terça-feira, 14 de abril de 2009

Jactos privados, on Sale.

Muitas empresas que eram proprietárias de jactos privados tiveram de vendê-los para evitar críticas de políticos, investidores e outros intervenientes, que vêem na propriedade de um jacto privado uma extravagância e uma insensibilidade face ao actual clima económico.
Isto contribuiu para um aumento no número de jactos actualmente à venda. Na Europa, a Jet Republic, empresa de jactos privados lançada recentemente, estima que existem mais de 300 jactos usados para venda, ou seja, mais do dobro face ao ano anterior.
Contudo, muitas organizações que vendem os seus jactos, pretendem que os altos executivos possam continuar a viajar desta forma e são cada vez mais utilizados os Cartões de Jacto Privado e a Propriedades de Quota, pois estes representam custos mais baixos nas suas contas financeiras do que deterem aeronaves próprias», explica a Jet Republic em comunicado.
Esta será, de resto, a principal razão pela qual cerca de 10% das suas vendas e de novos negócios surgem de empresas, quando a expectativa se situava nos 2%.Ter um jacto privado passou a ser visto quase como um crime.
Jonathan Breeze, CEO da Jet Republic afirma:
"A recente reacção contra algumas das grandes empresas proprietárias de jactos privados foi de tal ordem que foi quase visto como um crime. Isso tem contribuído para uma diminuição nas encomendas de novos jactos, com alguns fabricantes a cortarem a produção em mais de 50%, e a proporção dos activos empresariais europeus de jactos para venda a duplicar de cerca de 6% em Dezembro de 2007 para 12,7% em Dezembro 2008"."
Em muitos casos, pode compensar em termos económicos os altos executivos viajarem em jactos privados, porque chegam aos seus destinos mais rapidamente, reduzem o risco de sofrerem atrasos e perdas de tempo nos aeroportos e permite-lhes trabalhar com privacidade com os colegas durante o voo, algo impossível de fazer numa linha aérea comercial. Além disso, como as companhias aéreas comerciais continuam a cancelar rotas como resultado do actual abrandamento económico, o número de executivos a quererem utilizar aviões privados irá aumentar. Uma investigação que efectuámos junto de 15 companhias aéreas de bandeira europeias revela que, por cada nova rota aberta nos últimos 12 meses, foram encerradas duas", conclui.

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