á força dos ventos e da tempestade, seria necessário fazer um desvio, para o aeroporto alternativo, no caso, o aeroporto, Santos Dumont, então operando normalmente, e aterrar aí. Embora não seja um procedimento errado, o mais comum é acontecer o inverso.

De qualquer forma, esse desvio, era no mínimo, estranho, uma vez que havia restrições de operação no Santos Dumont, para alguns Boeing 737 que não são equipados com os novos sistemas de travagem, próprios para pistas curtas, entre outros aspectos específicos.

O aeroporto internacional do Rio de Janeiro, pela posição das pistas e localização geográfica, dificilmente fecha. No dia deste voo, no entanto, isso aconteceu, e a tripulação recebeu a orientação para seguir até ao Santos Dumont. O desvio é relativamente pequeno, mas a aproximação e a aterragem, exigem mais manobras, do que as habituais.

Aconteceu então, que a velocidade de deslocação do temporal e a direcção em que seguia, acabou por inviabilizar essa alternativa. Por alguns instantes, a aeronave ficou em holding, aguardando novas instruções da torre de controle, que quando chegaram, eram definitivas. O 737, deveria, dirigir-se ao Galeão e aterrar, como inicialmente previsto, já que as condições atmosféricas, embora más, haviam melhorado.

Nesse momento, começa o que eu considero, a parte crítica da história.
Os pilotos receberam a orientação de se dirigirem para uma rota, bem aberta, sobre o mar, de forma a escapar á tempestade. A ordem foi cumprida, mas nessa altura, a hora de aterragem, já tinha passado, o que originava, que o avião estava a usar combustível da margem de segurança calculada antes da descolagem.

Até onde me explicaram, o cálculo do querosene de aviação nos tanques leva em conta o tempo de voo, um deslocamento para um aeroporto alternativo num raio de uma hora de distância, mais 30 minutos de margem, mais o taxiamento.

Mas sabe-se também que as variáveis de peso, por exemplo, incidem na equação, de forma a não fazer com que se voe com mais combustível, do que o recomendável.

Quando se preparavam para reassumir a aproximação para o Galeão, os pilotos foram chamados para serem informados que um Boeing 767 da American Airlines tinha declarado emergência e por isso ganhara a prioridade para a aterragem.

O que mais nos irá acontecer??? Terão pensado,o Comandante e o Co-piloto do avião em causa, que via a sua entrada na rampa final, retardada.
Foi aí, ao fazer a verificação para aterragem, que o comandante constatou, alarmado, que estavam a ficar sem combustível para completar o percurso. A hipótese de um acidente, era bem real.

Não sei quanto o 737 tinha no tanque, mas o comandante tomou a decisão de fazer a aproximação, e aterrar, ao aperceber-se de que poderia não alcançar a pista, e despenhar-se alguns quilómetros antes.

No fim das contas, o jacto aterrou no Galeão, antecipando-se ao Boeing 767 da AA, sem que os passageiros se apercebessem do perigo a que estiveram sujeitos.

Na verificação final, ao checarem o nível, dos marcadores de combustível, com que haviam aterrado, estes indicavam que o toque na pista se dera com cerca de 600 kg de combustível.
Só no taxiamento até ao terminal costuma gastar-se á volta de 200 kg. Ufffff...foi á rasquinha.

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